Afunde.
Afunde em si mesma e procure a areia pra ver se dá pé, se dá tempo, tempo de
nada!
Vê o anzol e barco acima? Se preocupe para não empurrar
retorcer
afogar; v. t. Asfixiar, abafar. Impedir: afogar expansões . Ensopar.
Cuida para pensar nessas coisas mesquinhas enquanto entra agua por todo seu eu. Aproveita, corrente, leva. Leva-me, carrega-me, arrasta-me, me faça pedir por ar!
Por que estou tão fundo? Por que não acho ar?
Respire
Vê agora o que carrega consigo alem das roupas. A bagagem de memórias-papel que acaba por molh
ar!
Retrocessão, queda, fitas e embrulho - embalo-, dou presente, furo dedo em espinho, desmaio em sono? É o delírio.
Seu ultimo suspiro?
Na água não dá para pegar ar.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Re-eu.
Passado aquele tempo, contei até trinta e parti. Parti para minha busca, busca ao necessário e aparentemente sábio; parti para um poço, mergulhar de ponta-cabeça - parti para fora de mim-.
Esse é meu pega-pega infinito, um jogo comigo mesmo por não saber mais o que sou.
Na verdade, quem ou o que sou não me importa, afinal, posso ser de vadia à preservada e isso só dependerá de mim e de que escolhe ver quem me vê.
Não me incomoda o fato de que, de outubro pra cá, mudei bastante (reparei isso hoje quando alguem falou que a diferença entre mim e ele, era que ele era caseiro), na verdade, fico contente por isso, finalmente venci o medo que eu tinha, ainda que eu não consigo ficar confortavel entre pessoas, mas já deixo de me desesperar.
O que agora me compõe é o que sempre me compôs, me sinto tão alegre, tão, mas tão alegre que precisei relatar isso.
Dessa vez, creio que fiz tudo na hora certa. Estou refeita, remontada, reerguida. Re-eu.
Enfim declaro que quero saber o que quero e nada mais me importa. Eu sou o que serei e o que me faz, importa-se é que importa. Agora, nessa confraria interior, as teclas brancas de piano começam a ser tocadas.
AgilIdade, venha, domina-me, componha-me, agora estou re-eu.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Anima-te! Está certa novamente - queria eu estar errada-. A ordem das coisas é essa e assim vai permanecer.
Talvez deva eu ouvir mais o que preciso me dizer, o que eu digo, o que eu grito, o que está claro. Loucura nenhuma me faz lendária estando distante de um abraço confortavel.
E chove.
Chove sem parar mas acho que deve ser assim. Quem disse que o ser-homem não pode não viver? Quem disse que é errado apenas existir?
Oscar Wilde que cale a boca, ainda que esteja sublinhado em minhas paredes!
Quarta parede que se abaixe, eu não quero é mais nada além de letras e um bom café.
Talvez deva eu ouvir mais o que preciso me dizer, o que eu digo, o que eu grito, o que está claro. Loucura nenhuma me faz lendária estando distante de um abraço confortavel.
E chove.
Chove sem parar mas acho que deve ser assim. Quem disse que o ser-homem não pode não viver? Quem disse que é errado apenas existir?
Oscar Wilde que cale a boca, ainda que esteja sublinhado em minhas paredes!
Quarta parede que se abaixe, eu não quero é mais nada além de letras e um bom café.
domingo, 13 de janeiro de 2013
Pessoa-lugar-comum-algodão
O maravilhoso show enlouquecente nos faz rodopiar numa monótona via, numa faca de dois gumes. O que isso corta ou cortaria? O criado.
Em uma parte, há um criador, quiçá de plantas ou orgânicos, sentimentos ou botânicos, projetos sem papel escrito ou desenhado que deliniam o que tem a nós. Como seguir projeto sem projetação ter? Não tem-se aula disso ou quem ensine. É uma mera denotação de si próprio.
Um plano pode dar origem à várias vertigens quando põe-o em prática, chamada essas de consequências. Sem usar de maniqueísmo, não se define consequencias como boas ou ruins, justas ou injustas - se são consequências, algo as causou e não tem-se como defini-las ( de todo modo, bom e ruim é relativo)-.
Em outrora, temos um conotação confusa de um plano com apenas criação, sem criador - mas de tudo precisa de um criador-, o que torna um paradoxo demonstrativo perfeito para perder-se em um pensamento deliberadamente louco.
Feriados nos abraçam ou abrangem - isso é bom ou ruim?-.
Afinal, quando o homem precisa de descanso? O homem realmente precisa de descanso?
Pequeno Vício Constante.
Em uma parte, há um criador, quiçá de plantas ou orgânicos, sentimentos ou botânicos, projetos sem papel escrito ou desenhado que deliniam o que tem a nós. Como seguir projeto sem projetação ter? Não tem-se aula disso ou quem ensine. É uma mera denotação de si próprio.
