Meu bem
sei que de hoje nunca mais irei te sentir
te ver
te notar
e notar o quanto nosso calor, assim tão de perto, é tão bom
Eu sei bem que
sou um erro
só faço besteira
novamente, te deixando mal
mas me escute
eu não me arrependo
não agora, não, agora
eu vou pagar por isso, tenho certeza mas
sentia a sua falta
Meu bem, me perdoa?
me perdoa por ser tão errada, e o erro ser tão complexo
Puxa! eu sou uma vaca!
e a tristeza me consome por saber que está mal, que sou um erro
sempre fui, eu sei
e mais ainda por saber que não vou te ter, nunca mais, perto
tão perto assim
de mim
me pega pelos cabelos e me arrasta pela sala, corredor, quarto, até que eu me redima a você novamente. Por favor, repita, não se arrependa
sussurre pra mim: fica calada
me olhe com imposição, me faça ter medo
ter aquela visão maravilhosa novamente
me faça ser assim, tão tua, novamente. eu só sinto isso com você, meu Deus, por quê?! isso é tão errado! essa vontade, esse desejo, essa corda amarrada no meu pescoço não é uma forca, mas sei que posso me matar com ela.
me enforca?
não se arrependa, sei que vai se destruir e se arrepender a cada dia
e que a cada hora, o que você sente, vai se desfazer mais ainda
o que sente por mim
e o que vocês sentem talvez só aumente, talvez acabe, talvez permaneça
nunca se sabe
mas não sei
estou apática, na pilha
foi tão bom te ver de perto
sua blusa, seu cheirinho
tudo
aqui
guardado na lembrança, nada mais tenho
Deus, por que?! eu quero ter mais
não posso
não devo
eu te amo.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Parafernalha
Você está sentado em seu quarto, a porta trancada. Você procura uma caneta e um pedaço de papel qualquer. Você está tremendo. “Para minha família”, você escreve no topo da página, e algumas lágrimas caem sobre o papel. Péssimo jeito de começar uma carta de suicídio. Mas você não sabe por onde começar. Ninguém te entende, ninguém sabe o que você está sentindo. Você está completamente sozinho. Ninguém se importa com você, se você está vivo ou não, tanto faz. Pelo menos é isso que você pensa. E então você acaba com tudo. Ninguém se importa, certo?
Bom, errado. É uma quinta-feira de manhã, às 6:48. Sua mãe bate na porta. Silêncio. Você não pode ouvi-la. Ela bate mais algumas vezes, chama seu nome, e abre a porta. Um grito. Seu pai corre, assustado e aterrorizado. Você não pode ver o desespero nos olhos deles. Sua mãe pega toda sua energia, que é perto de nada, e vai até sua cama. Ela se inclina sobre seu corpo frio, chorando e acariciando seu rosto. Ela se culpa. Se culpa por todas as vezes que te disse “não”, todas as vezes que gritou com você e te pôs de castigo por algo estúpido. Seu pai se culpa por passar tanto tempo trabalhando e não ter tempo pra você. Ninguém se importa, certo?
Seus irmãos se juntam aos seus pais. Sua irmã mais nova pensa em todas as vezes que implicou com você e disse que te odiava. Apesar de tudo, ela te amava e via em você seu herói. Seu irmão, o garoto que nunca chorava, pensa nas vezes que te bateu por besteira, e lágrimas molham seu rosto. Ele vai pro seu quarto, bravo, se perguntando se foi ele quem causou sua morte. Ele não sabe lidar com isso. Ninguém sabe. Mas ninguém se importa, certo?
8:54. O diretor do seu colégio entra na sua sala, com uma expressão terrível no rosto. Ele fala algo com a professora, seus colegas estão preocupados. Depois, ele anuncia seu suicídio. Os colegas que sempre zombavam de você se sentem culpados. Seu melhor amigo se sente culpado por não ter percebido que você estava mal e precisava de ajuda. O professor se culpa por todas as vezes que gritou com você por esquecer o dever de casa ou não prestar atenção na aula. As pessoas gritam e choram, até quem nunca falou com você, todos se culpando de alguma forma, todos eles devastados.Mas ninguém se importa, certo?
Já faz um mês. No seu colégio, ninguém ri. A porta do seu quarto esteve fechada todo esse tempo. Sua mãe chora todos os dias, e ainda espera você voltar.
