Abandonar o impossivel por detrás de uma trajetória pensativa e brusca. Pedra. Até onde vai o limite humano perante as dificuldades que este encontra?
O abuso do conhecimento e a falta de compreensão nos faz girar, rodar, cair. Uma metonímia confusa e constante, nos elevando, com cada passo, a um novo arquétipo, porém mantendo o velho maniqueísmo. E então, entramos na história de mutação - O nosso vírus humano e periódico-: Mudanças.
Se vestir, travestir, revestir. Por, retirar, repor. Voltar, ir, seguir. O objetivo se perde em meio a tantas conclusões e confissões de si. Mudamos para conquistar um mundo. Mudamos superficialmente, mudanças de um ator. E logo não conseguimos tirar a máscara que nos prende a uma nova realidade.
Incorporamos o personagem, a peça irá começar.
E abrir a nova porta. Ela se estendeu, e está a ser aberta. Aberta e nunca mais aberta. Fechada e lacrada.
Não há retorno, não há opção.
E até mesmo aquele jeito que você conhecia e amava mas odiava, que já chorou e pediu à Deus para tira-lo de ti, você quer de volta.
Se quer tudo de volta.
Se vê no que errou e vai repetir.
Se vê o quanto você cresce com um pouco de tempo - um ano, dois anos, talvez alguns meses-.
E você não se conhece tão bem quanto conhecia,. Ninguem mais conhece-te.
Mas a lembrança do passado persiste, lembrando-te de como você mudou e de que o erro é, e sempre será, apenas seus. Quem antes estivera ao seu lado, agora não lá mais se encontra, e tampouco sabe quem você é; e aquele que tão afastado estivera durante tanto tempo, passou a traçar o seu caminho, um caminho não-lógico traçado pelas leis da vida retilínea, e te conhece tão bem quanto antes você se conhecia. Uma entrevista sem um protótipo, sem a meta arriscada; o retorno de tudo, a falta de progresso, a utopia lógica, a incrivel percepção de como o tempo nos muda e muda a todos.
Então, o arrependimento e a queda.
E as mudanças sempre existirão.