Te incomoda esse dia?
Ah, que dia cansativo! E daí que não fiz nada? Claro, não tem muito sentido mas tem dias em que simplesmente vivo para o cansaço. Não o cansaço comunal que te faz dormir, mas um súbito cansaço que te faz querer dormir, e só dormir no dia inteiro. Perde-se tempo, perde-se vida. Vida essa que, particularmente, acho bobeira dizer que está sendo vivida. Quando se tem um ritmo (daqueles bem chatos mesmo) nada se torna empolgante. Exceto é claro pelo fato de conseguir voltar sentada no trem logo durante horario de pico, o qual eu volto todos os dias. Mas é o tipo de coisa que nunca acontece, só quando você desmaia, é claro. O que tambem acontece quase todos os dias. Eis que surge esse domingo preguiçoso. Tem muita matéria pra pôr em dia, inclusive algum seminário e provas chegando.
O tal do cansaço não em deixa fazer nada. Me mantem nesse lugar, com minha companheira preguiça, lembrando-me a todo momento que tenho trabalho a fazer. E que provavelmente não vai ser feito.
Ah, que dia cansativo! E estou cansada dessa dor de cabeça petulante, dessa ansiedade que me agonia e dessa necessidade de dormir pra ver se o tempo passa mais rapido.
Em quanto tempo vai passar esse tempo? Espero que logo, porque nem minha querida preguicinha me aguenta mais.
domingo, 24 de novembro de 2013
terça-feira, 24 de setembro de 2013
Sem organizar
Só queria dizer: obrigada, ao que me transpassa esses ultimos dias.
Menina complexa, sem entendimento e inteligivel nas mais devidas palavras. A vontade de abolir esses meus dias para aproveitar o fluido corporal que emano, talvez nunca tivera sido tão forte.
Talvez por ser errado. Talvez por ser complexo. Provavelmente por ser completo.
O que virá daqui pra frente? Uma pausa para meditar entre os meus dias de dedos coçantes. Um leve devaneio sobre o antes e o depois, como este que faço agora. Não teço o agora pois me dá puro azar.
O que devo escrever ou dirigir a você é uma enorme incognita: decifra-te ou seja devorado. Não tem anistia ou perdão.
Texto com frases de negação demais. Tomo um susto com algo que cai, mas o que importa nesse momento é que estou transpassando esses sentimentos confusos que estão alojados em mim. Não escrevo mais em ordem, como meus pensamentos.
Frívolos e surreais, eu não sei nem mais onde estou. Pra onde vamos agora? Tudo parece tão fim do caminho. Talvez eu reprove, não quero isso. Posso fazer um apelo à Ti? provavelmente não. Não sou merecedora de graça alguma.
Me permita realizar algum projeto. Não o acaba-vidas. Agosto, "mês do desgosto" da passou. O que setembro traz de tão ruim então?
Tão carregado, tão impossivel, tão... lunático.
Setembro treparia com o primeiro que visse?
Talvez sim. Quero voltar a escrever como eu escrevia.
Menina complexa, sem entendimento e inteligivel nas mais devidas palavras. A vontade de abolir esses meus dias para aproveitar o fluido corporal que emano, talvez nunca tivera sido tão forte.
Talvez por ser errado. Talvez por ser complexo. Provavelmente por ser completo.
O que virá daqui pra frente? Uma pausa para meditar entre os meus dias de dedos coçantes. Um leve devaneio sobre o antes e o depois, como este que faço agora. Não teço o agora pois me dá puro azar.
O que devo escrever ou dirigir a você é uma enorme incognita: decifra-te ou seja devorado. Não tem anistia ou perdão.
Texto com frases de negação demais. Tomo um susto com algo que cai, mas o que importa nesse momento é que estou transpassando esses sentimentos confusos que estão alojados em mim. Não escrevo mais em ordem, como meus pensamentos.
Frívolos e surreais, eu não sei nem mais onde estou. Pra onde vamos agora? Tudo parece tão fim do caminho. Talvez eu reprove, não quero isso. Posso fazer um apelo à Ti? provavelmente não. Não sou merecedora de graça alguma.
Me permita realizar algum projeto. Não o acaba-vidas. Agosto, "mês do desgosto" da passou. O que setembro traz de tão ruim então?
Tão carregado, tão impossivel, tão... lunático.
Setembro treparia com o primeiro que visse?
Talvez sim. Quero voltar a escrever como eu escrevia.
domingo, 11 de agosto de 2013
Agosto
Então aqui estou
Eu e eu
Eu e minha familia
Eu e esse domingo de plantio vazio
Não é um dia especial. Nem é final de semana. Talvez não sejja final de semana, talvez, nem tudo, vá ter fim.
O que dói é saber que eu e eu, estou aqui. Estou aqui em pleno cultivo próprio, vendo medo e choro na televisão. Antes fossem filmes de terror. Antes me assustasse e me fizessem lembrar meus medos pequenos do invisivel. Antes que me fizesse me sentir, me abraçar, me fazer viva novamente. Viva do meu jeito, não menina de metal.
Vou enferrujar com o tempo e me afundar na terra aos poucos. O que está em mim, está morto tambem. Quero um dia de aprovação, mas me reprovo a cada dia que me vem à cabeça, na vida, nos vagões de trem tão mortos mas cheios de gente.
Em minha morte, tem uma vida. Acaba tudo isso. Acaba vida.
Eu não sou ninguem, apenas ilusão.
Eu e eu
Eu e minha familia
Eu e esse domingo de plantio vazio
Não é um dia especial. Nem é final de semana. Talvez não sejja final de semana, talvez, nem tudo, vá ter fim.
O que dói é saber que eu e eu, estou aqui. Estou aqui em pleno cultivo próprio, vendo medo e choro na televisão. Antes fossem filmes de terror. Antes me assustasse e me fizessem lembrar meus medos pequenos do invisivel. Antes que me fizesse me sentir, me abraçar, me fazer viva novamente. Viva do meu jeito, não menina de metal.
Vou enferrujar com o tempo e me afundar na terra aos poucos. O que está em mim, está morto tambem. Quero um dia de aprovação, mas me reprovo a cada dia que me vem à cabeça, na vida, nos vagões de trem tão mortos mas cheios de gente.
Em minha morte, tem uma vida. Acaba tudo isso. Acaba vida.
Eu não sou ninguem, apenas ilusão.
segunda-feira, 29 de julho de 2013
Reza por mim
De presente, gostaria de um pouco de paz, um pouco de ar pra respirar. Um oi bem-dito, um abraço que não doa e uma voz com presença que queira ali estar.
De presente, ganhei uma oração, "feliz aniversário" e o dia de ignorância, indiferença; é só um aniversario, só o meu aniversario, de que importa?
O que vivo, onde estamos, é um mundo de indiferenças e insignificâncias. O que vive não é teu corpo, é tua vida desesperada clamando por um lugar. O que cheiro, é o que me move: oxigênio. Outro indiferente ao meu corpo, à minha paz, inerente à minha vida mas que é necessidade mútua.
Por que esse nojo? Por que tomo esse desgosto da vida? Agosto.
Me sufoca a vigilância, a falta de vivência que tenho e temo. Libertinagem, não liberdade. Sangue, não tinta. Música é o som do grito que ecoa nessa casa de ignorância e morte, maldade e assombro, paixão e fantasmas de um eu que aqui já morou.
Por mim e por todos.
Eu não quero estar aqui. Me sinto maldita, acabada. Me sinto otária, transparente. Um ser sem vontades, um ser sem existência ou necessidades. Sou um pássaro. Um passaro que canta tristemente em suas paredes rabiscadas e clama por ser solto; precisa voar. Precisa de ar. Sou um passaro com as asas cortadas, lâmina na frente, quer cortar a propria cabeça. Por que me sinto assim?
Rasgo minha pele, me abro em soltura e tento me libertar das correntes que criei e que me são postas a ada dia. Preciso sair daqui.
Um calafrio fúnebre cobre meu corpo. Estou novamente acompanhada?
Desleixo, eu odeio essa casa. Eu não sou desse lugar, não pertenço à minha escola, não sou de nenhum estado, não vivo essa vida de surpresas e revelações. De boas revelações.
A morte me cobre como se fosse um presente. Salvação, liberdade... Devo ouv-la?
A morte é um processo retilíneo.
Me livra de todo mal? amem.
De presente, ganhei uma oração, "feliz aniversário" e o dia de ignorância, indiferença; é só um aniversario, só o meu aniversario, de que importa?
O que vivo, onde estamos, é um mundo de indiferenças e insignificâncias. O que vive não é teu corpo, é tua vida desesperada clamando por um lugar. O que cheiro, é o que me move: oxigênio. Outro indiferente ao meu corpo, à minha paz, inerente à minha vida mas que é necessidade mútua.
Por que esse nojo? Por que tomo esse desgosto da vida? Agosto.
Me sufoca a vigilância, a falta de vivência que tenho e temo. Libertinagem, não liberdade. Sangue, não tinta. Música é o som do grito que ecoa nessa casa de ignorância e morte, maldade e assombro, paixão e fantasmas de um eu que aqui já morou.
Por mim e por todos.
Eu não quero estar aqui. Me sinto maldita, acabada. Me sinto otária, transparente. Um ser sem vontades, um ser sem existência ou necessidades. Sou um pássaro. Um passaro que canta tristemente em suas paredes rabiscadas e clama por ser solto; precisa voar. Precisa de ar. Sou um passaro com as asas cortadas, lâmina na frente, quer cortar a propria cabeça. Por que me sinto assim?
Rasgo minha pele, me abro em soltura e tento me libertar das correntes que criei e que me são postas a ada dia. Preciso sair daqui.
Um calafrio fúnebre cobre meu corpo. Estou novamente acompanhada?
Desleixo, eu odeio essa casa. Eu não sou desse lugar, não pertenço à minha escola, não sou de nenhum estado, não vivo essa vida de surpresas e revelações. De boas revelações.
A morte me cobre como se fosse um presente. Salvação, liberdade... Devo ouv-la?
A morte é um processo retilíneo.
Me livra de todo mal? amem.
quarta-feira, 17 de julho de 2013
Somos vozes sem valor ou validade. Vadia és a vaidade que cobre este corpo que se cobre com qualquer pano que esquente. Os sentidos vagos nos preenchem em algumas vezes variadas e nos fazem pensar: será que é isto mesmo o que sou?
Do que sou feito? Do que me faço?
De valores antigos e invalidos, peles facilmente cortáveis e corações com seus batimentos altos - ponha a mão em seu peito, se desligue de qualquer coisa à sua volta. Já parou para pensar o quão sombrio e assustador são essas batidas? Imagine só, todos os corações batendo uníssonos, como irmãos cantando dentro de uma grande Igreja em uma só voz. É perturbadoramente bizarro-. Somos seres perdidos, dançarinos em volta de uma fogueira apagada onde condenamos quem atrapalhar nosso caminho.
Que queime no inferno! ou na fogueira. A sentença é dada a qualquer preço.
Seguimos hipocritas até o fim das nossas vidas, ignorando o quão misterioso é esse mundo. Nada nos completa. Passamos mais de 14 anos estudando, 20 trabalhando e no final nos enterramos num mote grande de anonimato, indigência. Servimos de alimentos para outras espécies que irão sumir, não mais existir após a morte.
Todos somos livros. Livros estes que são escritos de acordo com o que acontece e que, quando as histórias acabam, são queimados e incinerados no fogo árduo da Morte, que dança em volta dos galhos que queimam, fazendo sua sombra nas paredes da vida.
Somos o futuro sumiço de nós mesmos, inquisidores de nossa própria espécie-homem. Vivemos para nos imortalizar de algum jeito, deixarmos alguma marca no mundo mas...