Ainda acha que ninguém se importa com você? Pense de novo. Mesmo que ninguém mostre isso, há pessoas que te amam e se preocupam com você. Se você se matar, nunca saberá disso. O suicídio vai acabar com sua dor, mas vai doer em todas as pessoas que te conhecem, pro resto da vida delas. O suicídio é o caminho mais fácil, porém, é uma escolha errada. A vida não é tão ruim assim. Eu sei, ela tem seus altos e baixos e dias ruins. Mas todos nós passamos por momentos difíceis de vez em quando, como provavelmente você está passando agora. Mas esses maus momentos vêm e vão.
Se você se matar, tem noção de como as pessoas que amam você vão ficar? Te digo: lágrimas, lágrimas e lágrimas. Devastação. Dor. Culpa. Se depois de ler isso você ainda quiser cometer suicídio, acredite, há pessoas que estão dispostas a te ajudar. Professores, pais, avós, vizinhos, amigos, sempre há alguém. Eu sei que é difícil, mas acredite, tudo vai melhorar. Não acredite em tudo que te dizem, você é incrível. Confie em você e faça algo que deixe feliz. Você é importante pra muita gente, e se existem pessoas que querem te derrubar, é porque você está acima dele. Eu espero que você esteja sorrindo agora. Você sabe que tudo isso é verdade. Então se mantenha forte, porque tudo vai ficar bem. Eu prometo.
Bom, errado. É uma quinta-feira de manhã, às 6:48. Sua mãe bate na porta. Silêncio. Você não pode ouvi-la. Ela bate mais algumas vezes, chama seu nome, e abre a porta. Um grito. Seu pai corre, assustado e aterrorizado. Você não pode ver o desespero nos olhos deles. Sua mãe pega toda sua energia, que é perto de nada, e vai até sua cama. Ela se inclina sobre seu corpo frio, chorando e acariciando seu rosto. Ela se culpa. Se culpa por todas as vezes que te disse “não”, todas as vezes que gritou com você e te pôs de castigo por algo estúpido. Seu pai se culpa por passar tanto tempo trabalhando e não ter tempo pra você. Ninguém se importa, certo?
Seus irmãos se juntam aos seus pais. Sua irmã mais nova pensa em todas as vezes que implicou com você e disse que te odiava. Apesar de tudo, ela te amava e via em você seu herói. Seu irmão, o garoto que nunca chorava, pensa nas vezes que te bateu por besteira, e lágrimas molham seu rosto. Ele vai pro seu quarto, bravo, se perguntando se foi ele quem causou sua morte. Ele não sabe lidar com isso. Ninguém sabe. Mas ninguém se importa, certo?
8:54. O diretor do seu colégio entra na sua sala, com uma expressão terrível no rosto. Ele fala algo com a professora, seus colegas estão preocupados. Depois, ele anuncia seu suicídio. Os colegas que sempre zombavam de você se sentem culpados. Seu melhor amigo se sente culpado por não ter percebido que você estava mal e precisava de ajuda. O professor se culpa por todas as vezes que gritou com você por esquecer o dever de casa ou não prestar atenção na aula. As pessoas gritam e choram, até quem nunca falou com você, todos se culpando de alguma forma, todos eles devastados.Mas ninguém se importa, certo?
Já faz um mês. No seu colégio, ninguém ri. A porta do seu quarto esteve fechada todo esse tempo. Sua mãe chora todos os dias, e ainda espera você voltar.
Ainda acha que ninguém se importa com você? Pense de novo. Mesmo que ninguém mostre isso, há pessoas que te amam e se preocupam com você. Se você se matar, nunca saberá disso. O suicídio vai acabar com sua dor, mas vai doer em todas as pessoas que te conhecem, pro resto da vida delas. O suicídio é o caminho mais fácil, porém, é uma escolha errada. A vida não é tão ruim assim. Eu sei, ela tem seus altos e baixos e dias ruins. Mas todos nós passamos por momentos difíceis de vez em quando, como provavelmente você está passando agora. Mas esses maus momentos vêm e vão.
Se você se matar, tem noção de como as pessoas que amam você vão ficar? Te digo: lágrimas, lágrimas e lágrimas. Devastação. Dor. Culpa. Se depois de ler isso você ainda quiser cometer suicídio, acredite, há pessoas que estão dispostas a te ajudar. Professores, pais, avós, vizinhos, amigos, sempre há alguém. Eu sei que é difícil, mas acredite, tudo vai melhorar. Não acredite em tudo que te dizem, você é incrível. Confie em você e faça algo que deixe feliz. Você é importante pra muita gente, e se existem pessoas que querem te derrubar, é porque você está acima dele. Eu espero que você esteja sorrindo agora. Você sabe que tudo isso é verdade. Então se mantenha forte, porque tudo vai ficar bem. Eu prometo.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Minhas considerações finais.
Então pomar podou, retirou, até raiz de onde brotara.
