quarta-feira, 17 de julho de 2013

Somos vozes sem valor ou validade. Vadia és a vaidade que cobre este corpo que se cobre com qualquer pano que esquente. Os sentidos vagos nos preenchem em algumas vezes variadas e nos fazem pensar: será que é isto mesmo o que sou? 
Do que sou feito? Do que me faço?
De valores antigos e invalidos, peles facilmente cortáveis e corações com seus batimentos altos - ponha a mão em seu peito, se desligue de qualquer coisa à sua volta. Já parou para pensar o quão sombrio e assustador são essas batidas? Imagine só, todos os corações batendo uníssonos, como irmãos cantando dentro de uma grande Igreja em uma só voz. É perturbadoramente bizarro-. Somos seres perdidos, dançarinos em volta de uma fogueira apagada onde condenamos quem atrapalhar nosso caminho.
Que queime no inferno! ou na fogueira. A sentença é dada a qualquer preço.
Seguimos hipocritas até o fim das nossas vidas, ignorando o quão misterioso é esse mundo. Nada nos completa. Passamos mais de 14 anos estudando, 20 trabalhando e no final nos enterramos num mote grande de anonimato, indigência. Servimos de alimentos para outras espécies que irão sumir, não mais existir após a morte.
Todos somos livros. Livros estes que são escritos de acordo com o que acontece e que, quando as histórias acabam, são queimados e incinerados no fogo árduo da Morte, que dança em volta dos galhos que queimam, fazendo sua sombra nas paredes da vida.
Somos o futuro sumiço de nós mesmos, inquisidores de nossa própria espécie-homem. Vivemos para nos imortalizar de algum jeito, deixarmos alguma marca no mundo mas...
E se esse mundo vier a acabar? O que você realmente foi?

(ainda estou pensando num titulo mas deve ser "prosa sobre o Nada")

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