domingo, 25 de dezembro de 2011

E ela caminha. Seus passos firmes e sonoros, como ondas grandes e luxuriosas vem buscar a terra e trazer para si. A Terra e traz para si. Quer tudo e não quer nada; não sabe o que quer, mas tem necessidade de querer. Não fui subestimada, graças aos Deuses, por esta. Mas quantos aventureiros amigos conheço que foram arrastados para seu mar e depois jogados contra pedras até sangrar? Sim, até sangrar. Marujos! O que falo é certo! Ela não só os quer, mas ela quer à todos, mas à ninguem quer. Se levam joias e atiram-as em suas ondas, ela absorve. Se levam espelhos e trajes macios, ela pega. Se lhe dão dos mais finos panos, de cetim à veludo, ela aceita, mas torna-se cada vez mais intrigantes. Tudo lhe é bem-vindo. Mas quando atiram-se, hahaha!- Risadas, pois isto é ilustre e inesperado!- a rejeição é de tamanho indescritivel! De tudo eles, estes marujos perdidos e bobos, lhe deram - Mesmo que persistindo no mesmo erro, sabendo que este demonio dos mares já fizera isto com outros -. E o que ele faz? Sim, descartaveis.
 Agora, aprendo uma lição. Não sento-me na areia, levada pela correnteza ou quase afundo-me. Não vejo um dos mais radiantes dias de sol ou dias de gloria. Não vejo a salvação no "fundo do poço" - O momento mais bonito que já me foi descrito por um aventureiro!- mas reconheço: É um perigo viver perante à isto. É um perigo viver perante à ele. Agora, sim. O parapeito da janela, frio- é marmore branco!- reflete minhas pulseiras de outro e minha pele morena. A vista me leva aos perigos mais irrecusaveis por aventureiros. Tolos! Eles dizem saber, mas não sabem o que fazem.  Deus! Mais um aventureiro jogado nas pedras?! Dia 26 de dezembro.. Ó demônio sem piedade!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Então sim. Você sabe que não vai sair do lugar. Por que você tenta? Não sei, orgulho talvez. Mas isso machuca. Machuca e doi. Nem todo tombo parece me ajudar. Deveria. Sim. E agora sim, preciso de alguem, preciso de um fim, preciso do meu fim. Eu já... Eu já não quero mais me ver. Acordar, me olhar e saber que tudo o que construí, ou o que pensava ter construído não, de modo algum, serviu para algo. O que é triste nisso tudo? Não, não é a minha decepção. mas saber que nem para quem me criou sou alguem.
 E preciso sim, preciso de alguem, ou de algo.
"Melhor deixar o chocolate por perto... Porque hoje estou ótima."

Ultranova.

Não, não sei o que se passa, mas é tudo tão vazio. O vago, o vácuo. O que nos aguarda, o que teremos de fazer? Não sei. Mas decaio. Decaio, caio, derrapo, me esfarrapo como trapo no chão - Ou é somente algo para formar gradação perfeita, ou mais uma cisma com a perfeição-. O que quero? O que espero? Eu... Eu não sei. Quanto mais ando, mais sozinha me vejo. Será que mereço? Será mesmo que mereço qualquer que seja a coisa que recebo? E por que? Por que tudo é tão perdido, tão assim, pra mim?
                    - Livra-me, carma. Eu tenho sido uma pessoa melhor.

domingo, 6 de novembro de 2011

Um dia fogueira queimou

É ser ninguem a falta de reconhecimento de si próprio. O seu não querer ou o seu bem querer desconhecido.
É ser ninguem não ser nada nem para o mundo.
Sem caracteristicas rumo ao fim, à espera eterna de algo que não se conhece, nem se tem ideia do que será.
 O que somos alem de nada? O nada transversal nas linhas da vida. Um ponto a mais no que se pensa, o nada. A glória propria, a felicidade constante. Somos além do nada o nada?
 É como não saber o que se faz quando tem-se o desejo nas mãos. Desejo, oportunidade e ato. Mas ainda não significa nada.
 Gosta-se de ser algo alem do nada, alem de ninguem. Gosta de ser, não somente existir. Somos farsas encobertas de mentiras e verdades ou apenas fardamos verdades para que se pareçam mentiras?
 O neologismo evolve-me; paro, respiro. Gostaria de ser alguem.
 A vontade me envolve. Gostaria de ser alguem.
Qualquer caracteristica que nao é minha me persegue, mas não sou eu. Não sou quem sou. Não sou quem é.
Gostaria de ser alguem quando compra-se4 com algo. Mas somos o nada. Não somos o nada.
O que seria o nada comparado ao tudo além do vão, do vago, do ninguem?
 Contradição, complexidade: Eu ouço, escuto, ou escuto e ouço?
As voltas que dá o mundo não nos leva a ser o nada. Nos leva a ser alguem que não somos. Nos leva a ser o alguem no meio de ninguem. Caracteristica? Sapiência.

