Lembra-te de quando eu disse que nada mais era igual, que as coisas mudaram e que você ia mudar?
O tempo passou e eu fui mascote do mesmo. Danças, peças, formatos e triangulos pairavam sobre mim num achado interessante: o diferente.Era tão exclusivamente incrivel o que o diferente me oferecia que tratei logo de me entregar
e pequei
Agora, o que sou? O que quer de mim? Que eu me descabele e me corte como uma menina-lugar-comum? Eu não serei fruto de seu feitio doentio pelo infantil. Eu não quero continuar a ser; a me ser, vossemecê a ser-me tua, toda nua, coberta por nada mas por falta de algo que, na verdade, poucas vezes eu vi.
Quero costurar-te no meu pano estrelado e te cantar canções de seraf...
Não!
Não me entrego novamente!
Eu cansei de me ser e que vossemecê se foda com tantas pomposas alegrias, abraços e simpatias.
O show hoje acabou.
domingo, 26 de agosto de 2012
Pecar.
Lembra-te de quando eu disse que nada mais era igual, que as coisas mudaram e que você ia mudar?
O tempo passou e eu fui mascote do mesmo. Danças, peças, formatos e triangulos pairavam sobre mim num achado interessante: o diferente.Era tão exclusivamente incrivel o que o diferente me oferecia que tratei logo de me entregar
e pequei
Agora, o que sou? O que quer de mim? Que eu me descabele e me corte como uma menina-lugar-comum? Eu não serei fruto de seu feitio doentio pelo infantil. Eu não quero continuar a ser; a me ser, vossemecê a ser-me tua, toda nua, coberta por nada mas por falta de algo que, na verdade, poucas vezes eu vi.
Quero costurar-te no meu pano estrelado e te cantar canções de seraf...
Não!
Não me entrego novamente!
Eu cansei de me ser e que vossemecê se foda com tantas pomposas alegrias, abraços e simpatias.
O show hoje acabou.
O tempo passou e eu fui mascote do mesmo. Danças, peças, formatos e triangulos pairavam sobre mim num achado interessante: o diferente.Era tão exclusivamente incrivel o que o diferente me oferecia que tratei logo de me entregar
e pequei
Agora, o que sou? O que quer de mim? Que eu me descabele e me corte como uma menina-lugar-comum? Eu não serei fruto de seu feitio doentio pelo infantil. Eu não quero continuar a ser; a me ser, vossemecê a ser-me tua, toda nua, coberta por nada mas por falta de algo que, na verdade, poucas vezes eu vi.
Quero costurar-te no meu pano estrelado e te cantar canções de seraf...
Não!
Não me entrego novamente!
Eu cansei de me ser e que vossemecê se foda com tantas pomposas alegrias, abraços e simpatias.
O show hoje acabou.
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Et je voudrais que tu te rapelles...
Allez viens, j't'emmène au vent,
Je t'emmène au-dessus des gens,
Et je voudrais que tu te rappelles,
Notre amour est éternel
Et pas artificiel
Je t'emmène au-dessus des gens,
Et je voudrais que tu te rappelles,
Notre amour est éternel
Et pas artificiel
Je voudrais que tu te ramènes devant,
Que tu sois là de temps en temps
Et je voudrais que tu te rappelles,
Notre amour est éternel
Et pas artificiel
Que tu sois là de temps en temps
Et je voudrais que tu te rappelles,
Notre amour est éternel
Et pas artificiel
Je voudrais que tu m'appelles plus souvent,
Que tu prennes parfois les devants,
Et je voudrais que tu te rappelles,
Notre amour est éternel
Et pas artificiel
Que tu prennes parfois les devants,
Et je voudrais que tu te rappelles,
Notre amour est éternel
Et pas artificiel
Je voudrais que tu sois celle que j'entends,
Allez viens, j't'emmène au-dessus des gens
Et je voudrais que tu te rappelles,
Notre amourette éternel... artificiel
Allez viens, j't'emmène au-dessus des gens
Et je voudrais que tu te rappelles,
Notre amourette éternel... artificiel
Je voudrais que tu te rammènes devant,
Que tu sois là de temps en temps
Et je voudrais que tu te rappelles
Notre amour est éternel
Et pas artificiel -
Que tu sois là de temps en temps
Et je voudrais que tu te rappelles
Notre amour est éternel
Et pas artificiel -
Louise Attaque, J't'eemène au vent
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Mas e a festa?
E novamente aqui estou eu, sentada nessa sala com paredes vazias preenchidas com o vazio esboçado em meus quadros pintados com olhos ilustrativamente vigiantes. Minha barra de cereal sabor cookie é e sempre será a minha saída para dias tristes, para dias normais; para dias como estes.
Não sei bem o que passa na TV, mas creio que seja alguma série; vejo Disney, sim, porque isso anda me distraindo. Um livro largado em cima do sofá, meu cobertor vintage ilustrando a saudade do passado preenche, assim como os quadros preenchem as paredes vazia, esse meu pensar triste de continuar sendo forte em todos os momentos.
Eu preciso ilustrar a minha dor, já que um poema não é bom o bastante para me satisfazer.
Solto meu sutiã antes de tudo e percebo que não há mais café descafeinado (riso) em meu copo, mas um liquido escuro e gelado; um Guaraná natural que, por acaso, não é tão natural assim.
E se uma vida de magia me envolvesse e me pudesse me mover daqui.
Me mover dessa loucura louca que me enlouquece e vai enlouquecer a todos lentamente.
Preciso terminar algo que comecei há dez meses, senão é mais um louco.
