Pouco mais de lado para pouco mais rendado sem enfim um mesmo quadro.
É tédio o que cobre nossas vistas nestes dias ou apenas neblina? Sinto que vai trazer turbulência. Até que anda tudo mais ou menos monótono. Caos sobre caos, inanimamento sobre inanimação. Não se pode mais dançar por preguiça ou falta de tom.
A coisa mais estranha que ocorreu por estes dias fora o grande mistério transformista d'aquela música que sempre se acostumou a ouvir porque era a favorita e, sem que virasse despertador, se odiou - Confesso, é realmente muito estranho, anormal.-. Tenho de me cobrir de ações precipitadas, escritas e planejadas de uma novela mais parada que as folhas de coqueiro em dia de sol sem brisa para não cair em monotonia geral. Minha monomania anormal. Tenho de tentar algo novo ou decidir o futuro?
Que virasse logo vidente, entrasse na quântica maquina do tempo e brincasse de apostas certeiras - eu realmente gosto de acertar-. Mas o que me cobre dia esses? O olhar de decepção.
Enfim voltei ao meu eixo inútil e vazio. Escrever é o que me preenche, preencher linhas com letras é o que me esvazia. Que diabos, então, devo fazer? Sacola furada não voa. Tempo sem vento não anda. Vento sem tempo faz confusão. Eu sem vontade é inutilidade completada por vazão.
Nada é tão complicado que não se possa complicar. Sinceramente posso afirmar que há o inexplicado.
Consegue associar, sem levar muito tempo, uma personalidade com o uso da internet?
Pouco mais de lado, pouco mais um cado. Eclodir, implodir, neblinar.
Que venham os açoites que sei que chegarão, as falsas promessas para o resto da semana. Não digo esperança porque eu realmente não espero mais nada. Esperar é iludir ou acreditar?
Eu realmente prefiro não pensar. Mente embaralhada, corpo pedindo submersão.
Pode ser num mundo fantasioso ou em fotos do passado. A memória assombra. Mas eu realmente não espero nada.
Sorte, vem cá, me abraça?
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