segunda-feira, 20 de maio de 2013

20/05/2013 - Eu posso definir: vermelho

Então vem tua libido euforica com a minha
E se juntam os corpos
Ausentes
De coração sabe-se as batidas, compasso
Que guia esse pas-de-deux

Quanto tempo levou-se a trocar beijos naquela tarde de tempo indefinido? Creio que fazia sol. Lá fora não importava. Todo toque era importante, todo suspiro era profundo - toda a aurea daquele lugar torcia para a energia cruzada-. É carinho e afeto, é uma dança. Uma dança onde dois se entregam num passo inesquecivel. Ponderadamente dolorido - o estalar da palma da mão contra a pele aguça nosso sentido auditivo- e carinhosamente não permitido. Mas é afeto, é geração de gerações, é amor?
Sim.

Crave tuas unhas no tom
Branco, faça o vermelho tingir
Sangue? O que é permitido pode-se ver
falar, escutar e sentir
Cala-te um minuto e vem beijar-me só?

Confesso que seja melhor quando as coisas se resolvem assim. Um carinho sem-graça, a falta de oportunidade. O amanhã pode não vir vivo.
A morte olha com serenidade a vida, segue.

Preocupa-te com plantar o que quer colher no dia de amanhã. Ainda é terça ou segunda. Ainda tem-se o andar, o caminhar. Me cultive, te cultuo.

Me sinta como louco, euforia!
De novo
Me faça contar até dez
Estremecer, desdobrar, retorcer
Corpo a corpo, saliva, suor
Gozo
Desenhe as faces com giz
Tenha-se em primeiro lugar

Tenha-me em segundo.
Num segundo, me tenha.

Um comentário:

  1. "Crave tuas unhas no tom
    Branco, faça o vermelho tingir
    Sangue? O que é permitido pode-se ver
    falar, escutar e sentir
    Cala-te um minuto e vem beijar-me só?"

    Minha parte favorita! ^.^/

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