Comunicar-se não significa invadir, assim como amar não é controlar.
Uma boa comunicação não significa compartilhar tudo - Do mais rápido pensamento ao profundo sonho- mesmo entre companheiros. Saber; vasculhar o interior do outro pode nos decepcionar, não pelo fato da pessoa ser erradica e cometer até o erro mais cruel, mas, pelo fato de que ali esperamos encontrar a perfeição, e o outro, ficará cada vez pior.
Mas, temos, como condição humana, obsessão por sabermos de tudo, explorar, procurar, achar e expor em outrens, ou em nós mesmos, certa vez até em público. Perdemos o pudor que não era hipocrisia em "n" momentos; Queremos abrir toda a casa, nada pode ficar escondido.
"O secreto nos parece ofensivo."
Queremos ser vistos, queremos ser importantes, falados, famosos, invejados, mesmo que ainda seja por nossa miséria.
E, parte da mídia - Incluindo os blogs, o que é bem estranho escrever. rs.- incita à isso; Nos estimula, "aguça" nossos sentidos e curiosidades. As colunas querem de tudo saber - E quando não sabem, inventam.
A doença da futilidade nos contamina, e se não cuidarmos, se espalhará e seremos simplesmente sementes abertas.
"Infantilidade: Queremos que nos entendam.
Para piorar: Esperamos que nos aprovem"
Também queremos saber de cada um dos "podres"; Dizendo melhor, achamos que todos tem a obrigação de nos contar toda a vida, mesmo que seja desinteressante ou até mesmo, "frio". Meninos filmam "aventurinhas" com colegas e colocam à internet. Horror na família - Ninguém sabia de nada, em geral, nem quer saber. A doença escabrosa de uma atriz é divulgada e sua morte é filmada, em cada passo, em cada perecer, e depois exibidos nas tevês para o mundo. Para quê? Para ajudar os outros doentes e àqueles que não sabiam da doença. Será? Como as "aventurinhas" juvenis, a morte deve ser filmada, ainda que pelo celular ( Tão prático...) e exposta - Celebrada!-.
Se a antiga geração lutava pela liberdade, pelo preconceito e pela hipocresia, que "a nova geração" lute contra esse voyerismo doentio e psicopático, instituindo novos "rituais": Que amem sem se contaminar, que se divirtam sem matar, que aprenda sem cair, que morra sem se vender e acreditando em alguma coisa.
Ou será utopia acreditar nisso? E tudo então, permanecerá como está: a morte com apelido ( Velhice) e envenenando nossa raiz porque não sabemos aceitar, por mais cruel que isso seja; a bondade feito uma máscara, encobrindo nosso rosto nada cordial; o fingido interesse no outro e no mundo, disfarçando o tédio e o horror à pobreza que, sim, é dolorosa. A nossa história não precisa ser marcada pela omissão e abandono. Regras PRECISAM ser mudadas, tabus precisam ser quebrados, sistemas substituídos, amores reanimados, abrigos construídos, sonhos estimulados, e braços estendidos para ajudar - E não para tomar mais uma dose de sua droga na veia-.
"Abandonados pela sociedade" apenas esperam revoluções, mudanças; Menores de ruas, mendigos, viciados, abandonados à rua e prisioneiros apodrecendo à cadeia apontam-nos o dedo à cada instante - O tempo passa e não estamos fazendo algo em relação à eles. Sim, talvez estes sejam vítimas do comodismo. Mas que isso não evolua, devemos, sim, fazer algo. Mas, estamos ocupados demais correndo na esteira, apenas assistindo à TV, a violência que ocorre lá no mundo - "Lá fora".