Adentrei aquela casa - e que calmaria!-.
Não de chuva ou tempestade, afinal, ora ali me deixava com calafrios, ora bem quente (não aquecida). Calor, furor, esperança, esperar; (v)e(m)sperto (d)ança
Não era revestido de poeira, talvez, muito pelo contrario. O taco, chão de madeira que não era oca, me dava até vontade de dançar.
Dançar a trois, lançar-me só
E o que está escrito nem sempre é escrito pela mão dAquele, mas sim, pelas nossas. Sim, ele rege e sabe o que faz, mas tudo depende do que nós fazemos.
Enfim, aquele quarto-coleção deve ser mais uma caverna para coletário (se esconda e fique quieto, por favor, não fale nada, por favor, mantenha o silêncio, por favor - meu pedido, por amor?-). Talvez uma história bonita de amizade esteja guardada num armário cheio de lições, talvez agora seja enterrado, não por escolha, mas por necessidade de
en colha
o que talvez tenha plantado antes e nada disso vai ser deixado pra trás. Uma das poucas certezas que tenho é que aquele lugar, ah! aquele lugar tem boa aura! Aura de descanso, de desmancho, de desmanchar, sensibilizar.
É local puro, e que local!
Não, não importaria-me de me despir mas por apenas despir, por vontade, por a vontade.
Figuras em ação na estante, lembranças alfinetadas, coladas, muraicas, alguma planta e eu.
Sou mais uma coleção?
decepção, amor, aprendizado, menininha.
Coletário, por favor, quero meus direitos reservados e por favor, aciono a emergência pois perdas devem ser registradas.
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