Mas qual fora o passarinho tonto que deixou semente cair?
Ou será que fora o vento?
Quem sabe fora o tempo
Quem sabe era pra existir.
Maldito seja esse jardineiro-eu de cabeça incessante. Loucura de flores que crescem do nada! Ou fora do pensamento que outrora alimentei?
Despro.grama.tica.
Mas já fora estancado, é menos uma confusão. Menos uma dança, menos um bailar. E chove? Não chove mais. Dentro dessa loucura-eu, tem tempesta. Dentro dessa tempesta-eu, tem pensamento. Fora, estão aqui.
Agora, as minhas verdadeiras considerações finais;
Respiro aliviada, ainda que triste, por saber que assim teria de ser. É errado fazer algo já sabendo como vai terminar?
Melhor dizendo: que vai terminar?
É pensar à curto prazo, é não desejar nem ansiar a extensão. E agora é uma valsa de um. Meu bolero só, minha noite calada. Já esperava. Já esperava.
Eu deveria esperar o nada?
Não sei. Errei?
E se errei? Estou arrependida?
Não. Vida que vai, caminho esse que segue, meu pensamento agora é seguir sem nada, nua de roupas e gente. Meu pensamento agora é dar passos largos. Antes, sentir. Agora, a ordem é seguir.
Mas qual fora o passarinho tonto que deixou semente cair?
Ou será que fora o vento?
Quem sabe fora o tempo
Quem sabe era pra existir.
Maldito seja esse jardineiro-eu de cabeça incessante. Loucura de flores que crescem do nada! Ou fora do pensamento que outrora alimentei?
Despro.grama.tica.
Mas já fora estancado, é menos uma confusão. Menos uma dança, menos um bailar. E chove? Não chove mais. Dentro dessa loucura-eu, tem tempesta. Dentro dessa tempesta-eu, tem pensamento. Fora, estão aqui.
Agora, as minhas verdadeiras considerações finais;
Respiro aliviada, ainda que triste, por saber que assim teria de ser. É errado fazer algo já sabendo como vai terminar?
Melhor dizendo: que vai terminar?
É pensar à curto prazo, é não desejar nem ansiar a extensão. E agora é uma valsa de um. Meu bolero só, minha noite calada. Já esperava. Já esperava.
Eu deveria esperar o nada?
Não sei. Errei?
E se errei? Estou arrependida?
Não. Vida que vai, caminho esse que segue, meu pensamento agora é seguir sem nada, nua de roupas e gente. Meu pensamento agora é dar passos largos. Antes, sentir. Agora, a ordem é seguir.
É, estrela.
Adentrei aquela casa - e que calmaria!-.
Não de chuva ou tempestade, afinal, ora ali me deixava com calafrios, ora bem quente (não aquecida). Calor, furor, esperança, esperar; (v)e(m)sperto (d)ança
Não era revestido de poeira, talvez, muito pelo contrario. O taco, chão de madeira que não era oca, me dava até vontade de dançar.
Dançar a trois, lançar-me só
E o que está escrito nem sempre é escrito pela mão dAquele, mas sim, pelas nossas. Sim, ele rege e sabe o que faz, mas tudo depende do que nós fazemos.
Enfim, aquele quarto-coleção deve ser mais uma caverna para coletário (se esconda e fique quieto, por favor, não fale nada, por favor, mantenha o silêncio, por favor - meu pedido, por amor?-). Talvez uma história bonita de amizade esteja guardada num armário cheio de lições, talvez agora seja enterrado, não por escolha, mas por necessidade de
en colha
o que talvez tenha plantado antes e nada disso vai ser deixado pra trás. Uma das poucas certezas que tenho é que aquele lugar, ah! aquele lugar tem boa aura! Aura de descanso, de desmancho, de desmanchar, sensibilizar.
É local puro, e que local!
Não, não importaria-me de me despir mas por apenas despir, por vontade, por a vontade.
Figuras em ação na estante, lembranças alfinetadas, coladas, muraicas, alguma planta e eu.
Sou mais uma coleção?
decepção, amor, aprendizado, menininha.
Coletário, por favor, quero meus direitos reservados e por favor, aciono a emergência pois perdas devem ser registradas.
Não de chuva ou tempestade, afinal, ora ali me deixava com calafrios, ora bem quente (não aquecida). Calor, furor, esperança, esperar; (v)e(m)sperto (d)ança
Não era revestido de poeira, talvez, muito pelo contrario. O taco, chão de madeira que não era oca, me dava até vontade de dançar.
Dançar a trois, lançar-me só
E o que está escrito nem sempre é escrito pela mão dAquele, mas sim, pelas nossas. Sim, ele rege e sabe o que faz, mas tudo depende do que nós fazemos.