E se esse mundo vier a acabar? O que você realmente foi?
(ainda estou pensando num titulo mas deve ser "prosa sobre o Nada")
Do que sou feito? Do que me faço?
De valores antigos e invalidos, peles facilmente cortáveis e corações com seus batimentos altos - ponha a mão em seu peito, se desligue de qualquer coisa à sua volta. Já parou para pensar o quão sombrio e assustador são essas batidas? Imagine só, todos os corações batendo uníssonos, como irmãos cantando dentro de uma grande Igreja em uma só voz. É perturbadoramente bizarro-. Somos seres perdidos, dançarinos em volta de uma fogueira apagada onde condenamos quem atrapalhar nosso caminho.
Que queime no inferno! ou na fogueira. A sentença é dada a qualquer preço.
Seguimos hipocritas até o fim das nossas vidas, ignorando o quão misterioso é esse mundo. Nada nos completa. Passamos mais de 14 anos estudando, 20 trabalhando e no final nos enterramos num mote grande de anonimato, indigência. Servimos de alimentos para outras espécies que irão sumir, não mais existir após a morte.
Todos somos livros. Livros estes que são escritos de acordo com o que acontece e que, quando as histórias acabam, são queimados e incinerados no fogo árduo da Morte, que dança em volta dos galhos que queimam, fazendo sua sombra nas paredes da vida.
Somos o futuro sumiço de nós mesmos, inquisidores de nossa própria espécie-homem. Vivemos para nos imortalizar de algum jeito, deixarmos alguma marca no mundo mas...
E se esse mundo vier a acabar? O que você realmente foi?
(ainda estou pensando num titulo mas deve ser "prosa sobre o Nada")
Preenche?
É cansativo esse vai e vem louco ao qual vivemos. Incerteza oscila com insegurança, levando ao mesmo ponto inicial: o que fazemos juntos?
Idealizamos que somos o melhor casal mas, nem de longe, somos um bom casal. O que nos falta?
A presença macica, os planos não-falhos, as asas abertas e a corrente arrebentada nos impede de decidir o que somos. Não o que estamos, mas o que, de verdade, somos.
Por que não conseguimos ser nós mesmos quando só nossa alma faz companhia aos nossos corpos juntos? Por que parece tão incompleto, sempre indecido? Por que não me conta que ama à outra e que só precisa testar se a força desse seu novo gostar - no caso, eu- consegue suprir ou cobrir o amor doentio que sente por ela? As vezes sinto isso. Sua pele me diz, seus olhos, cansados, me dizem.
Cada dia parece mais distante de mim, de nós... O nós só existe nesse nó que faz minha cabeça, não é? Me conta. O que trama? Eu gostaria de ser o que quer, ou, pelo menos, ser ela...
Sinto falta de amor. Demorei a conhecer e, quando encontrei, me afundei, me perdi... E agora não sinto, não vejo, não acho em você. Por que teus gestos são sempre tão frios comigo? Não sou só uma, tampouco uma maldição pra sua vida. Sou uma louca descontrolada, carente com sede da propria morte mas não encontro vida em nada. Gostaria de encontrar em ti.
Pensa nela quando estamos juntos? É por isso que tanto fecha os olhos?
Eu fechei meus olhos, procuro nunca pensar nisso mas tu sabes, tanto quanto eu, que essa é a maior realidade que há entre nós.
Sinto um amargo em mim. Impreenchivel.
Idealizamos que somos o melhor casal mas, nem de longe, somos um bom casal. O que nos falta?
A presença macica, os planos não-falhos, as asas abertas e a corrente arrebentada nos impede de decidir o que somos. Não o que estamos, mas o que, de verdade, somos.
Por que não conseguimos ser nós mesmos quando só nossa alma faz companhia aos nossos corpos juntos? Por que parece tão incompleto, sempre indecido? Por que não me conta que ama à outra e que só precisa testar se a força desse seu novo gostar - no caso, eu- consegue suprir ou cobrir o amor doentio que sente por ela? As vezes sinto isso. Sua pele me diz, seus olhos, cansados, me dizem.
Cada dia parece mais distante de mim, de nós... O nós só existe nesse nó que faz minha cabeça, não é? Me conta. O que trama? Eu gostaria de ser o que quer, ou, pelo menos, ser ela...
Sinto falta de amor. Demorei a conhecer e, quando encontrei, me afundei, me perdi... E agora não sinto, não vejo, não acho em você. Por que teus gestos são sempre tão frios comigo? Não sou só uma, tampouco uma maldição pra sua vida. Sou uma louca descontrolada, carente com sede da propria morte mas não encontro vida em nada. Gostaria de encontrar em ti.
Pensa nela quando estamos juntos? É por isso que tanto fecha os olhos?
Eu fechei meus olhos, procuro nunca pensar nisso mas tu sabes, tanto quanto eu, que essa é a maior realidade que há entre nós.
Sinto um amargo em mim. Impreenchivel.
quarta-feira, 10 de julho de 2013
A casa vazia.
Então ouve-se um estrondo dentro da casa, a casa amarela com pessoas amarelas. Desse estrondo, retiram-se particulas de ânimo e contestação, expelidas e recuperadas com o tempo.
Sem tempo.
Tarda para que tudo se acalme, tarda para ter-se um porto seguro. O porto-seguro tem de ser você mesmo, senão o barco afunda.
Há barco?
Há maré, há correnteza, há barco. Em nenhum barco vê-se furos mas a sua jangada afunda facil.
Forte e remo, forte e remo, forte e remo. Cansaço leva à dor. A casa vazia só parece vazia, melancolicamente preenchida com os novos conceitos sociais.
Algo degradado ou degradativo?
É de minha natureza viver nesta casa? É de minha natureza estar no vazio?
Vazio escuro este ao qual me puxa e me derrota. Eu sou uma derrota.
Talvez nem o jardim da casa floresça mais. A casa está vazia.
Sem tempo.
Tarda para que tudo se acalme, tarda para ter-se um porto seguro. O porto-seguro tem de ser você mesmo, senão o barco afunda.
Há barco?
Há maré, há correnteza, há barco. Em nenhum barco vê-se furos mas a sua jangada afunda facil.
Forte e remo, forte e remo, forte e remo. Cansaço leva à dor. A casa vazia só parece vazia, melancolicamente preenchida com os novos conceitos sociais.
Algo degradado ou degradativo?
É de minha natureza viver nesta casa? É de minha natureza estar no vazio?
Vazio escuro este ao qual me puxa e me derrota. Eu sou uma derrota.
Talvez nem o jardim da casa floresça mais. A casa está vazia.
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Oração ao dia trinta do seis
O tempo esfria. Agora, as igrejas estão fechadas.
Os predios estão pichados.
E corações destruidos se misturam ante à massa que corre todo dia.
Somos massas borbulhantes de pão pra café da manhã.
Eu não queria que tivesse morrido.
O dia vai demorar a passar. A madrugada foi cheia de perturbação, falta de sono e nostalgia.
A madrugada estava cheia de fantasmas querendo pegar você
Mas você se foi...
Maldita é a ambição do homem que faz tudo pelo proprio desejo. A inveja corrompe a mente humana. Deus sabe o quanto isso é verdade, Deus encontra em suas verdades essa verdade. Em Deus se diz que há vida eterna e, irmão, eu espero encontrar você quando eu tambem me for. São palavras do coração martelado e abalado pela sua ausência. Não podemos chorar sua falta...
De onde estiver, guia os seus amigos, seja nosso anjo e desculpa por não ter sido o seu. Me carrego de remorso de não tê-lo visto. Me carrego de esperança de que ainda vou receber uma ligação dizendo que é brincadeira, que tudo é só brincadeira.
Mas não é...
Espero que esteja bem onde quer que vá a pessoa de bom coração que não está mais entre nós.
Alvaro Gomes foi amarrado e morto em Sepetiba de frente à loja que trabalhava, à facadas, no dia 30/06/2013.
Os predios estão pichados.
E corações destruidos se misturam ante à massa que corre todo dia.
Somos massas borbulhantes de pão pra café da manhã.
Eu não queria que tivesse morrido.
O dia vai demorar a passar. A madrugada foi cheia de perturbação, falta de sono e nostalgia.
A madrugada estava cheia de fantasmas querendo pegar você
Mas você se foi...
Maldita é a ambição do homem que faz tudo pelo proprio desejo. A inveja corrompe a mente humana. Deus sabe o quanto isso é verdade, Deus encontra em suas verdades essa verdade. Em Deus se diz que há vida eterna e, irmão, eu espero encontrar você quando eu tambem me for. São palavras do coração martelado e abalado pela sua ausência. Não podemos chorar sua falta...
De onde estiver, guia os seus amigos, seja nosso anjo e desculpa por não ter sido o seu. Me carrego de remorso de não tê-lo visto. Me carrego de esperança de que ainda vou receber uma ligação dizendo que é brincadeira, que tudo é só brincadeira.
Mas não é...
Espero que esteja bem onde quer que vá a pessoa de bom coração que não está mais entre nós.
Alvaro Gomes foi amarrado e morto em Sepetiba de frente à loja que trabalhava, à facadas, no dia 30/06/2013.
terça-feira, 25 de junho de 2013
26-06
O.K Me deparo com a nova situação das certezas de um reencontro. Por que eu ligo se a outra parte não liga?
Queria reencontrar eu, comigo. É um cheiro de falsa pessoa enjoativo o qual sinto.
Sou idiota, supérflua e pacata. Quem se importa?
Queria reencontrar eu, comigo. É um cheiro de falsa pessoa enjoativo o qual sinto.
Sou idiota, supérflua e pacata. Quem se importa?
segunda-feira, 20 de maio de 2013
20/05/2013 - Eu posso definir: vermelho
Então vem tua libido euforica com a minha
E se juntam os corpos
Ausentes
De coração sabe-se as batidas, compasso
Que guia esse pas-de-deux
Quanto tempo levou-se a trocar beijos naquela tarde de tempo indefinido? Creio que fazia sol. Lá fora não importava. Todo toque era importante, todo suspiro era profundo - toda a aurea daquele lugar torcia para a energia cruzada-. É carinho e afeto, é uma dança. Uma dança onde dois se entregam num passo inesquecivel. Ponderadamente dolorido - o estalar da palma da mão contra a pele aguça nosso sentido auditivo- e carinhosamente não permitido. Mas é afeto, é geração de gerações, é amor?
Sim.
Crave tuas unhas no tom
Branco, faça o vermelho tingir
Sangue? O que é permitido pode-se ver
falar, escutar e sentir
Cala-te um minuto e vem beijar-me só?
Confesso que seja melhor quando as coisas se resolvem assim. Um carinho sem-graça, a falta de oportunidade. O amanhã pode não vir vivo.
A morte olha com serenidade a vida, segue.
Preocupa-te com plantar o que quer colher no dia de amanhã. Ainda é terça ou segunda. Ainda tem-se o andar, o caminhar. Me cultive, te cultuo.
Me sinta como louco, euforia!
De novo
Me faça contar até dez
Estremecer, desdobrar, retorcer
Corpo a corpo, saliva, suor
Gozo
Desenhe as faces com giz
Tenha-se em primeiro lugar
Tenha-me em segundo.
Num segundo, me tenha.
E se juntam os corpos
Ausentes
De coração sabe-se as batidas, compasso
Que guia esse pas-de-deux
Quanto tempo levou-se a trocar beijos naquela tarde de tempo indefinido? Creio que fazia sol. Lá fora não importava. Todo toque era importante, todo suspiro era profundo - toda a aurea daquele lugar torcia para a energia cruzada-. É carinho e afeto, é uma dança. Uma dança onde dois se entregam num passo inesquecivel. Ponderadamente dolorido - o estalar da palma da mão contra a pele aguça nosso sentido auditivo- e carinhosamente não permitido. Mas é afeto, é geração de gerações, é amor?