Um plano pode dar origem à várias vertigens quando põe-o em prática, chamada essas de consequências. Sem usar de maniqueísmo, não se define consequencias como boas ou ruins, justas ou injustas - se são consequências, algo as causou e não tem-se como defini-las ( de todo modo, bom e ruim é relativo)-.
Em outrora, temos um conotação confusa de um plano com apenas criação, sem criador - mas de tudo precisa de um criador-, o que torna um paradoxo demonstrativo perfeito para perder-se em um pensamento deliberadamente louco.
Feriados nos abraçam ou abrangem - isso é bom ou ruim?-.
Afinal, quando o homem precisa de descanso? O homem realmente precisa de descanso?
Pequeno Vício Constante.
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Glórias mofadas não criam novos fungos
Deixa calado, deixa quieto. O buraco que cavei, tapei com esperança. Atravessa-lo seria facil se não fosse a culpa que me envolve. É só dançar sem musica que vem a tristeza te agarrar.
Nunca conseguirei deixar alguem confortavel ou bem na minha presença.
Talvez tenha eu pedido por isso, talvez assim seja melhor mesmo.
O vazio é uma das presenças mais complexas na hora de representar.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
"Por que existem tantas flores jogadas ao cento?
Vai ver que existe sim a dor, mas não há sofrimento
Mas só se realmente sabe como funciona a vida
Diz o carma: que então, viva sem medida
E continue
O que deixou para o tempo
Que colham os lirios que se degradam sofrendo
Um dia vão todos se levantar
Um dia vão todos se reagravar
Um dia vão todos a maldade ver
Um dia todos terão que sofrer."
Vai ver que existe sim a dor, mas não há sofrimento
Mas só se realmente sabe como funciona a vida
Diz o carma: que então, viva sem medida
E continue
O que deixou para o tempo
Que colham os lirios que se degradam sofrendo
Um dia vão todos se levantar
Um dia vão todos se reagravar
Um dia vão todos a maldade ver
Um dia todos terão que sofrer."
Cadê meu jardim!?
Queria eu saber quem vem me visitar. Meu jardim-cabeça me guarda, é regado quase todo dia, com amor espero que cresça.
Por que se aventuram a rolar na grama-crescente sabendo que logo vai começar a coçar?
E com a coceira, vai sair. E com a saída, vai doer.
Vou ter que podar outra vez, como fiz a um tempo atrás. Fazer queimata na floresta-criação e ver que na verdade, se está sozinho no jardim.
Seu jardim-mente de grama crescente, navalha cortante, cega, não dilacera mais pele alguma.
Estou em dúvida.
Dúvida sobre o futuro que me aguarda, sobre minhas conquistas e sobre minha perda.
Estou me aventurando a comer maçãs vermelhas num pomar culto, um pomar de maçãs brancas mas topo vermelho. E se me sujar, parece sangue?
Vai acabar?
Vai pomar podar?
Vou pomar podar?
Quero pomar podar?
Está crescendo, vai dar frutos? Será pomar? Será vermelho? É duvida.
Minha árvore-cranio foi bem plantada e mal cuidada. Deixei vacilar. Meu erro está me deixando com raiva, e raiva eu sem querer cultivo, deixo entrar, no jardim-cabeça.
Sai, raiva e ressentimento!
Sai medo, por favor!
Medo de deixar jardim-vontade procriar e fazerem queimada.
E me machucar.
Não quero mais me machucar. Eu queria não ser idiota. Eu quero parar mas quero arriscar.
Um dos jardineiros já me alertou: para com medo.
Mas eu sei que vou deixar crescer.
Minha roseira tem espinhos inteligentes.
Por que se aventuram a rolar na grama-crescente sabendo que logo vai começar a coçar?
E com a coceira, vai sair. E com a saída, vai doer.
Vou ter que podar outra vez, como fiz a um tempo atrás. Fazer queimata na floresta-criação e ver que na verdade, se está sozinho no jardim.
Seu jardim-mente de grama crescente, navalha cortante, cega, não dilacera mais pele alguma.
Estou em dúvida.
Dúvida sobre o futuro que me aguarda, sobre minhas conquistas e sobre minha perda.
Estou me aventurando a comer maçãs vermelhas num pomar culto, um pomar de maçãs brancas mas topo vermelho. E se me sujar, parece sangue?
Vai acabar?
Vai pomar podar?
Vou pomar podar?
Quero pomar podar?
Está crescendo, vai dar frutos? Será pomar? Será vermelho? É duvida.
Minha árvore-cranio foi bem plantada e mal cuidada. Deixei vacilar. Meu erro está me deixando com raiva, e raiva eu sem querer cultivo, deixo entrar, no jardim-cabeça.
Sai, raiva e ressentimento!
Sai medo, por favor!
Medo de deixar jardim-vontade procriar e fazerem queimada.
E me machucar.
Não quero mais me machucar. Eu queria não ser idiota. Eu quero parar mas quero arriscar.
Um dos jardineiros já me alertou: para com medo.
