segunda-feira, 23 de junho de 2014

(A)

De fato o sabado de Aleluia se passou.
 (A)cabou.
Qual o limite de nossa fé?
 Talvez aquilo que vemos não seja o palpavel, o correto, o real mas isso tudo se infunde nas fagulhas ventosas das mentes que nos cercam. Algo vazio brota em mim e vez em quando, é minha humanidade, é meu choro, minha vela apagada, minha falta.
 Falta de mim mesma e minhas correções e sensos. Eu gostaria de sentir os cheiros tal como é sentido. Eu gostaria de poder te ajudar de melhor forma, se talvez umora eu fui morta por alguem. Cruzo os quatro cantos do mundo na vã expectativa de me encontrar e só em um eu me encontro: na minha casa.
 Casa, aquilo que me abriga, meu terreiro, minha cama, meus amigos que, embora eu saiba que alguem dia se vão, já estiveram comigo algum tempo. Penso comigo agora: qual amigo de infancia mantive eu?
 Quantas daquelas promessas eu realmente cumpri ou cumpriram por mim? Os que não morreram seguem outra trilha e a Arte é a minha... só que é um caminho tão... só?
 Talvez por sabermos que aqui estamos e somos sós, como no ceu. Aquilo que temos aqui não levamos pra lá, senao nossas experiencias mas, e aquele que nao ama, sendo então vazio no olhar de alguns como eu, tem algum sentido na linha de suas mãos?
  Acendo um cigarro na encruzilhada, meus exus e pombagiras, elementais e Orisas, levem calma e esperança a quem precisa. Não deixe que se percam nos caminhos negativos, não, eu nunca quis isso...
 Não nos deixei cair em tentação, mas livrai-nos do mal
 Amem?