Sim.
Crave tuas unhas no tom
Branco, faça o vermelho tingir
Sangue? O que é permitido pode-se ver
falar, escutar e sentir
Cala-te um minuto e vem beijar-me só?
Confesso que seja melhor quando as coisas se resolvem assim. Um carinho sem-graça, a falta de oportunidade. O amanhã pode não vir vivo.
A morte olha com serenidade a vida, segue.
Preocupa-te com plantar o que quer colher no dia de amanhã. Ainda é terça ou segunda. Ainda tem-se o andar, o caminhar. Me cultive, te cultuo.
Me sinta como louco, euforia!
De novo
Me faça contar até dez
Estremecer, desdobrar, retorcer
Corpo a corpo, saliva, suor
Gozo
Desenhe as faces com giz
Tenha-se em primeiro lugar
Tenha-me em segundo.
Num segundo, me tenha.
sábado, 18 de maio de 2013
15/05/2013 - Se foi
Não há nada oculto que um dia não vá se mostrar, isso é um fato incontestavel. Das pequenas às grandes. Nem todo segredo é segredo, nem tudo vai com a alma.
A luz se foi, a lembrança é o que resta. Doi? Doi sim, mas é tranquilizante saber que foi-se em paz e vontade. Premeditado, previsto, presumido - os grandes "pre"s da vida que nos dizem sobre a morte.
Tranquila, calma, rouquinha rouquinha e apaixonante. Não houve uma pessoa que não tenha se encantado com sua meiguice e brilho. É um amor, um doce, uma carência de vó que sempre precisava ser suprida.
Não, não foi largada. O coração de todos os que a cercava estão aqui e lá. Não na grande caixa de madeira, onde, de verdade, estava linda. Mas em ti, em ti que se foi, partiu, evoluiu e agora se ausenta em corpo fisico.
Sim, nós sabemos o amor da senhora. Não queriamos chorar, que foi teu pedido mas, sabe... Não lhe ter presente nos dias, num surto, na felicidade e na festa vai doer amargamente. O que é isso? Saudade. Vem de teu amor.
Teu velho agora lamenta, chora e lastima não estar indo neste momento com a senhora. Ele tamem te ama. Não vamos lhe abandonar, a senhora não irá nos abandonar mas, tua ausencia... vai doer. Não choro agora de tristeza. Eu choro por lembrar de tudo, de cada vez que dormi com a senhora, das vezes em que te dei remedio e dos seus risinhos timidos. Choro por saber que não verei isso novamente. Mas eu juro: vou parar.
Serena e apaixonada, bisa, a familia não está tão unida agora mas, cê sabe... Te amamos e sabemos:
"A vó te ama, ta?"
A luz se foi, a lembrança é o que resta. Doi? Doi sim, mas é tranquilizante saber que foi-se em paz e vontade. Premeditado, previsto, presumido - os grandes "pre"s da vida que nos dizem sobre a morte.
Tranquila, calma, rouquinha rouquinha e apaixonante. Não houve uma pessoa que não tenha se encantado com sua meiguice e brilho. É um amor, um doce, uma carência de vó que sempre precisava ser suprida.
Não, não foi largada. O coração de todos os que a cercava estão aqui e lá. Não na grande caixa de madeira, onde, de verdade, estava linda. Mas em ti, em ti que se foi, partiu, evoluiu e agora se ausenta em corpo fisico.
Sim, nós sabemos o amor da senhora. Não queriamos chorar, que foi teu pedido mas, sabe... Não lhe ter presente nos dias, num surto, na felicidade e na festa vai doer amargamente. O que é isso? Saudade. Vem de teu amor.
Teu velho agora lamenta, chora e lastima não estar indo neste momento com a senhora. Ele tamem te ama. Não vamos lhe abandonar, a senhora não irá nos abandonar mas, tua ausencia... vai doer. Não choro agora de tristeza. Eu choro por lembrar de tudo, de cada vez que dormi com a senhora, das vezes em que te dei remedio e dos seus risinhos timidos. Choro por saber que não verei isso novamente. Mas eu juro: vou parar.
Serena e apaixonada, bisa, a familia não está tão unida agora mas, cê sabe... Te amamos e sabemos:
"A vó te ama, ta?"
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Quântica
Pouco mais de lado para pouco mais rendado sem enfim um mesmo quadro.
É tédio o que cobre nossas vistas nestes dias ou apenas neblina? Sinto que vai trazer turbulência. Até que anda tudo mais ou menos monótono. Caos sobre caos, inanimamento sobre inanimação. Não se pode mais dançar por preguiça ou falta de tom.
A coisa mais estranha que ocorreu por estes dias fora o grande mistério transformista d'aquela música que sempre se acostumou a ouvir porque era a favorita e, sem que virasse despertador, se odiou - Confesso, é realmente muito estranho, anormal.-. Tenho de me cobrir de ações precipitadas, escritas e planejadas de uma novela mais parada que as folhas de coqueiro em dia de sol sem brisa para não cair em monotonia geral. Minha monomania anormal. Tenho de tentar algo novo ou decidir o futuro?
Que virasse logo vidente, entrasse na quântica maquina do tempo e brincasse de apostas certeiras - eu realmente gosto de acertar-. Mas o que me cobre dia esses? O olhar de decepção.
Enfim voltei ao meu eixo inútil e vazio. Escrever é o que me preenche, preencher linhas com letras é o que me esvazia. Que diabos, então, devo fazer? Sacola furada não voa. Tempo sem vento não anda. Vento sem tempo faz confusão. Eu sem vontade é inutilidade completada por vazão.
Nada é tão complicado que não se possa complicar. Sinceramente posso afirmar que há o inexplicado.
Consegue associar, sem levar muito tempo, uma personalidade com o uso da internet?
Pouco mais de lado, pouco mais um cado. Eclodir, implodir, neblinar.
Que venham os açoites que sei que chegarão, as falsas promessas para o resto da semana. Não digo esperança porque eu realmente não espero mais nada. Esperar é iludir ou acreditar?
Eu realmente prefiro não pensar. Mente embaralhada, corpo pedindo submersão.
Pode ser num mundo fantasioso ou em fotos do passado. A memória assombra. Mas eu realmente não espero nada.
Sorte, vem cá, me abraça?
É tédio o que cobre nossas vistas nestes dias ou apenas neblina? Sinto que vai trazer turbulência. Até que anda tudo mais ou menos monótono. Caos sobre caos, inanimamento sobre inanimação. Não se pode mais dançar por preguiça ou falta de tom.
A coisa mais estranha que ocorreu por estes dias fora o grande mistério transformista d'aquela música que sempre se acostumou a ouvir porque era a favorita e, sem que virasse despertador, se odiou - Confesso, é realmente muito estranho, anormal.-. Tenho de me cobrir de ações precipitadas, escritas e planejadas de uma novela mais parada que as folhas de coqueiro em dia de sol sem brisa para não cair em monotonia geral. Minha monomania anormal. Tenho de tentar algo novo ou decidir o futuro?
Que virasse logo vidente, entrasse na quântica maquina do tempo e brincasse de apostas certeiras - eu realmente gosto de acertar-. Mas o que me cobre dia esses? O olhar de decepção.
Enfim voltei ao meu eixo inútil e vazio. Escrever é o que me preenche, preencher linhas com letras é o que me esvazia. Que diabos, então, devo fazer? Sacola furada não voa. Tempo sem vento não anda. Vento sem tempo faz confusão. Eu sem vontade é inutilidade completada por vazão.
Nada é tão complicado que não se possa complicar. Sinceramente posso afirmar que há o inexplicado.
Consegue associar, sem levar muito tempo, uma personalidade com o uso da internet?
Pouco mais de lado, pouco mais um cado. Eclodir, implodir, neblinar.
Que venham os açoites que sei que chegarão, as falsas promessas para o resto da semana. Não digo esperança porque eu realmente não espero mais nada. Esperar é iludir ou acreditar?
Eu realmente prefiro não pensar. Mente embaralhada, corpo pedindo submersão.
Pode ser num mundo fantasioso ou em fotos do passado. A memória assombra. Mas eu realmente não espero nada.
Sorte, vem cá, me abraça?
quinta-feira, 9 de maio de 2013
90 fatos até nove de maio
Qual foi sua...
1. última bebida: suco de limão
2. última ligação: Gabrielle
3. última mensagem de texto:
4. última música que ouviu: The End (the doors)
Você já....
6. saiu com duas pessoas ao mesmo tempo? sim
7. foi traído? sim
8. beijou alguém e se arrependeu? sim
9. perdeu alguém especial? sim
1O. ficou deprimido? sim
11. bebeu muito até passar mal? nao
Liste os seus três filmes favoritos:
12. - O castelo animado
13. - Jogos Mortais
14. - Apertem os cintos, o piloto sumiu
Desde o ano passado, você...
15. Fez algum amigo novo: sim
16. Se apaixonou: sim
17. Riu até chorar: sim
18. Conheceu alguém que mudou sua vida: sim
19. Descobriu quem são seus melhores amigos: sim
2O. Aprendeu alguma coisa importante, nova? sim
21. Beijou alguém da sua lista de amigos do facebook? sim
Geral:
22. Quantas pessoas do seu facebook vc conhece pessoalmente? a maioria
24. Você tem algum animal de estimação? sim, o Jingle (cachorro)
25. Você mudaria seu nome? colocaria um sobrenome
26. O que vc fez em seu último aniversário? fui à Parmê.
27. Que horas acordou hoje? 5:20
28. O que estava fazendo ontem à meia noite? Tomando chá
29 Está assistindo algo no momento? nada
29. O que é algo que vc não vê a hora de acontecer? a solução dessa confusão toda.
3O. A última vez que vc viu a sua mãe? tem três minutos
31. O que vc gostaria de mudar em vc mesmo? quase tudo, exceto os olhos
32. O que vc está ouvindo agora? nada
33. Você conhece alguém que tem um nome muito estranho? sim, conheci, esse ano, o Emerson.
34. O que mais te irrita? se irritar comigo por nada.
35. Página mais visitada na internet: facebook e twitter
37. Apelido: La Dick
38. Signo do zodíaco: leão
41. Colegial: cursando
42. Faculdade: nada em mente
43. Cor do cabelo: Castanho
44. Comprido ou curto: Curto
45. De onde vc é: Rio de Janeiro
46. Altura: 1,62
47. Vc tem uma queda por alguém? Tenho
48. O que vc mais gosta em você? Olhos
49. Tem piercings? nao
50.Tatuagens? não
51. Sabe dirigir? nao
Primeiras vezes:
52. Primeira cirurgia: garganta, no inicio do ano de 2012.
53. o que comprou com seu primeiro salário? -
54. Primeira melhor amiga (o): Mariana Moura
55. Primeiro amor: Well
56.Primeira viagem com amigos: Campos com Gabi
Ultimamente:
57. O que vc tem visto na TV: Eliana é o que mais vejo.
58: Último filme que vc viu: Movie 43
59. O que vc tem comido: comida na faetec ou bife com batata frita.
6O. O que vc tem bebido: Refrigerante e suco de limão
61. O que vc vai fazer qdo terminar de responder? facebool
62. O que vc tem ouvido (música): Indie e rock - supercombo, the doors, thiago pethit e alexandre frança-.
63. O que vc espera para amanhã? morte e opressão.
Seu futuro:
64. Quer ter filhos? nao
65. Quer se casar? sim
66. Carreira: psicologia ou algo no setor de criação, espero
O que é melhor:
67. Lábios ou olhos? olhos
68. Abraços ou beijos? abraços
69. Mais baixos (as) ou mais altos (as)? altos
70. Mais velhos (as) ou mais novos (as)? velhos
71. Romântica ou espontânea? espontanea
72. Braços sarados ou pernas saradas? Pernas
73. Beleza ou inteligência? inteligencia aliada da beleza
74. Relacionamento sério ou só diversão? relacionamento sério
75. Extroversão ou timidez? extroversão
Você já...
