quarta-feira, 10 de julho de 2013

A casa vazia.

Então ouve-se um estrondo dentro da casa, a casa amarela com pessoas amarelas. Desse estrondo, retiram-se particulas de ânimo e contestação, expelidas e recuperadas com o tempo.
 Sem tempo.
Tarda para que tudo se acalme, tarda para ter-se um porto seguro. O porto-seguro tem de ser você mesmo, senão o barco afunda.
Há barco?
Há maré, há correnteza, há barco. Em nenhum barco vê-se furos mas a sua jangada afunda facil.
 Forte e remo, forte e remo, forte e remo. Cansaço leva à dor. A casa vazia só parece vazia, melancolicamente preenchida com os novos conceitos sociais.
 Algo degradado ou degradativo?
 É de minha natureza viver nesta casa? É de minha natureza estar no vazio?
 Vazio escuro este ao qual me puxa e me derrota. Eu sou uma derrota.
Talvez nem o jardim da casa floresça mais. A casa está vazia.

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