Enfim, aquele quarto-coleção deve ser mais uma caverna para coletário (se esconda e fique quieto, por favor, não fale nada, por favor, mantenha o silêncio, por favor - meu pedido, por amor?-). Talvez uma história bonita de amizade esteja guardada num armário cheio de lições, talvez agora seja enterrado, não por escolha, mas por necessidade de
en colha
o que talvez tenha plantado antes e nada disso vai ser deixado pra trás. Uma das poucas certezas que tenho é que aquele lugar, ah! aquele lugar tem boa aura! Aura de descanso, de desmancho, de desmanchar, sensibilizar.
É local puro, e que local!
Não, não importaria-me de me despir mas por apenas despir, por vontade, por a vontade.
Figuras em ação na estante, lembranças alfinetadas, coladas, muraicas, alguma planta e eu.
Sou mais uma coleção?
decepção, amor, aprendizado, menininha.
Coletário, por favor, quero meus direitos reservados e por favor, aciono a emergência pois perdas devem ser registradas.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Ditar dura.
A ditadura da felicidade é algo impõe a felicidade a qualquer custo, isto é, retirar os momentos complicados, passando por cima de tudo, ignorando o que sente (se não for a tal felicidade). Ir até o final de tudo (se só for carregado de momentos sem tristeza), correr atrás do que é preciso (sendo feliz, é claro), fazer sempre o necessário(desde que não se deixe entristecer) e um pouco mais.
Meticulosamente criados, nós, seres humanos, somos dotados com o poder da emoção, com o poder de sentir, o poder de escolha (todos os seres), o livre arbítrio. Sentimos medo, temos incerteza. Sentimos felicidade, temos alegria. Sentimos desequilíbrio temos insegurança. Então por que não podemos ser tristes? Claro que, de qualquer forma, é impossível dizer que estar feliz não é algo bom, algo resplandecedor, algo que preenche e enche - não discordo disso!-, só não entendo essa ditadura da felicidade, algo que te obriga a buscar ser feliz, ainda que seja um estado.
A fuga da incerteza, da "infelicidade" faz grande parte de uma massa popular cair no "por que eu?" ao achar que a "falta de felicidade" é por mérito, acabando em entrar num estado mais infeliz ainda, sabendo que poderiam apenas se questionar "Por que não eu?", lembrando que momentos assim vão acrescentar, vão mudar.
Se você foi posto nessa situação, pare, pense e reflita. Tente lembrar-se que de tudo se tira uma parte boa, um aprendizado. Dos momentos mais cruéis aos mais sensíveis tudo vai ser decisório, tudo vai ser impulsionador, tudo vai ter algo a ensinar. Então passe pela situação completamente. Se fugir, é normal, vai ver acha que não pode com aquela situação no momento mas lembre-se: o que deixou pra trás, não fica pra trás. Tudo volta.
Por fim, trago conclusão minha em uma frase, que, na verdade, é apenas mais um aprendizado:
"A gente não aprende com os anos, a gente aprende com os danos".
Meticulosamente criados, nós, seres humanos, somos dotados com o poder da emoção, com o poder de sentir, o poder de escolha (todos os seres), o livre arbítrio. Sentimos medo, temos incerteza. Sentimos felicidade, temos alegria. Sentimos desequilíbrio temos insegurança. Então por que não podemos ser tristes? Claro que, de qualquer forma, é impossível dizer que estar feliz não é algo bom, algo resplandecedor, algo que preenche e enche - não discordo disso!-, só não entendo essa ditadura da felicidade, algo que te obriga a buscar ser feliz, ainda que seja um estado.
A fuga da incerteza, da "infelicidade" faz grande parte de uma massa popular cair no "por que eu?" ao achar que a "falta de felicidade" é por mérito, acabando em entrar num estado mais infeliz ainda, sabendo que poderiam apenas se questionar "Por que não eu?", lembrando que momentos assim vão acrescentar, vão mudar.
Se você foi posto nessa situação, pare, pense e reflita. Tente lembrar-se que de tudo se tira uma parte boa, um aprendizado. Dos momentos mais cruéis aos mais sensíveis tudo vai ser decisório, tudo vai ser impulsionador, tudo vai ter algo a ensinar. Então passe pela situação completamente. Se fugir, é normal, vai ver acha que não pode com aquela situação no momento mas lembre-se: o que deixou pra trás, não fica pra trás. Tudo volta.
Por fim, trago conclusão minha em uma frase, que, na verdade, é apenas mais um aprendizado:
"A gente não aprende com os anos, a gente aprende com os danos".
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