76. Beijou um estranho? sim
77. Fumou? sim
78. Partiu o coração de alguém? sim
79. Teve seu coração partido? sim
80. Foi preso(a)? não
81. Beijou alguém do mesmo sexo? sim
82. Chorou qdo alguém morreu? sim
Você acredita em...
83. Você mesmo (a)? não
84. Milagres? sim
85. Amor a primeira vista? sim
86. Paraíso? sim
87. Papai noel? não
88. Na fada do dente? não
89. Anjos? sim
90: Deus? sim
quarta-feira, 8 de maio de 2013
Chá verde com sabor de novidade
Um copo meio cheio, um copo meio vazio?
Uma caneca com chá, aroma de erva, plantado na industria de ilusão
Sabor hortelã e abacaxi - veio escrito-,
Sinto calor e gosto de hortelã
Demoro na boca, fecho os olhos pra apreciar
Ebulir, embolia pulmonar
Copo quase vazio ou pouco preenchido?
Orgulho me toma
Diante desse chá
Verde como escrito
Eu tomei, me afoguei
Não derramei
Em mim derramar
Agora está no fim
Demora pra acabar
Era quente, assustador
Esse meu primeiro chá,
verde.
Caenca debaixo do nariz, inspirar
Cheiro de chá, forte
Pender cabeça para trás, pensar
Absorver
O que vier, virá
Se fundiria o cheiro com o incenso?
Amargo, quase frio
Derramei, não vou limpar
Vou inserir
Em qualquer dia do dia
Essa nova alegria
Deus, o chá.
Uma caneca com chá, aroma de erva, plantado na industria de ilusão
Sabor hortelã e abacaxi - veio escrito-,
Sinto calor e gosto de hortelã
Demoro na boca, fecho os olhos pra apreciar
Ebulir, embolia pulmonar
Copo quase vazio ou pouco preenchido?
Orgulho me toma
Diante desse chá
Verde como escrito
Eu tomei, me afoguei
Não derramei
Em mim derramar
Agora está no fim
Demora pra acabar
Era quente, assustador
Esse meu primeiro chá,
verde.
Caenca debaixo do nariz, inspirar
Cheiro de chá, forte
Pender cabeça para trás, pensar
Absorver
O que vier, virá
Se fundiria o cheiro com o incenso?
Amargo, quase frio
Derramei, não vou limpar
Vou inserir
Em qualquer dia do dia
Essa nova alegria
Deus, o chá.
sábado, 27 de abril de 2013
Recado 02
Das muitas coisas desagradaveis que existem, poucas são aquelas que tem o grande poder de magoar. Somos humanos, temos sentidos e sentimentos, querendo ou não aceitar ou conviver com isso. Como seres vivos, nos relacionamos, é algo biologicamente necessario.
Com isso, temos o poder de comunicação. Uma forma de fazer isto é usando a linguagem verbal, da qual afirmo que sim, palavras podem machucar.
Não há uma pessoa que nunca tenha escutado uma palavra de desprezo, um desagrado moral, uma ofensa, Quais coisas são realmente relevantes pra gente?
Aquelas que consideramos.
Um bom dia torto, um "me deixa em paz" irritam bastante. Mas há algo pior que ouvir que todas as vezes que foi dito "eu te amo" a voce, de uma pessoa, era mentira? Sem cerimonia, sem preparo... Simplesmente que não tem certeza, passando a ser inverdade.
O que relevo agora é a necessidade de pensarmos antes de dizer. Não diga qualquer merda que vem à sua cabeça. Valoriza o que tenta por você, o que quer ficar ao seu lado porque, tudo, um dia, acaba.
Com isso, temos o poder de comunicação. Uma forma de fazer isto é usando a linguagem verbal, da qual afirmo que sim, palavras podem machucar.
Não há uma pessoa que nunca tenha escutado uma palavra de desprezo, um desagrado moral, uma ofensa, Quais coisas são realmente relevantes pra gente?
Aquelas que consideramos.
Um bom dia torto, um "me deixa em paz" irritam bastante. Mas há algo pior que ouvir que todas as vezes que foi dito "eu te amo" a voce, de uma pessoa, era mentira? Sem cerimonia, sem preparo... Simplesmente que não tem certeza, passando a ser inverdade.
O que relevo agora é a necessidade de pensarmos antes de dizer. Não diga qualquer merda que vem à sua cabeça. Valoriza o que tenta por você, o que quer ficar ao seu lado porque, tudo, um dia, acaba.
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Larguei, sem âncora, vida ao mar.
Seria mesmo vida ou só corpo?
De qualquer jeito, não tinha cais. De todos os modos, não haviam boia. Qual seria a saída? Estou em alto mar, não me afogo pois bato rapido as pernas, respiro ofegantemente - existe cheiro de agua- e lamento cada minuto que estou ganhando me mantendo viva. Talvez porque, em outrora, estivesse eu me sufocando de um outro modo, tenho uma preocupação mais saudavel e temporaria, sabendo que tinha data e hora - o problema fora minha ansiedade-.
Mas, e agora, o que eu faço?! As pernas cansam de bater, me ponho a boiar. Impulso pra cima, pernas, braços e costas relaxados, agora é só me preocupar com não afundar.
Qual a profundidade de onde eu estou? Estou sem os pés no chão - será que quero ver até onde posso ir?-.
São tantas perguntas que envolvem essa mente... Não, não estou conturbada! Estou somente com o desanimo incomum causado pela minha indefinição. É por isso que não bato as minhas pernas? Não. Tambem me é cansaço, fracasso, pulei de onde tinha chão, quis me arriscar.
Tiro a conclusão de que não vale muito a pena arriscar boa parte das coisas, boa face do mundo. Não nesse tempo de tudo ou nada, no tempo de não ter tempo. Constantemente - nisso posso dizer: todo dia- há algo de que a gente se arrependa amargamente. Nem que seja uma pequena coisa, a falta de um ato, a delegação de um impulso, há algo.
A parte boa é que aqui não há moscas para sobrevoar a merda que estou pensando. Onda vem, leva, onda vai, traz, onda vem ou leva? Não é teorema, não há teorias.
Conte até dez, se situe - estou, é verdade, no meio do mar!-.
Volto meu corpo em posição vertical e me ponho a bater os pés e braços rapidamente, na direção de alguma corrente de ar que passa carregando minhas pernas.
O que fazer agora? Esperar.
Algum'hora vou ver onde isso vai dar.
De qualquer jeito, não tinha cais. De todos os modos, não haviam boia. Qual seria a saída? Estou em alto mar, não me afogo pois bato rapido as pernas, respiro ofegantemente - existe cheiro de agua- e lamento cada minuto que estou ganhando me mantendo viva. Talvez porque, em outrora, estivesse eu me sufocando de um outro modo, tenho uma preocupação mais saudavel e temporaria, sabendo que tinha data e hora - o problema fora minha ansiedade-.
Mas, e agora, o que eu faço?! As pernas cansam de bater, me ponho a boiar. Impulso pra cima, pernas, braços e costas relaxados, agora é só me preocupar com não afundar.
Qual a profundidade de onde eu estou? Estou sem os pés no chão - será que quero ver até onde posso ir?-.
São tantas perguntas que envolvem essa mente... Não, não estou conturbada! Estou somente com o desanimo incomum causado pela minha indefinição. É por isso que não bato as minhas pernas? Não. Tambem me é cansaço, fracasso, pulei de onde tinha chão, quis me arriscar.
Tiro a conclusão de que não vale muito a pena arriscar boa parte das coisas, boa face do mundo. Não nesse tempo de tudo ou nada, no tempo de não ter tempo. Constantemente - nisso posso dizer: todo dia- há algo de que a gente se arrependa amargamente. Nem que seja uma pequena coisa, a falta de um ato, a delegação de um impulso, há algo.
A parte boa é que aqui não há moscas para sobrevoar a merda que estou pensando. Onda vem, leva, onda vai, traz, onda vem ou leva? Não é teorema, não há teorias.
Conte até dez, se situe - estou, é verdade, no meio do mar!-.
Volto meu corpo em posição vertical e me ponho a bater os pés e braços rapidamente, na direção de alguma corrente de ar que passa carregando minhas pernas.
O que fazer agora? Esperar.
Algum'hora vou ver onde isso vai dar.
terça-feira, 2 de abril de 2013
A favor ou contra
Aos olhos de estranhos, de pessoas que nunca passaram por certa situação, parece um tanto cruel ou corrosivo mas, pare para pensar: doze anos de idade, uma pessoa de doze anos de idade- totalmente racional e conhecedora do perverso- seria incapaz de se relacionar com alguem com maturidade? Não falo apenas corporalmente mas mentalmente (o que me impressiona nesses tempos modernos)
Por um lado, temos antropólogos, psicólogos - uma porrada de "ólogos", estudiosos de humanos- e mais a constituição contra a relação de um adulto com alguem de menor idade a 16 anos pois afirmam a imaturidade, inocencia e incapacidade da relação de forma saudável, confirmando uma mudança de comportamento e que a ingenuidade é completamente presente.
Ponho em nota que, até em mentes adultas há a ingenuidade. A mente infantil é uma caracteristica, não importa a idade.
De outro lado, temos apaixonados "foras-da-lei', simpatizantes, neutros e até as "crianças" que desaprovam totalmente qualquer impedimento dessa relação. Por que isso é criminoso? Vivemos em tempos modernos onde o afeto é dado para todo e qualquer ser. Qualquer um tem a capacidade de receber e dar afeto, isso é legítimo nosso. Um bebê, então, não precisa do carinho da mãe? Qual o problema, desde então, em seguir um caminho sentimental?
Não posso dizer que em tempos antigo era diferente do que vivemos nos tempos de hoje,, tampouco posso eu afirmar que era igual, mas de algo tenho certeza: com toda a abertura social e tecnológica, modernização e ensino avançado, é ilimitado a obtenção de conhecimento acerca de tudo e qualquer coisa. Contudo, nem sobre a relação sexual há como proibir de saber-se do que é. Algo, no basico, pelo menos se sabe. Qualquer criança (mas claro, bem instruida) sabe explicar e tem maior discernimento.
Portanto, por que seria, então, condenado esse relacionamento?! Não faz sentido!
Não estou falando de estupro, tampouco abuso ou aliciação mas sim da libido livre, da apreciação de companhia, do afeto que ocorre, de todos esses fatores.
Portanto ponho em questão a proibição de um relacionamento quando a parte menor já pode discernir e tem conhecimento de tudo isto, há um consentimento (vide consentir, não vender) dos responsaveis para com a relação e não há abusos da parte maior para com esse ser.
Revendo o que foi dito, questione-se com sinceridade a capacidade da interação e relação afetiva de ambos. Seria tudo isso apenas um estabelecimento de valores sociais?
Por um lado, temos antropólogos, psicólogos - uma porrada de "ólogos", estudiosos de humanos- e mais a constituição contra a relação de um adulto com alguem de menor idade a 16 anos pois afirmam a imaturidade, inocencia e incapacidade da relação de forma saudável, confirmando uma mudança de comportamento e que a ingenuidade é completamente presente.
Ponho em nota que, até em mentes adultas há a ingenuidade. A mente infantil é uma caracteristica, não importa a idade.