Mas eu sei que vou deixar crescer.
Minha roseira tem espinhos inteligentes.
"Inteligencia mata.
Pensamento mata.
Poesia mata.
Poesia nata."
Voar
Eu queria ser um passarinho
E poder abrir as asas
Asas essas não costadas
Que não carregassem cicatriz
Sei que numa escolha
Devemos medir tudo
O tempo da colheita
Vem do medo do futuro
Não queria eu partir
Se passarinho fosse
Mas queria olhar pra asa
Sem bandanas, sem estrados
Sem passados
Sem marca
Sem dor
Só asa
E poder abrir as asas
Asas essas não costadas
Que não carregassem cicatriz
Sei que numa escolha
Devemos medir tudo
O tempo da colheita
Vem do medo do futuro
Não queria eu partir
Se passarinho fosse
Mas queria olhar pra asa
Sem bandanas, sem estrados
Sem passados
Sem marca
Sem dor
Só asa
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Eu: - Cale a boca!
Dia dois ainda. cair em monólogo incessante já com vontade de chorar.
Menina, não, não chore. Ainda está no inicio, no inicio de tudo. Eu te obrigo, cale a boca, me deixe pensar, eu tenho a minha liberdade.
Vamos, menina, sem recaídas, não se sufoque. Não! não pense em morte, você é mais do que pensa e o mundo é cruel sim.
Concretiza suas vontades, fale o que precisar mas escute o que lhe falar pois o que lhe falar é o certo.
VAMOS, MENINA!
Cala essa boca, cala! Você se conhece melhor que ninguem e sabe que não é uma pessoa ruim, vamos! Espera mais de ti, sem recaídas! Você é melhor do que pensa, maior que esse seu pensamento.
Você é uma pessoa ruim, uma pessoa divida, com sentimentos mutantes. Vamos, sua fraca! É o que você é. Fraca! Tenha uma recaída, se retalhe e costure toda, vamos! Balance com o ritmo da musica e chore quando arder.
Cale a boca!
Sua esperança de melhora é doentia! Ninguem te ama! Nem você se ama, vamos... Atira-se de qualquer ponte, v´de cabeça com tudo. Aproveita e para de pensar, cala a porra dessa boca, cala a porra dessa mente, fecha os olhos do coração! Seja apática, fingida, dissimulada, seja tudo o que odeia. Puta. E se acaso ocorresse de alguem gostar de você, corra... Corra pra longe, menina... isso é impossivel e o mundo te quer mal.
Vamos, sua gorda. Vomita! (Mia está contigo, é sua unica amiga, porra!).
Já não é bonita, ainda é gorda? Que vá pro inferno esses 49 kgs, eu quero que se foda e me afundar em chocolate, em um abraço, quero que me calem a boca, quero sumir, quero que alguma coisa seja real nessa vida, para!
Quero que eu não suma, quero sumir, quero ser eu, não me quero.
Não quero que gostes de mim, nunca vão gostar, nunca vai gostar.
- Porra, eu! Cala a boca!
Menina, não, não chore. Ainda está no inicio, no inicio de tudo. Eu te obrigo, cale a boca, me deixe pensar, eu tenho a minha liberdade.
Vamos, menina, sem recaídas, não se sufoque. Não! não pense em morte, você é mais do que pensa e o mundo é cruel sim.
Concretiza suas vontades, fale o que precisar mas escute o que lhe falar pois o que lhe falar é o certo.
VAMOS, MENINA!
Cala essa boca, cala! Você se conhece melhor que ninguem e sabe que não é uma pessoa ruim, vamos! Espera mais de ti, sem recaídas! Você é melhor do que pensa, maior que esse seu pensamento.
Você é uma pessoa ruim, uma pessoa divida, com sentimentos mutantes. Vamos, sua fraca! É o que você é. Fraca! Tenha uma recaída, se retalhe e costure toda, vamos! Balance com o ritmo da musica e chore quando arder.
Cale a boca!
Sua esperança de melhora é doentia! Ninguem te ama! Nem você se ama, vamos... Atira-se de qualquer ponte, v´de cabeça com tudo. Aproveita e para de pensar, cala a porra dessa boca, cala a porra dessa mente, fecha os olhos do coração! Seja apática, fingida, dissimulada, seja tudo o que odeia. Puta. E se acaso ocorresse de alguem gostar de você, corra... Corra pra longe, menina... isso é impossivel e o mundo te quer mal.
Vamos, sua gorda. Vomita! (Mia está contigo, é sua unica amiga, porra!).
Já não é bonita, ainda é gorda? Que vá pro inferno esses 49 kgs, eu quero que se foda e me afundar em chocolate, em um abraço, quero que me calem a boca, quero sumir, quero que alguma coisa seja real nessa vida, para!
Quero que eu não suma, quero sumir, quero ser eu, não me quero.
Não quero que gostes de mim, nunca vão gostar, nunca vai gostar.
- Porra, eu! Cala a boca!
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