segunda-feira, 28 de abril de 2014

Tempo?

Essa anorexia criativa me deixa com os esboços de palavras que deveriam ser, de antemão, escritas. Nada tão importante que não possa ser deixado pra la e que, apesar de frio, não paralisa esses dedos meus que aqui estão a escrever.
De fato me afundo nos livros que tenho em mão- não os trago, puxo a fumaça compulsoriamente- e me lembro que ha tempo a se correr porque corrido é o tempo. Tempo (aquele contado no relógio, relativo a hora) Tempo esse que há dois anos atras me colocaria em uma maca com agulhas a me perfurar (risos do momento em que achava que a enfermeira ia colocar ar na minha veia porque a chamada toda hora) sem sentir meu corpo, apenas a dor que nele habitava. O tempo era o mesmo que esse (tempo; clima). Dia 28 me lembro que fora meu pai quem ficara comigo na UTI. Os dias seguintes calhava de chover sem parar. Tempos (época, data) sem luz. E agora, posso observar que é outro tempo (indica mudança de estado). O corte que foi feito não me doi mais quanto doía. As palavras que me foram ditas estão esquecidas e eu choro com dor na garganta que tanto cantou no dia anterior. Vejo aqueles que estavam ali, distantes.
Tempo (pessoa) faz isso.
Apesar do cítrico gosto da nostalgia, deixo aqui minha memória daqueles dias e dos dias anteriores a esse momento de agora. Meus olhos agora imploram: decifra-me? mas não te devoram.
Só devoram letras. Sigilos. Numeros. Coisas da roda morta que faz parte da vida.
Não espere nada de mim; espere o contrário do que espera porque em dias frios como esses não há carvalho que não se balance ou farfalhe.
Estou farfalhando.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Estou cansada de fugir de mim e da reforma interior que há tempo precisava fazer.
 O que preciso mudar em mim mesma eu sei, é real e claro mas dói mesmo saber que não sou perfeita, pelo contrario: estou longe de ser.
 Mas pelo menos me encontro contente por estar decidida a me mudar.
Mudei de lugar, mudei os modos e agora vou mudar a vida?
Tomara!
 Um beijo aos amigos que se vão e que estão se indo, um abraço gostoso aos que estão chegando, eu estou pronta, estou pronta pra ver vocês partindo e chegando, estou pronta pra aceitar as novas formas de ser, eu estou pronta, eu estou pronta, mas não me sinto pronta pra te esquecer ainda por saber que meu erro foi fatal, sinto falta do seu cabelo, das suas mãos e do seu carinho, das nossas conversas, dos nossos papos de noite, das vezes que tentei ir até você por sonho, eu sinto falta, eu sinto falta, não estou pronta mas vou me forçar a estar, Deus sabe o quanto eu poderia tentar faze-lo voltar a mim, Deus sabe que não faço por bondado ou só por medo do carma mas só por pensar em fazer ja me sinto injusta.
 Eu sou boa e sou má. Eu sou Marte, Marianna.