De outro lado, temos apaixonados "foras-da-lei', simpatizantes, neutros e até as "crianças" que desaprovam totalmente qualquer impedimento dessa relação. Por que isso é criminoso? Vivemos em tempos modernos onde o afeto é dado para todo e qualquer ser. Qualquer um tem a capacidade de receber e dar afeto, isso é legítimo nosso. Um bebê, então, não precisa do carinho da mãe? Qual o problema, desde então, em seguir um caminho sentimental?
Não posso dizer que em tempos antigo era diferente do que vivemos nos tempos de hoje,, tampouco posso eu afirmar que era igual, mas de algo tenho certeza: com toda a abertura social e tecnológica, modernização e ensino avançado, é ilimitado a obtenção de conhecimento acerca de tudo e qualquer coisa. Contudo, nem sobre a relação sexual há como proibir de saber-se do que é. Algo, no basico, pelo menos se sabe. Qualquer criança (mas claro, bem instruida) sabe explicar e tem maior discernimento.
Portanto, por que seria, então, condenado esse relacionamento?! Não faz sentido!
Não estou falando de estupro, tampouco abuso ou aliciação mas sim da libido livre, da apreciação de companhia, do afeto que ocorre, de todos esses fatores.
Portanto ponho em questão a proibição de um relacionamento quando a parte menor já pode discernir e tem conhecimento de tudo isto, há um consentimento (vide consentir, não vender) dos responsaveis para com a relação e não há abusos da parte maior para com esse ser.
Revendo o que foi dito, questione-se com sinceridade a capacidade da interação e relação afetiva de ambos. Seria tudo isso apenas um estabelecimento de valores sociais?
sábado, 30 de março de 2013
Não abstrato.
Não é muito complicado, quando se para pra pensar, chegar ao raciocínio lógico ao que te leva a ver a ação e reação. O que te fez ser o que é até agora? O que te faz ser você o eu que tanto quer? Quem é alguem sem esperança?
O ser humano se definha, denigre, rebaixa até a morte sem ter esperança. Não leva muito tempo. A morte sempre carrega uma solução tão clara para vidas vazias. É renunciar à chance de melhora, de vencer (ou perder novamente...) e até mesmo de respirar.
Somos fracos ao pensar em morrer? Creio que não. Temos um potencial, todos, e esse potencial pode se esgotar. É como a bateria de qualquer coisa. Dois polos iguais não fazem a corrente circular mas sim os polos contrarios. Somos um dispositivo de energia, somos o corpo, somos a mente e cérebro e não é inevitavel que isto se acabe. Qual o nosso limite? Depende de nossa determinação. Não sei bem mas estimo que todo ser humano já tenha pensado em suicidio pelo menos uma vez em sua trajetória de vida. Não pode ser fraqueza, é um sentimento natural de impotência, não é a toa que são poucos os que realmente cometem tal ato.
Tem sempre um ponto de esperança para nos levantar. Se a gente espera algo do amanhã, pra que queremos morrer? Pra nada.
Seria essa a solução da mente corrosiva que é esta que pensa em tal coisa? Seria essa, pelo menos, uma das possiveis motivações para a morte eminente, sem pena? A falta de esperança?
Nos dias de down eu me sinto vazia. Não há o que celebrar de uma vida vazia. Não há vida sem esperança, não há ser sem amor. É uma série de fatores que englobam todo esse pensamento. Agora leio os textos de quase-morte, eu estava morta, como pode-se observar. Eu me sentia morta. Não, não há vida sem esperança, eu repito! Vou ler, reler e investigar, tirar minhas conclusões e escrever, mas por enquanto, vos falo: o suicidio nada mais é que o vazio humano.
É algo lógico? Sim, é sim. Mas na hora do baixo, não há como pensar. No fundo, você busca se agarrar em qualquer coisa, sendo ela em drogas, na anorexia, na religião... Tudo isso para preencher o vazio de esperança. É somente isso.
Aos críticos que vão procurar algum ponto em meu texto para levar em discussão, não sou nenhuma pesquisadora e não estou incluindo os fetos e quem nem conhece este recurso. Estou generalizando? Mas é claro que estou! Queira me criticar por isso afinal, se eu generalizo em uma prova, o zero é meu, mas isto não é nenhuma prova. Obrigada
O ser humano se definha, denigre, rebaixa até a morte sem ter esperança. Não leva muito tempo. A morte sempre carrega uma solução tão clara para vidas vazias. É renunciar à chance de melhora, de vencer (ou perder novamente...) e até mesmo de respirar.
Somos fracos ao pensar em morrer? Creio que não. Temos um potencial, todos, e esse potencial pode se esgotar. É como a bateria de qualquer coisa. Dois polos iguais não fazem a corrente circular mas sim os polos contrarios. Somos um dispositivo de energia, somos o corpo, somos a mente e cérebro e não é inevitavel que isto se acabe. Qual o nosso limite? Depende de nossa determinação. Não sei bem mas estimo que todo ser humano já tenha pensado em suicidio pelo menos uma vez em sua trajetória de vida. Não pode ser fraqueza, é um sentimento natural de impotência, não é a toa que são poucos os que realmente cometem tal ato.
Tem sempre um ponto de esperança para nos levantar. Se a gente espera algo do amanhã, pra que queremos morrer? Pra nada.
Seria essa a solução da mente corrosiva que é esta que pensa em tal coisa? Seria essa, pelo menos, uma das possiveis motivações para a morte eminente, sem pena? A falta de esperança?
Nos dias de down eu me sinto vazia. Não há o que celebrar de uma vida vazia. Não há vida sem esperança, não há ser sem amor. É uma série de fatores que englobam todo esse pensamento. Agora leio os textos de quase-morte, eu estava morta, como pode-se observar. Eu me sentia morta. Não, não há vida sem esperança, eu repito! Vou ler, reler e investigar, tirar minhas conclusões e escrever, mas por enquanto, vos falo: o suicidio nada mais é que o vazio humano.
É algo lógico? Sim, é sim. Mas na hora do baixo, não há como pensar. No fundo, você busca se agarrar em qualquer coisa, sendo ela em drogas, na anorexia, na religião... Tudo isso para preencher o vazio de esperança. É somente isso.
Aos críticos que vão procurar algum ponto em meu texto para levar em discussão, não sou nenhuma pesquisadora e não estou incluindo os fetos e quem nem conhece este recurso. Estou generalizando? Mas é claro que estou! Queira me criticar por isso afinal, se eu generalizo em uma prova, o zero é meu, mas isto não é nenhuma prova. Obrigada
quinta-feira, 28 de março de 2013
Eu estou fraca e, pelo visto, sozinha. É ruim, difícil, conseguir seguir em frente quando todos te viram as costas e insistem em dizer que está errada quando tudo o que você mais quer é poder respirar logo, sair dessa casca que sempre viveu, sair. Afundar em arrependimento? Com toda a certeza. Antes fosse logo puta do que de ferro. Puta pelo menos alguem deseja. Puta pelo menos não é condicionada a algo. É tanto imã que me prende que estou triste. Estou triste e sozinha. Eu não aguento mais chorar. Eu cansei de chorar, eu quero persistir, provar pra mim que eu posso e que eu consigo mas, na verdade, tenho quase certeza de que não vou conseguir. Deus meu, me dá força? Sei que está comigo. Me apoia, me dá luz, por favor...
Eu cansei de ser a menina de ferro.
domingo, 24 de março de 2013
A partir de amanhã acho que começarei meu jejum de suco e frutas até sexta-feira. Preciso renovar meu corpo, minhas peças. Preciso mudar, eu cansei, realmente cansei. Drama adolescente? Provavelmente sim, com toda a certeza. Vejam o quão pacatamente burra e tosca eu me tornei. Cadê o que antes eu tanto mostrava que era? Foi pra casa do caralho!
Agora o jogo é de vida e morte. Agora a brincadeira vai começar.
Agora o jogo é de vida e morte. Agora a brincadeira vai começar.
terça-feira, 19 de março de 2013
classe: dia ruim 1
só to com as costas inchadas, com um calombo preto na escapula, caí do onibus, nao tem vaga na escola e to sem calça e com dor
pra piorar, to sozinha e nao to entendendo a materia. nada me faz pensar que algo pode melhorar. só vai piorar. eu sou burra e babaca, não consigo aprender nada, será que vou passar de ano? talvez não passe. de novo. sou um fracasso. por que vivo?
segunda-feira, 11 de março de 2013
Alone.
Eu não aguento mais estar aqui, nessa casa. Eu tento ser a perfeita, sem erros mas parece que tudo cai na minha cabeça. Noto uma coisa de que, quando estou mal, minha mãe parece sempre querer me pisar preu ficar pior ainda. Por que isso? Cadê i amor que tanto diz? Eu não sei o que ocorre, ela gosta de me bater, gosta de me pisar, adora me ver no lixo, diz que nao "apoio" ela sendo que, sempre que surge algum problema, só eu fico ao lado dela. Estou tão calma, mas, eu mereço mesmo isso? Ser pisada desse jeito? Despachada?
Eu quero morrer, não vai demorar preu me matar, eu juro a vocês. Ela vai ver o quanto a filha vadia fingida de santa, como ela diz, vai fazer falta. Vou dar prejuízo porque eu cansei de ter amor em tudo isso. Eu cansei de fingir amor, de tentar buscar amor. O amor existe mesmo? Eu existo? Quem sou eu?
Eu não sei mais o que faço, preciso, urgentemente, acabar com minha raça, com esse meu corpo, com minha vida. Eu cansei de ser lixo, cansei de não ter apoio em nada, de ser sempre a decepção. Como pode uma mãe parecer tão infantil e vingativa com a propria filha? Estou farta. Tambem tenho sentimento. Mais quatro anos ainda. Mais quatro anos de morte e opressão. De dor, de fingimento. Ela diz que não sou filha dela. Eu não tenho a ninguem.
Seja sempre comigo, Deus. Você eu sei que aqui está. Não sei o que me perturba a ter sempre tanto conflito. Eu quero levar a minha escola normalmente, quero poder gostar e contar com alguem, eu só quero isso. Não posso, não mesmo, ser comunicativa.
Devo me isolar.
Devo me calar.
Devo pensar sempre em como ficar viva a cada dia.
Não vai ser por falta de vontade o que devo fazer.
Estou sozinha.
Eu quero morrer, não vai demorar preu me matar, eu juro a vocês. Ela vai ver o quanto a filha vadia fingida de santa, como ela diz, vai fazer falta. Vou dar prejuízo porque eu cansei de ter amor em tudo isso. Eu cansei de fingir amor, de tentar buscar amor. O amor existe mesmo? Eu existo? Quem sou eu?
Eu não sei mais o que faço, preciso, urgentemente, acabar com minha raça, com esse meu corpo, com minha vida. Eu cansei de ser lixo, cansei de não ter apoio em nada, de ser sempre a decepção. Como pode uma mãe parecer tão infantil e vingativa com a propria filha? Estou farta. Tambem tenho sentimento. Mais quatro anos ainda. Mais quatro anos de morte e opressão. De dor, de fingimento. Ela diz que não sou filha dela. Eu não tenho a ninguem.
Seja sempre comigo, Deus. Você eu sei que aqui está. Não sei o que me perturba a ter sempre tanto conflito. Eu quero levar a minha escola normalmente, quero poder gostar e contar com alguem, eu só quero isso. Não posso, não mesmo, ser comunicativa.
Devo me isolar.
Devo me calar.
Devo pensar sempre em como ficar viva a cada dia.
Não vai ser por falta de vontade o que devo fazer.
Estou sozinha.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Chora.
