sábado, 21 de dezembro de 2024

Lua

 Eu já entendi e acho que perdi a graça pra você,

Brinquedo bibelô que envelhece mal, perde a utilidade quando se cresce e não precisa mais,

Brincar, relaxar, respirar.

É somente algo ali jogado, empoeirado

Esperando outrora ser lembrado e então, descartado será


Acho que é normal isso acontecer, afinal

Nos ultimos dias sua apatia é visivel

Eu não conheço mais você

Mas sinceramente acho que nem a mim mesma eu conheço, vai saber....


Hoje pela primeira vez me senti sozinha em tanto tempo e reparei que acabei fazendo de você meu ciclo, sonho e esperança, mas o infinito não pode ser assim afinal tem-se um limite. Vou abrir espaço novamente e deixar parte da minha intensidade morrer. Eu acho, não, estou certa de que esse é o melhor passo a ser dado. Eu não vou passar novamente pela mesma coisa, não cometerei novamente o mesmo erro, não permitirei que NADA nem NINGUEM, NEM EU MESMA me destrua de novo. Só eu sei o quanto foi dificil me reerguer e o quanto ainda, na verdade, não me reergui de fato mas sigo tentando.


Eu não permitirei isso novamente, nunca mais. Realmente vou endurecer e a partir de agora contar com a efemeridade das coisas afinal elas são reais. 


Faça você o que quiser, eu não vou mais me importar. Lide você como preferir, a escolha é tua. Eu sempre te participo em tudo e agora simplesmente sou descartada. É facil, ne? Mas torço aí pelo melhor pra você. Agora só me pergunto se não é fato aquilo que lá trás ouvi de voce, sobre voce descartar as pessoas quando elas não tem mais utilidade na sua vida e/ou quando aparece algo ou alguem mais interessante, ou que ao menos supra aquilo que é necessario pra você. Eu acho que é verdade. 


Enfim, só aqui registrando que terei outra postura daqui pra frente, a partir de agora. 

quarta-feira, 9 de agosto de 2023

Essa não é uma despedida

 Ao som de Ótima parece que a clareza se confunde com a escuridão e qualquer espaço que pareça vago dentro de mim se preenche com uma vã esperança de que o abismo não é tão fundo assim.

Essa não é uma despedida mas é uma forma de entender, meu bem, que cada coisa mora em um lugar diferente, em prateleiras diferentes dentro de cada um.

Minhas prateleiras são empoeiradas mas organizadas, as vezes tiro algo, as vezes ponho, sempre organizo mas esse abismo me deixa sem saber aonde encaixar. É um livro com história já escrita e concluída ou apenas um conto breve publicado em um blog esquecido e abandonado dos anos 2000 com Internetês? Quiçá algo ainda, um spin off, uma segunda edição ou até mesmo a continuação com comentários do escritor acerca do que escreveu e se arrependeu?

O arrependimento é um veneno em gotas lentas que apenas a bebida e o tempo dissolvem. Angústia é como descrevo. E já não há mais espaço pra isso dentro ou exposto nas prateleiras da minha cristaleira colonial.

Há tanta coisa bela, meu bem...

Essa não é uma despedida.

Mas reconsiderar com anacronismo a escrita de cada parte contada, criada ou imaginada pelo leitor e escritor é um caminho sem volta.

Liberto mas essa não é uma despedida.

É apenas um desabafo com escárnio que faço de mim mesma numa situação. 


Relicário bem guardado conserva o tempo que muitos acham que foi perdido mas o tempo é o senhor de tudo e nas mãos dele tudo vai passar. Memória se guarda e se deleta.

Não é a primeira vez e talvez não seja a ultima mas na prateleira da minha vida eu ponho o que quero e essa já não é mais uma escolha que eu faço, um livro que gosto de ler. É um conto fechado.


Agora sim, essa é a despedida. Agora sim um ponto final.



quarta-feira, 29 de junho de 2022

Me assusto ao ver que estamos virando macacos mecânicos e acumulando hordas de produção 

TAC tac TAC, mais uma palavra se vai, estou digitando

E logo minha pele vai envelhecer, meus cabelos branquear e toda essa memória que hoje tenho irá embora

A vida é muito curta, efêmera, amiga

Amiga de mãos dadas com a morte

Fato esse que nos esquecemos que existe e que vivemos tanto no automático que esquecemos que chegaremos lá

Que estamos chegando lá

E que não fizemos nada

TAC TAC TAC TAC macacos viciados é seus computadores automáticos, digitando hora a hora e esperando inflamar

TAC TAC TAC TAC macacos brigando por  território imaginário, metafórico, virtual

Mas quem é que vive de verdade mesmo? Existe uma realidade que não seja 2D?

