Então pomar podou, retirou, até raiz de onde brotara.
Mas qual fora o passarinho tonto que deixou semente cair?
Ou será que fora o vento?
Quem sabe fora o tempo
Quem sabe era pra existir.
Maldito seja esse jardineiro-eu de cabeça incessante. Loucura de flores que crescem do nada! Ou fora do pensamento que outrora alimentei?
Despro.grama.tica.
Mas já fora estancado, é menos uma confusão. Menos uma dança, menos um bailar. E chove? Não chove mais. Dentro dessa loucura-eu, tem tempesta. Dentro dessa tempesta-eu, tem pensamento. Fora, estão aqui.
Agora, as minhas verdadeiras considerações finais;
Respiro aliviada, ainda que triste, por saber que assim teria de ser. É errado fazer algo já sabendo como vai terminar?
Melhor dizendo: que vai terminar?
É pensar à curto prazo, é não desejar nem ansiar a extensão. E agora é uma valsa de um. Meu bolero só, minha noite calada. Já esperava. Já esperava.
Eu deveria esperar o nada?
Não sei. Errei?
E se errei? Estou arrependida?
Não. Vida que vai, caminho esse que segue, meu pensamento agora é seguir sem nada, nua de roupas e gente. Meu pensamento agora é dar passos largos. Antes, sentir. Agora, a ordem é seguir.
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