Meu bem
sei que de hoje nunca mais irei te sentir
te ver
te notar
e notar o quanto nosso calor, assim tão de perto, é tão bom
Eu sei bem que
sou um erro
só faço besteira
novamente, te deixando mal
mas me escute
eu não me arrependo
não agora, não, agora
eu vou pagar por isso, tenho certeza mas
sentia a sua falta
Meu bem, me perdoa?
me perdoa por ser tão errada, e o erro ser tão complexo
Puxa! eu sou uma vaca!
e a tristeza me consome por saber que está mal, que sou um erro
sempre fui, eu sei
e mais ainda por saber que não vou te ter, nunca mais, perto
tão perto assim
de mim
me pega pelos cabelos e me arrasta pela sala, corredor, quarto, até que eu me redima a você novamente. Por favor, repita, não se arrependa
sussurre pra mim: fica calada
me olhe com imposição, me faça ter medo
ter aquela visão maravilhosa novamente
me faça ser assim, tão tua, novamente. eu só sinto isso com você, meu Deus, por quê?! isso é tão errado! essa vontade, esse desejo, essa corda amarrada no meu pescoço não é uma forca, mas sei que posso me matar com ela.
me enforca?
não se arrependa, sei que vai se destruir e se arrepender a cada dia
e que a cada hora, o que você sente, vai se desfazer mais ainda
o que sente por mim
e o que vocês sentem talvez só aumente, talvez acabe, talvez permaneça
nunca se sabe
mas não sei
estou apática, na pilha
foi tão bom te ver de perto
sua blusa, seu cheirinho
tudo
aqui
guardado na lembrança, nada mais tenho
Deus, por que?! eu quero ter mais
não posso
não devo
eu te amo.
sei que de hoje nunca mais irei te sentir
te ver
te notar
e notar o quanto nosso calor, assim tão de perto, é tão bom
Eu sei bem que
sou um erro
só faço besteira
novamente, te deixando mal
mas me escute
eu não me arrependo
não agora, não, agora
eu vou pagar por isso, tenho certeza mas
sentia a sua falta
Meu bem, me perdoa?
me perdoa por ser tão errada, e o erro ser tão complexo
Puxa! eu sou uma vaca!
e a tristeza me consome por saber que está mal, que sou um erro
sempre fui, eu sei
e mais ainda por saber que não vou te ter, nunca mais, perto
tão perto assim
de mim
me pega pelos cabelos e me arrasta pela sala, corredor, quarto, até que eu me redima a você novamente. Por favor, repita, não se arrependa
sussurre pra mim: fica calada
me olhe com imposição, me faça ter medo
ter aquela visão maravilhosa novamente
me faça ser assim, tão tua, novamente. eu só sinto isso com você, meu Deus, por quê?! isso é tão errado! essa vontade, esse desejo, essa corda amarrada no meu pescoço não é uma forca, mas sei que posso me matar com ela.
me enforca?
não se arrependa, sei que vai se destruir e se arrepender a cada dia
e que a cada hora, o que você sente, vai se desfazer mais ainda
o que sente por mim
e o que vocês sentem talvez só aumente, talvez acabe, talvez permaneça
nunca se sabe
mas não sei
estou apática, na pilha
foi tão bom te ver de perto
sua blusa, seu cheirinho
tudo
aqui
guardado na lembrança, nada mais tenho
Deus, por que?! eu quero ter mais
não posso
não devo
eu te amo.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Parafernalha
Você está sentado em seu quarto, a porta trancada. Você procura uma caneta e um pedaço de papel qualquer. Você está tremendo. “Para minha família”, você escreve no topo da página, e algumas lágrimas caem sobre o papel. Péssimo jeito de começar uma carta de suicídio. Mas você não sabe por onde começar. Ninguém te entende, ninguém sabe o que você está sentindo. Você está completamente sozinho. Ninguém se importa com você, se você está vivo ou não, tanto faz. Pelo menos é isso que você pensa. E então você acaba com tudo. Ninguém se importa, certo?
Bom, errado. É uma quinta-feira de manhã, às 6:48. Sua mãe bate na porta. Silêncio. Você não pode ouvi-la. Ela bate mais algumas vezes, chama seu nome, e abre a porta. Um grito. Seu pai corre, assustado e aterrorizado. Você não pode ver o desespero nos olhos deles. Sua mãe pega toda sua energia, que é perto de nada, e vai até sua cama. Ela se inclina sobre seu corpo frio, chorando e acariciando seu rosto. Ela se culpa. Se culpa por todas as vezes que te disse “não”, todas as vezes que gritou com você e te pôs de castigo por algo estúpido. Seu pai se culpa por passar tanto tempo trabalhando e não ter tempo pra você. Ninguém se importa, certo?
Seus irmãos se juntam aos seus pais. Sua irmã mais nova pensa em todas as vezes que implicou com você e disse que te odiava. Apesar de tudo, ela te amava e via em você seu herói. Seu irmão, o garoto que nunca chorava, pensa nas vezes que te bateu por besteira, e lágrimas molham seu rosto. Ele vai pro seu quarto, bravo, se perguntando se foi ele quem causou sua morte. Ele não sabe lidar com isso. Ninguém sabe. Mas ninguém se importa, certo?
8:54. O diretor do seu colégio entra na sua sala, com uma expressão terrível no rosto. Ele fala algo com a professora, seus colegas estão preocupados. Depois, ele anuncia seu suicídio. Os colegas que sempre zombavam de você se sentem culpados. Seu melhor amigo se sente culpado por não ter percebido que você estava mal e precisava de ajuda. O professor se culpa por todas as vezes que gritou com você por esquecer o dever de casa ou não prestar atenção na aula. As pessoas gritam e choram, até quem nunca falou com você, todos se culpando de alguma forma, todos eles devastados.Mas ninguém se importa, certo?
Já faz um mês. No seu colégio, ninguém ri. A porta do seu quarto esteve fechada todo esse tempo. Sua mãe chora todos os dias, e ainda espera você voltar.
Ainda acha que ninguém se importa com você? Pense de novo. Mesmo que ninguém mostre isso, há pessoas que te amam e se preocupam com você. Se você se matar, nunca saberá disso. O suicídio vai acabar com sua dor, mas vai doer em todas as pessoas que te conhecem, pro resto da vida delas. O suicídio é o caminho mais fácil, porém, é uma escolha errada. A vida não é tão ruim assim. Eu sei, ela tem seus altos e baixos e dias ruins. Mas todos nós passamos por momentos difíceis de vez em quando, como provavelmente você está passando agora. Mas esses maus momentos vêm e vão.
Se você se matar, tem noção de como as pessoas que amam você vão ficar? Te digo: lágrimas, lágrimas e lágrimas. Devastação. Dor. Culpa. Se depois de ler isso você ainda quiser cometer suicídio, acredite, há pessoas que estão dispostas a te ajudar. Professores, pais, avós, vizinhos, amigos, sempre há alguém. Eu sei que é difícil, mas acredite, tudo vai melhorar. Não acredite em tudo que te dizem, você é incrível. Confie em você e faça algo que deixe feliz. Você é importante pra muita gente, e se existem pessoas que querem te derrubar, é porque você está acima dele. Eu espero que você esteja sorrindo agora. Você sabe que tudo isso é verdade. Então se mantenha forte, porque tudo vai ficar bem. Eu prometo.
Bom, errado. É uma quinta-feira de manhã, às 6:48. Sua mãe bate na porta. Silêncio. Você não pode ouvi-la. Ela bate mais algumas vezes, chama seu nome, e abre a porta. Um grito. Seu pai corre, assustado e aterrorizado. Você não pode ver o desespero nos olhos deles. Sua mãe pega toda sua energia, que é perto de nada, e vai até sua cama. Ela se inclina sobre seu corpo frio, chorando e acariciando seu rosto. Ela se culpa. Se culpa por todas as vezes que te disse “não”, todas as vezes que gritou com você e te pôs de castigo por algo estúpido. Seu pai se culpa por passar tanto tempo trabalhando e não ter tempo pra você. Ninguém se importa, certo?
Seus irmãos se juntam aos seus pais. Sua irmã mais nova pensa em todas as vezes que implicou com você e disse que te odiava. Apesar de tudo, ela te amava e via em você seu herói. Seu irmão, o garoto que nunca chorava, pensa nas vezes que te bateu por besteira, e lágrimas molham seu rosto. Ele vai pro seu quarto, bravo, se perguntando se foi ele quem causou sua morte. Ele não sabe lidar com isso. Ninguém sabe. Mas ninguém se importa, certo?
8:54. O diretor do seu colégio entra na sua sala, com uma expressão terrível no rosto. Ele fala algo com a professora, seus colegas estão preocupados. Depois, ele anuncia seu suicídio. Os colegas que sempre zombavam de você se sentem culpados. Seu melhor amigo se sente culpado por não ter percebido que você estava mal e precisava de ajuda. O professor se culpa por todas as vezes que gritou com você por esquecer o dever de casa ou não prestar atenção na aula. As pessoas gritam e choram, até quem nunca falou com você, todos se culpando de alguma forma, todos eles devastados.Mas ninguém se importa, certo?
Já faz um mês. No seu colégio, ninguém ri. A porta do seu quarto esteve fechada todo esse tempo. Sua mãe chora todos os dias, e ainda espera você voltar.
Ainda acha que ninguém se importa com você? Pense de novo. Mesmo que ninguém mostre isso, há pessoas que te amam e se preocupam com você. Se você se matar, nunca saberá disso. O suicídio vai acabar com sua dor, mas vai doer em todas as pessoas que te conhecem, pro resto da vida delas. O suicídio é o caminho mais fácil, porém, é uma escolha errada. A vida não é tão ruim assim. Eu sei, ela tem seus altos e baixos e dias ruins. Mas todos nós passamos por momentos difíceis de vez em quando, como provavelmente você está passando agora. Mas esses maus momentos vêm e vão.
Se você se matar, tem noção de como as pessoas que amam você vão ficar? Te digo: lágrimas, lágrimas e lágrimas. Devastação. Dor. Culpa. Se depois de ler isso você ainda quiser cometer suicídio, acredite, há pessoas que estão dispostas a te ajudar. Professores, pais, avós, vizinhos, amigos, sempre há alguém. Eu sei que é difícil, mas acredite, tudo vai melhorar. Não acredite em tudo que te dizem, você é incrível. Confie em você e faça algo que deixe feliz. Você é importante pra muita gente, e se existem pessoas que querem te derrubar, é porque você está acima dele. Eu espero que você esteja sorrindo agora. Você sabe que tudo isso é verdade. Então se mantenha forte, porque tudo vai ficar bem. Eu prometo.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Minhas considerações finais.
Então pomar podou, retirou, até raiz de onde brotara.
Mas qual fora o passarinho tonto que deixou semente cair?
Ou será que fora o vento?
Quem sabe fora o tempo
Quem sabe era pra existir.
Maldito seja esse jardineiro-eu de cabeça incessante. Loucura de flores que crescem do nada! Ou fora do pensamento que outrora alimentei?
Despro.grama.tica.
Mas já fora estancado, é menos uma confusão. Menos uma dança, menos um bailar. E chove? Não chove mais. Dentro dessa loucura-eu, tem tempesta. Dentro dessa tempesta-eu, tem pensamento. Fora, estão aqui.
Agora, as minhas verdadeiras considerações finais;
Respiro aliviada, ainda que triste, por saber que assim teria de ser. É errado fazer algo já sabendo como vai terminar?
Melhor dizendo: que vai terminar?
É pensar à curto prazo, é não desejar nem ansiar a extensão. E agora é uma valsa de um. Meu bolero só, minha noite calada. Já esperava. Já esperava.
Eu deveria esperar o nada?
Não sei. Errei?
E se errei? Estou arrependida?
