quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Eu: - Cale a boca!

Dia dois ainda. cair em monólogo incessante já com vontade de chorar.
Menina, não, não chore. Ainda está no inicio, no inicio de tudo. Eu te obrigo, cale a boca, me deixe pensar, eu tenho a minha liberdade.
Vamos, menina, sem recaídas, não se sufoque. Não! não pense em morte, você é mais do que pensa e o mundo é cruel sim.
Concretiza suas vontades, fale o que precisar mas escute o que lhe falar pois o que lhe falar é o certo.
VAMOS, MENINA!
Cala essa boca, cala! Você se conhece melhor que ninguem e sabe que não é uma pessoa ruim, vamos! Espera mais de ti, sem recaídas! Você é melhor do que pensa, maior que esse seu pensamento.
Você é uma pessoa ruim, uma pessoa divida, com sentimentos mutantes. Vamos, sua fraca! É o que você é. Fraca! Tenha uma recaída, se retalhe e costure toda, vamos! Balance com o ritmo da musica e chore quando arder.
Cale a boca!
Sua esperança de melhora é doentia! Ninguem te ama! Nem você se ama, vamos... Atira-se de qualquer ponte, v´de cabeça com tudo. Aproveita e para de pensar, cala a porra dessa boca, cala a porra dessa mente, fecha os olhos do coração! Seja apática, fingida, dissimulada, seja tudo o que odeia. Puta. E se acaso ocorresse de alguem gostar de você, corra... Corra pra longe, menina... isso é impossivel e o mundo te quer mal.
Vamos, sua gorda. Vomita! (Mia está contigo, é sua unica amiga, porra!).
Já não é bonita, ainda é gorda? Que vá pro inferno esses 49 kgs, eu quero que se foda e me afundar em chocolate, em um abraço, quero que me calem a boca, quero sumir, quero que alguma coisa seja real nessa vida, para!
Quero que eu não suma, quero sumir, quero ser eu, não me quero.
Não quero que gostes de mim, nunca vão gostar, nunca vai gostar.
      - Porra, eu! Cala a boca!

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