sábado, 30 de julho de 2011

O tempo e o gelo. - Você se entregou!

         O tempo passa..
Avenidas, asfalto, ao invés do puro barro aonde meu ancestrais pisou. Fábricas, gelo, trocando corporativamente a liberdade pela falsa liberdade em que caímos a todo momento. Balas: ilusão. E a morte se torna brincadeira para os pequenos que vivem - Tentam viver, arriscando suas cabeças, jogando-as para fora muito antes do tempo necessario-. A comida que antes era a esperança, somente brilha, encanta; radiação. Tudo se vai, mas há um ciclo completo. Não, não... Nunca iremos crer: "Não há um 'para sempre'"- Diz qualquer mãe - "Há morte, há violencia, não é paz.". "Há troco, há volta", - Pai. "Há dor, há sofrimento, há choro, há depressão"- Corre nas veias de qualquer um.
     Porém, se não há um para sempre, no que iremos crer? Vamos confiar essa alma doentia e compulsiva, quase elétrica, cosmo-magnética, à um futuro que não cremos que existe? Ao desejo de crescermos independentes por não querer sofrer? "Egoísmo". Ou puro medo?
     Mas, o tempo passa... O tempo passa - corre! -. A garota se torna independente, seguindo um rumo diferente do que poderia lhe ser o ideal. Ou isso é o melhor pra ela: a distância. Mas, causa dor. Faz chorar qualquer ser que a queira. Mas, a garota cansou? Cansou, sim. Ela chorou antes mesmo, ainda podiamos ver seu coração, um ponto humano. A garota caiu, mas rastejou-se para o outro canto, esperando o tempo passar. E o tempo passou, voando. E a esperança não se alimentou, mas mudou, apenas. Mas a vontade de quem a cercava, continua ser de abraça-la para sempre e chorar com ela, talvez. O asfalto é trocado por fio. As fábricas e o gelo, a casa. A solidão e o medo, um parente próximo. Ela se distancia quieta. O para sempre, na verdade não existe.
 A garota se tornou independente, sim! E as marcas do protesto ainda são vistas às ruas, abandonou.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Catorze anos.

Quanto tempo é preciso passar para voltarmos a pensar humanamente?
É impossivel nunca ter se parado, sequer momento algum, e levado-se à uma reflexão interior, a se pensar nas coisas da vida: Carro, casa, amigos, trabalho.. Por quanto tempo? Nossas mentes são imparáveis, automaticas, lembrando-se apenas de formulas e trechos, sempre trabalhando.
  O tempo passa - Tic, tac...-, catorze anos dentro de uma realidade , dentro da triste e "dura" vida que carregamos, dentro da preocupação, da melhora e o do miseravel sentimento de derrota que, é impossivel dizer que não, carregamos conosco, e da superação, quando não se pode voltar no tempo, lembrando-se que tudo o que era preciso era avançar nele.
  Nos perdemos no tempo, dormimos ser, acordamos homem, envelhecemos em um pensar automático; Choramos para nos libertar - Acreditando, sempre, que há liberdade!-, choramos por pena, choramos por dor e chorando por pena - Pena de nada...-, vendo como o mundo anda, como as gerações passam-se rapido, junto com o tempo.. Ahh, catorze anos! Entendemos um governo corrupto e mesmo assim nós o largamos, deixamos lá, estabilizado, parado, "irreversivel", tendo ainda o luxo de culpa-los, mesmo sendo nós quem os colocaram lá - E voltamos a chorar-.
  Tic, tac, logo cedo tinha nove pensamentos novos. Queria ter luxo, cuidar de animais. Achava que não era fácil - Crescemos assim-, mas, que nada é tão complicado. Logo cedo, tinha nove anos. Pensamento já longe, trabalhando desde aí; Queria  saber dos Astros, acreditava na manipulação do tempo. Comia Terra, já que o homem pode sair dela. E ainda diziam "Bah, tchê!", outros, "Futuro". E agora, quase impossivel de se parar, a máquina pensa e olha para trás:
                           Catorze anos,  já podendo falar "no meu tempo".
Parece tão pouco, catorze anos.. Mas há quem não chegou, há quem não chegará...
    Catorze anos  - Tic, tac-, a máquina volta a trabalhar.

terça-feira, 22 de março de 2011

Há quanto tempo!?