Não. Vida que vai, caminho esse que segue, meu pensamento agora é seguir sem nada, nua de roupas e gente. Meu pensamento agora é dar passos largos. Antes, sentir. Agora, a ordem é seguir.
Mas qual fora o passarinho tonto que deixou semente cair?
Ou será que fora o vento?
Quem sabe fora o tempo
Quem sabe era pra existir.
Maldito seja esse jardineiro-eu de cabeça incessante. Loucura de flores que crescem do nada! Ou fora do pensamento que outrora alimentei?
Despro.grama.tica.
Mas já fora estancado, é menos uma confusão. Menos uma dança, menos um bailar. E chove? Não chove mais. Dentro dessa loucura-eu, tem tempesta. Dentro dessa tempesta-eu, tem pensamento. Fora, estão aqui.
Agora, as minhas verdadeiras considerações finais;
Respiro aliviada, ainda que triste, por saber que assim teria de ser. É errado fazer algo já sabendo como vai terminar?
Melhor dizendo: que vai terminar?
É pensar à curto prazo, é não desejar nem ansiar a extensão. E agora é uma valsa de um. Meu bolero só, minha noite calada. Já esperava. Já esperava.
Eu deveria esperar o nada?
Não sei. Errei?
E se errei? Estou arrependida?
Não. Vida que vai, caminho esse que segue, meu pensamento agora é seguir sem nada, nua de roupas e gente. Meu pensamento agora é dar passos largos. Antes, sentir. Agora, a ordem é seguir.
É, estrela.
Adentrei aquela casa - e que calmaria!-.
Não de chuva ou tempestade, afinal, ora ali me deixava com calafrios, ora bem quente (não aquecida). Calor, furor, esperança, esperar; (v)e(m)sperto (d)ança
Não era revestido de poeira, talvez, muito pelo contrario. O taco, chão de madeira que não era oca, me dava até vontade de dançar.
Dançar a trois, lançar-me só
E o que está escrito nem sempre é escrito pela mão dAquele, mas sim, pelas nossas. Sim, ele rege e sabe o que faz, mas tudo depende do que nós fazemos.
Enfim, aquele quarto-coleção deve ser mais uma caverna para coletário (se esconda e fique quieto, por favor, não fale nada, por favor, mantenha o silêncio, por favor - meu pedido, por amor?-). Talvez uma história bonita de amizade esteja guardada num armário cheio de lições, talvez agora seja enterrado, não por escolha, mas por necessidade de
en colha
o que talvez tenha plantado antes e nada disso vai ser deixado pra trás. Uma das poucas certezas que tenho é que aquele lugar, ah! aquele lugar tem boa aura! Aura de descanso, de desmancho, de desmanchar, sensibilizar.
É local puro, e que local!
Não, não importaria-me de me despir mas por apenas despir, por vontade, por a vontade.
Figuras em ação na estante, lembranças alfinetadas, coladas, muraicas, alguma planta e eu.
Sou mais uma coleção?
decepção, amor, aprendizado, menininha.
Coletário, por favor, quero meus direitos reservados e por favor, aciono a emergência pois perdas devem ser registradas.
Não de chuva ou tempestade, afinal, ora ali me deixava com calafrios, ora bem quente (não aquecida). Calor, furor, esperança, esperar; (v)e(m)sperto (d)ança
Não era revestido de poeira, talvez, muito pelo contrario. O taco, chão de madeira que não era oca, me dava até vontade de dançar.
Dançar a trois, lançar-me só
E o que está escrito nem sempre é escrito pela mão dAquele, mas sim, pelas nossas. Sim, ele rege e sabe o que faz, mas tudo depende do que nós fazemos.
Enfim, aquele quarto-coleção deve ser mais uma caverna para coletário (se esconda e fique quieto, por favor, não fale nada, por favor, mantenha o silêncio, por favor - meu pedido, por amor?-). Talvez uma história bonita de amizade esteja guardada num armário cheio de lições, talvez agora seja enterrado, não por escolha, mas por necessidade de
en colha
o que talvez tenha plantado antes e nada disso vai ser deixado pra trás. Uma das poucas certezas que tenho é que aquele lugar, ah! aquele lugar tem boa aura! Aura de descanso, de desmancho, de desmanchar, sensibilizar.
É local puro, e que local!
Não, não importaria-me de me despir mas por apenas despir, por vontade, por a vontade.
Figuras em ação na estante, lembranças alfinetadas, coladas, muraicas, alguma planta e eu.
Sou mais uma coleção?
decepção, amor, aprendizado, menininha.
Coletário, por favor, quero meus direitos reservados e por favor, aciono a emergência pois perdas devem ser registradas.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Ditar dura.
A ditadura da felicidade é algo impõe a felicidade a qualquer custo, isto é, retirar os momentos complicados, passando por cima de tudo, ignorando o que sente (se não for a tal felicidade). Ir até o final de tudo (se só for carregado de momentos sem tristeza), correr atrás do que é preciso (sendo feliz, é claro), fazer sempre o necessário(desde que não se deixe entristecer) e um pouco mais.
Meticulosamente criados, nós, seres humanos, somos dotados com o poder da emoção, com o poder de sentir, o poder de escolha (todos os seres), o livre arbítrio. Sentimos medo, temos incerteza. Sentimos felicidade, temos alegria. Sentimos desequilíbrio temos insegurança. Então por que não podemos ser tristes? Claro que, de qualquer forma, é impossível dizer que estar feliz não é algo bom, algo resplandecedor, algo que preenche e enche - não discordo disso!-, só não entendo essa ditadura da felicidade, algo que te obriga a buscar ser feliz, ainda que seja um estado.
A fuga da incerteza, da "infelicidade" faz grande parte de uma massa popular cair no "por que eu?" ao achar que a "falta de felicidade" é por mérito, acabando em entrar num estado mais infeliz ainda, sabendo que poderiam apenas se questionar "Por que não eu?", lembrando que momentos assim vão acrescentar, vão mudar.
Se você foi posto nessa situação, pare, pense e reflita. Tente lembrar-se que de tudo se tira uma parte boa, um aprendizado. Dos momentos mais cruéis aos mais sensíveis tudo vai ser decisório, tudo vai ser impulsionador, tudo vai ter algo a ensinar. Então passe pela situação completamente. Se fugir, é normal, vai ver acha que não pode com aquela situação no momento mas lembre-se: o que deixou pra trás, não fica pra trás. Tudo volta.
Por fim, trago conclusão minha em uma frase, que, na verdade, é apenas mais um aprendizado:
"A gente não aprende com os anos, a gente aprende com os danos".
Meticulosamente criados, nós, seres humanos, somos dotados com o poder da emoção, com o poder de sentir, o poder de escolha (todos os seres), o livre arbítrio. Sentimos medo, temos incerteza. Sentimos felicidade, temos alegria. Sentimos desequilíbrio temos insegurança. Então por que não podemos ser tristes? Claro que, de qualquer forma, é impossível dizer que estar feliz não é algo bom, algo resplandecedor, algo que preenche e enche - não discordo disso!-, só não entendo essa ditadura da felicidade, algo que te obriga a buscar ser feliz, ainda que seja um estado.
A fuga da incerteza, da "infelicidade" faz grande parte de uma massa popular cair no "por que eu?" ao achar que a "falta de felicidade" é por mérito, acabando em entrar num estado mais infeliz ainda, sabendo que poderiam apenas se questionar "Por que não eu?", lembrando que momentos assim vão acrescentar, vão mudar.
Se você foi posto nessa situação, pare, pense e reflita. Tente lembrar-se que de tudo se tira uma parte boa, um aprendizado. Dos momentos mais cruéis aos mais sensíveis tudo vai ser decisório, tudo vai ser impulsionador, tudo vai ter algo a ensinar. Então passe pela situação completamente. Se fugir, é normal, vai ver acha que não pode com aquela situação no momento mas lembre-se: o que deixou pra trás, não fica pra trás. Tudo volta.
Por fim, trago conclusão minha em uma frase, que, na verdade, é apenas mais um aprendizado:
"A gente não aprende com os anos, a gente aprende com os danos".
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Res: pir ar
Afunde.
Afunde em si mesma e procure a areia pra ver se dá pé, se dá tempo, tempo de
nada!
Vê o anzol e barco acima? Se preocupe para não empurrar
retorcer
afogar; v. t. Asfixiar, abafar. Impedir: afogar expansões . Ensopar.
Cuida para pensar nessas coisas mesquinhas enquanto entra agua por todo seu eu. Aproveita, corrente, leva. Leva-me, carrega-me, arrasta-me, me faça pedir por ar!
Por que estou tão fundo? Por que não acho ar?
Respire
Vê agora o que carrega consigo alem das roupas. A bagagem de memórias-papel que acaba por molh
ar!
Retrocessão, queda, fitas e embrulho - embalo-, dou presente, furo dedo em espinho, desmaio em sono? É o delírio.
Seu ultimo suspiro?
Na água não dá para pegar ar.
Afunde em si mesma e procure a areia pra ver se dá pé, se dá tempo, tempo de
nada!
Vê o anzol e barco acima? Se preocupe para não empurrar
retorcer
afogar; v. t. Asfixiar, abafar. Impedir: afogar expansões . Ensopar.
Cuida para pensar nessas coisas mesquinhas enquanto entra agua por todo seu eu. Aproveita, corrente, leva. Leva-me, carrega-me, arrasta-me, me faça pedir por ar!
Por que estou tão fundo? Por que não acho ar?
Respire
Vê agora o que carrega consigo alem das roupas. A bagagem de memórias-papel que acaba por molh
ar!
Retrocessão, queda, fitas e embrulho - embalo-, dou presente, furo dedo em espinho, desmaio em sono? É o delírio.
Seu ultimo suspiro?
Na água não dá para pegar ar.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Re-eu.
Passado aquele tempo, contei até trinta e parti. Parti para minha busca, busca ao necessário e aparentemente sábio; parti para um poço, mergulhar de ponta-cabeça - parti para fora de mim-.
Esse é meu pega-pega infinito, um jogo comigo mesmo por não saber mais o que sou.
Na verdade, quem ou o que sou não me importa, afinal, posso ser de vadia à preservada e isso só dependerá de mim e de que escolhe ver quem me vê.
Não me incomoda o fato de que, de outubro pra cá, mudei bastante (reparei isso hoje quando alguem falou que a diferença entre mim e ele, era que ele era caseiro), na verdade, fico contente por isso, finalmente venci o medo que eu tinha, ainda que eu não consigo ficar confortavel entre pessoas, mas já deixo de me desesperar.
O que agora me compõe é o que sempre me compôs, me sinto tão alegre, tão, mas tão alegre que precisei relatar isso.
Dessa vez, creio que fiz tudo na hora certa. Estou refeita, remontada, reerguida. Re-eu.
Enfim declaro que quero saber o que quero e nada mais me importa. Eu sou o que serei e o que me faz, importa-se é que importa. Agora, nessa confraria interior, as teclas brancas de piano começam a ser tocadas.
AgilIdade, venha, domina-me, componha-me, agora estou re-eu.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Anima-te! Está certa novamente - queria eu estar errada-. A ordem das coisas é essa e assim vai permanecer.
Talvez deva eu ouvir mais o que preciso me dizer, o que eu digo, o que eu grito, o que está claro. Loucura nenhuma me faz lendária estando distante de um abraço confortavel.
E chove.
Chove sem parar mas acho que deve ser assim. Quem disse que o ser-homem não pode não viver? Quem disse que é errado apenas existir?
Oscar Wilde que cale a boca, ainda que esteja sublinhado em minhas paredes!
Quarta parede que se abaixe, eu não quero é mais nada além de letras e um bom café.