TAC TAC TAC TAC eu mesma virei o macaco surfando nessa ansiedade constante e vício por novidade


Como era antigamente, será? Como é não se sentir só?


Essa distância é proposital, passageira ou necessária? Ah, bem... se os dedos e lábios se tocassem novamente, ah! Daria tudo para sentir...


TAC TAC TAC consegues sentir a emoção por trás dessas letras frias que escrevo? Elas são de mentira, sequer existem porque nós na realidade não existimos. Co existimos virtualmente mas na realidade já viramos todos zumbis.



Can you hear me?

quinta-feira, 17 de junho de 2021

Relação cinema-mudo

 Tenho muito medo da morte mas parece não temer os fins. Na verdade são eles quem me motivam, o que desejo, almejo e penso no fundo para mim. Dizem que Deus é brasileiro e até ando pensando muito nisso...

Somos nós o reflexo desse deus despido de perfeição cores e sombras somente com a maldade incrustada ?

Eu queria poder ter tido uma conversa. Encaixar pontos na minha mente, ligar historias, traçar conexões e compreender melhor mas como sempre... tu tu tu... ocupado ou cortado demais preu compreender. 

As vezes eu penso em ir até a fonte e beber direto dessa agua. Compreender por outro angulo já que deste nao há como mas nao sei como serei entendida, vista ou quista. Não ha como saber. As vezes o melhor é deixar quieto.


Mas por que incomoda demais tanto tanto nao  falar uma historia? Eu sou bem resolvida demais ou as pessoas nao o sao? Eu sou intrusiva, fofoqueira demais?


Parece que estou com alguem ao qual pouco conheço o passado, o presente me é indiferente e o futuro... acho que apenas deus conseguiria dizer se e que tem. Porque eu mesma não consigo ver nem entender. Digerir ou relevar. É esquisito estar com alguém assim.


Alguns livros abertos, outros poemas queimados, diria eu. Faz lembrar o fulano-de-tal, aquele lá mesmo, o que devia estar morto mas por inconsequencia da vida está vivo. Pouco falava do passado, pouco conhec e me entreguei. Talvez seja isso que me cause a sensação de desconhecer o conhecido e no fim não tenha nada demais.


Eu nao me lembro a relação passada. Não lembro se eu queria tanto terminar como hoje quero. Se eu ameaçava tanto deixar quanto ameaço. E aonde começou porque eu sei que não é de hoje que sou assim, que não sei me firmar nas relações, que sinto cansaço-tédio e logo penso: cara é serio? Será que nao tem perspectiva melhor? E pluft pulo proutra relação. 


Tudo me parece pouco pois o muito que carrego comigo já me é suficiente mas eu nao me faço companhia, apenas a solidão quando estou só o faz. E é bom poder dividir algo com alguem.


Mas tinha que ser logo esse alguem? Alguem que por caralhos nenhum consegue conversar como um ser humano e sim com uma grosseria do caralho???? 


Enfim, levito e penso, digiro o impossível 

Sei que to partindo. Aos poucos. Mas to. 

quinta-feira, 29 de junho de 2017

queria voce me chamando de amor novamente.
tão perto.
sobre mim, quem sabe?

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Confesso

confesso que to bem cansada
exaus
ta
pela primeira vez eu notei minha alteração
e não to muito contente com isso
é como se eu nao tivesse um lugar certo no mundo
como se tudo de uma hora pra outra parasse de fazer sentindo
eu não quero acreditar nessas coisas
por isso eu me abandono toda hora
mas confesso que
estou exausta
bem exausta
nesse momento
o que me doi é saber que daqui a uma hora ou minutos eu vou me sentir perfeita
mas ja nao tenho autoestima ou cuidado proprio
eu vou me degradando ao vento
como dentes de leao soprados
cansaço é o que me define
chorei tanto ontem
e anteontem
e a semana inteira

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

fim?

As vezes o que eu queria mesmo é parar de me cortar
De me cortar de tudo, em tudo mas é a unica coisa que parece entender a minha dor. É a unica forma com a qual eu consigo por tudo pra voce. Eu sou um poço de problemas. Um problema vivo que precisa ser resolvido logo, com pressa. Eu sei como, só nao sei quando ou se realmente devo. Eu perdi minhas esperanças no ultimo segundo e sei bem como fazer. Eu tenho as ferramentas. Me falta somente, agora, o metodo.
Pode me chamar do que quiser, sequelada, louca, faminta, chorona, eu realmente sou. E tambem sou um fim sem um novo começo.