O amor, caramba! onde me sopra agora?
Minha sobrevivência não está assegurada debaixo de meu cobertor floral sem peixes.
E agora vou adormecendo com os confetes daquela festa que rolava numa cabeça distante desta. Confetes e um dizer. Confetes, adormecendo.
Confetes!
A dorme
sendo
domingo, 5 de agosto de 2012
ETEFEBRE
É difícil você olhar e ver que perdeu meio ano da sua vida, e junto com ela
um ano da sua agitada vida escolar
que você temia pela matéria de Eletricidade
que você se aventurava nos pensamentos querendo se aventurar na vida real
que o zumbido de sua sala de aula era a coisa mais irritante do mundo
que você conseguia irritar pessoas em dois minutos com uma afirmação errada
que seu professor era um pé no saco
que você comia peixe-pedra às segundas e ainda reclamava da comida de sua mãe
que seu maior medo era passar por aquele maldito professor detalhista
que se aventurava com seu pensamento
que ria quando você tentava
mas justificava seu erro por sua voz
aquele professor perdido que só faltava chorar
professor maldito que só falta de sua vida escolar
das vozes insistindo para ouvir que um professor não vinha
dos comentarios das provas pós-provas e você caindo nas obviedades das provas
da quimica trêmula
dos amigos que lá vão todo dia
da sua amiga que se achava gorda e queria parar de comer
e que mesmo mal, você conseguiu ajudar
daquele ritmo nervoso, daquele trem-euforia
trem vinha e ia
e que agora
para sempre
sempre partiria.
um ano da sua agitada vida escolar
que você temia pela matéria de Eletricidade
que você se aventurava nos pensamentos querendo se aventurar na vida real
que o zumbido de sua sala de aula era a coisa mais irritante do mundo
que você conseguia irritar pessoas em dois minutos com uma afirmação errada
que seu professor era um pé no saco
que você comia peixe-pedra às segundas e ainda reclamava da comida de sua mãeque seu maior medo era passar por aquele maldito professor detalhista
que se aventurava com seu pensamento
que ria quando você tentava
mas justificava seu erro por sua voz
aquele professor perdido que só faltava chorar
professor maldito que só falta de sua vida escolar
das vozes insistindo para ouvir que um professor não vinha
dos comentarios das provas pós-provas e você caindo nas obviedades das provas
da quimica trêmula
dos amigos que lá vão todo dia
da sua amiga que se achava gorda e queria parar de comer
e que mesmo mal, você conseguiu ajudar
daquele ritmo nervoso, daquele trem-euforia
trem vinha e ia
e que agora
para sempre
sempre partiria.
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quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Livros e leitores
Um novo mundo foi feito, criado, manipulado. Cada vírgula, um passo. Cada passo, um gesto. Cada gesto a mudança permanente-pessoal da pessoa descrita, feita por você.
Será ela teu reflexo? Será ela você mesma? A garota que tem nome diferente, aparência diferente mas manipulada por você?
Viro a página, e lá vem todo o drama.
Cada morte, menos um personagem. Cada morte, mais uma lágrima. Cada morte, a falta grande no peito do leitor, sentindo-se um sertão só, seja ele bom ou mau - O que é incrível: a adoração do anti-herói, do incomum, do vilão que, por tantas vezes, fora o mais inteligente, o mais astuto e agora está lá, no final de seu parágrafo, no final de suas linhas...
... sua morte eminente.
E então, o caminho se prossegue, viramos as páginas e descobrimos traços incríveis de cada personagem lentamente. Desejos, sabedorias, frases de impacto e um final surpreendente!
Dói o coração saber que aquela, aquela folha de papel desenhada com letras, é a última. E ali acaba uma vida, uma história, um ideal realizado!
E vem a surpresa.
Banhada de morte ou não, vem a surpresa.
Supresa, carência ou decepção.
Desejo, muitas vezes, entrar naquele livro e fazer que tudo aquilo que o escritor escreveu com tanto, mas tanto amor, se torne real;
Porque pra ele, é real. Pra quem lê, é real. Por que não realizar o real idealizado?
Então voltamos às comprar, já que o mercado impõe a compra;
e sempre a pergunta:
Qual é o seu preferido?
... Indefinível.
Será ela teu reflexo? Será ela você mesma? A garota que tem nome diferente, aparência diferente mas manipulada por você?
Viro a página, e lá vem todo o drama.
Cada morte, menos um personagem. Cada morte, mais uma lágrima. Cada morte, a falta grande no peito do leitor, sentindo-se um sertão só, seja ele bom ou mau - O que é incrível: a adoração do anti-herói, do incomum, do vilão que, por tantas vezes, fora o mais inteligente, o mais astuto e agora está lá, no final de seu parágrafo, no final de suas linhas...... sua morte eminente.
E então, o caminho se prossegue, viramos as páginas e descobrimos traços incríveis de cada personagem lentamente. Desejos, sabedorias, frases de impacto e um final surpreendente!
Dói o coração saber que aquela, aquela folha de papel desenhada com letras, é a última. E ali acaba uma vida, uma história, um ideal realizado!
E vem a surpresa.
Banhada de morte ou não, vem a surpresa.
Supresa, carência ou decepção.
Desejo, muitas vezes, entrar naquele livro e fazer que tudo aquilo que o escritor escreveu com tanto, mas tanto amor, se torne real;
Porque pra ele, é real. Pra quem lê, é real. Por que não realizar o real idealizado?
Então voltamos às comprar, já que o mercado impõe a compra;
e sempre a pergunta:
Qual é o seu preferido?
... Indefinível.
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