Talvez deva eu ouvir mais o que preciso me dizer, o que eu digo, o que eu grito, o que está claro. Loucura nenhuma me faz lendária estando distante de um abraço confortavel.
E chove.
Chove sem parar mas acho que deve ser assim. Quem disse que o ser-homem não pode não viver? Quem disse que é errado apenas existir?
Oscar Wilde que cale a boca, ainda que esteja sublinhado em minhas paredes!
Quarta parede que se abaixe, eu não quero é mais nada além de letras e um bom café.
domingo, 13 de janeiro de 2013
Pessoa-lugar-comum-algodão
O maravilhoso show enlouquecente nos faz rodopiar numa monótona via, numa faca de dois gumes. O que isso corta ou cortaria? O criado.
Em uma parte, há um criador, quiçá de plantas ou orgânicos, sentimentos ou botânicos, projetos sem papel escrito ou desenhado que deliniam o que tem a nós. Como seguir projeto sem projetação ter? Não tem-se aula disso ou quem ensine. É uma mera denotação de si próprio.
Um plano pode dar origem à várias vertigens quando põe-o em prática, chamada essas de consequências. Sem usar de maniqueísmo, não se define consequencias como boas ou ruins, justas ou injustas - se são consequências, algo as causou e não tem-se como defini-las ( de todo modo, bom e ruim é relativo)-.
Em outrora, temos um conotação confusa de um plano com apenas criação, sem criador - mas de tudo precisa de um criador-, o que torna um paradoxo demonstrativo perfeito para perder-se em um pensamento deliberadamente louco.
Feriados nos abraçam ou abrangem - isso é bom ou ruim?-.
Afinal, quando o homem precisa de descanso? O homem realmente precisa de descanso?
Pequeno Vício Constante.
Em uma parte, há um criador, quiçá de plantas ou orgânicos, sentimentos ou botânicos, projetos sem papel escrito ou desenhado que deliniam o que tem a nós. Como seguir projeto sem projetação ter? Não tem-se aula disso ou quem ensine. É uma mera denotação de si próprio.
Um plano pode dar origem à várias vertigens quando põe-o em prática, chamada essas de consequências. Sem usar de maniqueísmo, não se define consequencias como boas ou ruins, justas ou injustas - se são consequências, algo as causou e não tem-se como defini-las ( de todo modo, bom e ruim é relativo)-.
Em outrora, temos um conotação confusa de um plano com apenas criação, sem criador - mas de tudo precisa de um criador-, o que torna um paradoxo demonstrativo perfeito para perder-se em um pensamento deliberadamente louco.
Feriados nos abraçam ou abrangem - isso é bom ou ruim?-.
Afinal, quando o homem precisa de descanso? O homem realmente precisa de descanso?
Pequeno Vício Constante.
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Glórias mofadas não criam novos fungos
Deixa calado, deixa quieto. O buraco que cavei, tapei com esperança. Atravessa-lo seria facil se não fosse a culpa que me envolve. É só dançar sem musica que vem a tristeza te agarrar.
Nunca conseguirei deixar alguem confortavel ou bem na minha presença.
Talvez tenha eu pedido por isso, talvez assim seja melhor mesmo.
O vazio é uma das presenças mais complexas na hora de representar.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
"Por que existem tantas flores jogadas ao cento?
Vai ver que existe sim a dor, mas não há sofrimento
Mas só se realmente sabe como funciona a vida
Diz o carma: que então, viva sem medida
E continue
O que deixou para o tempo
Que colham os lirios que se degradam sofrendo
Um dia vão todos se levantar
Um dia vão todos se reagravar
Um dia vão todos a maldade ver
Um dia todos terão que sofrer."
Vai ver que existe sim a dor, mas não há sofrimento
Mas só se realmente sabe como funciona a vida
Diz o carma: que então, viva sem medida
E continue
O que deixou para o tempo
Que colham os lirios que se degradam sofrendo
Um dia vão todos se levantar
Um dia vão todos se reagravar
Um dia vão todos a maldade ver
Um dia todos terão que sofrer."
Cadê meu jardim!?
Queria eu saber quem vem me visitar. Meu jardim-cabeça me guarda, é regado quase todo dia, com amor espero que cresça.
Por que se aventuram a rolar na grama-crescente sabendo que logo vai começar a coçar?
E com a coceira, vai sair. E com a saída, vai doer.
Vou ter que podar outra vez, como fiz a um tempo atrás. Fazer queimata na floresta-criação e ver que na verdade, se está sozinho no jardim.
Seu jardim-mente de grama crescente, navalha cortante, cega, não dilacera mais pele alguma.
Estou em dúvida.
Dúvida sobre o futuro que me aguarda, sobre minhas conquistas e sobre minha perda.
Estou me aventurando a comer maçãs vermelhas num pomar culto, um pomar de maçãs brancas mas topo vermelho. E se me sujar, parece sangue?
Vai acabar?
Vai pomar podar?
Vou pomar podar?
Quero pomar podar?
Está crescendo, vai dar frutos? Será pomar? Será vermelho? É duvida.
Minha árvore-cranio foi bem plantada e mal cuidada. Deixei vacilar. Meu erro está me deixando com raiva, e raiva eu sem querer cultivo, deixo entrar, no jardim-cabeça.
Sai, raiva e ressentimento!
Sai medo, por favor!
Medo de deixar jardim-vontade procriar e fazerem queimada.
E me machucar.
Não quero mais me machucar. Eu queria não ser idiota. Eu quero parar mas quero arriscar.
Um dos jardineiros já me alertou: para com medo.
Mas eu sei que vou deixar crescer.
Minha roseira tem espinhos inteligentes.
Por que se aventuram a rolar na grama-crescente sabendo que logo vai começar a coçar?
E com a coceira, vai sair. E com a saída, vai doer.
Vou ter que podar outra vez, como fiz a um tempo atrás. Fazer queimata na floresta-criação e ver que na verdade, se está sozinho no jardim.
Seu jardim-mente de grama crescente, navalha cortante, cega, não dilacera mais pele alguma.
Estou em dúvida.
Dúvida sobre o futuro que me aguarda, sobre minhas conquistas e sobre minha perda.
Estou me aventurando a comer maçãs vermelhas num pomar culto, um pomar de maçãs brancas mas topo vermelho. E se me sujar, parece sangue?
Vai acabar?
Vai pomar podar?
Vou pomar podar?
Quero pomar podar?
Está crescendo, vai dar frutos? Será pomar? Será vermelho? É duvida.
Minha árvore-cranio foi bem plantada e mal cuidada. Deixei vacilar. Meu erro está me deixando com raiva, e raiva eu sem querer cultivo, deixo entrar, no jardim-cabeça.
Sai, raiva e ressentimento!
Sai medo, por favor!
Medo de deixar jardim-vontade procriar e fazerem queimada.
E me machucar.
Não quero mais me machucar. Eu queria não ser idiota. Eu quero parar mas quero arriscar.
Um dos jardineiros já me alertou: para com medo.
Mas eu sei que vou deixar crescer.
Minha roseira tem espinhos inteligentes.
"Inteligencia mata.
Pensamento mata.
Poesia mata.
Poesia nata."
Voar
Eu queria ser um passarinho
E poder abrir as asas
Asas essas não costadas
Que não carregassem cicatriz
Sei que numa escolha
Devemos medir tudo
O tempo da colheita
Vem do medo do futuro
Não queria eu partir
Se passarinho fosse
Mas queria olhar pra asa
Sem bandanas, sem estrados
Sem passados
Sem marca
Sem dor
Só asa
E poder abrir as asas
Asas essas não costadas
Que não carregassem cicatriz
Sei que numa escolha
Devemos medir tudo
O tempo da colheita
Vem do medo do futuro
Não queria eu partir
Se passarinho fosse
Mas queria olhar pra asa
Sem bandanas, sem estrados
Sem passados
Sem marca
Sem dor
Só asa
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Eu: - Cale a boca!
Dia dois ainda. cair em monólogo incessante já com vontade de chorar.
Menina, não, não chore. Ainda está no inicio, no inicio de tudo. Eu te obrigo, cale a boca, me deixe pensar, eu tenho a minha liberdade.
Vamos, menina, sem recaídas, não se sufoque. Não! não pense em morte, você é mais do que pensa e o mundo é cruel sim.
Concretiza suas vontades, fale o que precisar mas escute o que lhe falar pois o que lhe falar é o certo.
VAMOS, MENINA!
Cala essa boca, cala! Você se conhece melhor que ninguem e sabe que não é uma pessoa ruim, vamos! Espera mais de ti, sem recaídas! Você é melhor do que pensa, maior que esse seu pensamento.
Você é uma pessoa ruim, uma pessoa divida, com sentimentos mutantes. Vamos, sua fraca! É o que você é. Fraca! Tenha uma recaída, se retalhe e costure toda, vamos! Balance com o ritmo da musica e chore quando arder.
Cale a boca!
Sua esperança de melhora é doentia! Ninguem te ama! Nem você se ama, vamos... Atira-se de qualquer ponte, v´de cabeça com tudo. Aproveita e para de pensar, cala a porra dessa boca, cala a porra dessa mente, fecha os olhos do coração! Seja apática, fingida, dissimulada, seja tudo o que odeia. Puta. E se acaso ocorresse de alguem gostar de você, corra... Corra pra longe, menina... isso é impossivel e o mundo te quer mal.
Vamos, sua gorda. Vomita! (Mia está contigo, é sua unica amiga, porra!).
Já não é bonita, ainda é gorda? Que vá pro inferno esses 49 kgs, eu quero que se foda e me afundar em chocolate, em um abraço, quero que me calem a boca, quero sumir, quero que alguma coisa seja real nessa vida, para!
Quero que eu não suma, quero sumir, quero ser eu, não me quero.
Não quero que gostes de mim, nunca vão gostar, nunca vai gostar.
- Porra, eu! Cala a boca!
Menina, não, não chore. Ainda está no inicio, no inicio de tudo. Eu te obrigo, cale a boca, me deixe pensar, eu tenho a minha liberdade.
Vamos, menina, sem recaídas, não se sufoque. Não! não pense em morte, você é mais do que pensa e o mundo é cruel sim.
Concretiza suas vontades, fale o que precisar mas escute o que lhe falar pois o que lhe falar é o certo.
VAMOS, MENINA!
Cala essa boca, cala! Você se conhece melhor que ninguem e sabe que não é uma pessoa ruim, vamos! Espera mais de ti, sem recaídas! Você é melhor do que pensa, maior que esse seu pensamento.
Você é uma pessoa ruim, uma pessoa divida, com sentimentos mutantes. Vamos, sua fraca! É o que você é. Fraca! Tenha uma recaída, se retalhe e costure toda, vamos! Balance com o ritmo da musica e chore quando arder.
Cale a boca!
Sua esperança de melhora é doentia! Ninguem te ama! Nem você se ama, vamos... Atira-se de qualquer ponte, v´de cabeça com tudo. Aproveita e para de pensar, cala a porra dessa boca, cala a porra dessa mente, fecha os olhos do coração! Seja apática, fingida, dissimulada, seja tudo o que odeia. Puta. E se acaso ocorresse de alguem gostar de você, corra... Corra pra longe, menina... isso é impossivel e o mundo te quer mal.
Vamos, sua gorda. Vomita! (Mia está contigo, é sua unica amiga, porra!).
Já não é bonita, ainda é gorda? Que vá pro inferno esses 49 kgs, eu quero que se foda e me afundar em chocolate, em um abraço, quero que me calem a boca, quero sumir, quero que alguma coisa seja real nessa vida, para!
Quero que eu não suma, quero sumir, quero ser eu, não me quero.
Não quero que gostes de mim, nunca vão gostar, nunca vai gostar.
- Porra, eu! Cala a boca!
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