quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Re-eu.

Passado aquele tempo, contei até trinta e parti. Parti para minha busca, busca ao necessário e aparentemente sábio; parti para um poço, mergulhar de ponta-cabeça - parti para fora de mim-.
Esse é meu pega-pega infinito, um jogo comigo mesmo por não saber mais o que sou. 
Na verdade, quem ou o que sou não me importa, afinal, posso ser de vadia à preservada e isso só dependerá de mim e de que escolhe ver quem me vê.
 Não me incomoda o fato de que, de outubro pra cá, mudei bastante (reparei isso hoje quando alguem falou que a diferença entre mim e ele, era que ele era caseiro), na verdade, fico contente por isso, finalmente venci o medo que eu tinha, ainda que eu não consigo ficar confortavel entre pessoas, mas já deixo de me desesperar.
O que agora me compõe é o que sempre me compôs, me sinto tão alegre, tão, mas tão alegre que precisei relatar isso. 
    Dessa vez, creio que fiz tudo na hora certa. Estou refeita, remontada, reerguida. Re-eu.
Enfim declaro que quero saber o que quero e nada mais me importa. Eu sou o que serei e o que me faz, importa-se é que importa. Agora, nessa confraria interior, as teclas brancas de piano começam a ser tocadas.
AgilIdade, venha, domina-me, componha-me, agora estou re-eu.

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