 Talvez seja amplo o fato "comunicação".
    Comunicar-se não significa invadir, assim como amar não é controlar.
Uma boa comunicação não significa compartilhar tudo - Do mais rápido pensamento ao profundo sonho- mesmo entre companheiros. Saber; vasculhar o interior do outro pode nos decepcionar, não pelo fato da pessoa ser erradica e cometer até o erro mais cruel, mas, pelo fato de que ali esperamos encontrar a perfeição, e o outro, ficará cada vez pior.
   Mas, temos, como condição humana, obsessão por sabermos de tudo, explorar, procurar, achar e expor em outrens, ou em nós mesmos, certa vez até em público. Perdemos o pudor que não era hipocrisia em "n" momentos; Queremos abrir toda a casa, nada pode ficar escondido.
                          "O secreto nos parece ofensivo."

Queremos ser vistos, queremos ser importantes, falados, famosos, invejados, mesmo que ainda seja por nossa miséria.
 E, parte da mídia - Incluindo os blogs, o que é bem estranho escrever. rs.-  incita à isso; Nos estimula, "aguça" nossos sentidos e curiosidades. As colunas querem de tudo saber - E quando não sabem, inventam.
A doença da futilidade nos contamina, e se não cuidarmos, se espalhará e seremos simplesmente sementes abertas.

                           "Infantilidade: Queremos que nos entendam.
                               Para piorar: Esperamos que nos aprovem"


Também queremos saber de cada um dos "podres"; Dizendo melhor, achamos que todos tem a obrigação de nos contar toda a vida, mesmo que seja desinteressante ou até mesmo, "frio". Meninos filmam "aventurinhas" com colegas e colocam à internet. Horror na família - Ninguém sabia de nada, em geral, nem quer saber. A doença escabrosa de uma atriz é divulgada e sua morte é filmada, em cada passo, em cada perecer, e depois exibidos nas tevês para o mundo. Para quê? Para ajudar os outros doentes e àqueles que não sabiam da doença. Será? Como as "aventurinhas" juvenis, a morte deve ser filmada, ainda que pelo celular ( Tão prático...)  e exposta - Celebrada!-.
 Se a antiga geração lutava pela liberdade, pelo preconceito e pela hipocresia, que "a nova geração" lute contra esse voyerismo doentio e psicopático, instituindo novos "rituais": Que amem sem se contaminar, que se divirtam sem matar, que aprenda sem cair, que morra sem se vender e acreditando em alguma coisa.
 Ou será utopia acreditar nisso? E tudo então, permanecerá como está: a morte com apelido ( Velhice) e envenenando nossa raiz porque não sabemos aceitar, por mais cruel que isso seja; a bondade feito uma máscara, encobrindo nosso rosto nada cordial; o fingido interesse no outro e no mundo, disfarçando o tédio e o horror à pobreza que, sim, é dolorosa. A nossa história não precisa ser marcada pela omissão e abandono. Regras PRECISAM ser mudadas, tabus precisam ser quebrados, sistemas substituídos, amores reanimados, abrigos construídos, sonhos estimulados, e braços estendidos para ajudar - E não para tomar mais uma dose de sua droga na veia-.
 "Abandonados pela sociedade" apenas esperam revoluções, mudanças; Menores de ruas, mendigos, viciados, abandonados à rua e prisioneiros apodrecendo à cadeia apontam-nos o dedo à cada instante - O tempo passa e não estamos fazendo algo em relação à eles. Sim, talvez estes sejam vítimas do comodismo. Mas que isso não evolua, devemos, sim, fazer algo. Mas, estamos ocupados demais correndo na esteira, apenas assistindo à TV, a violência que ocorre lá no mundo - "Lá fora".