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quarta-feira, 25 de julho de 2012

Não foi por mal

Dança a vida a canção que brota-mente e congela corações. Ao fundo um ritmo sem tom e sem musica que balbucia em volumes nos ouvidos em cintilações estranhas- sonoras-. Todo aquele vácuo, afinal, na verdade não estava por ali.
   Era ouvir sem falar, mas falar por falar ouvindo por falar. Talvez não foi mal, foi mal, não foi por mal. Mas antes estava tudo tão triste que até o proprio mundo não sabia muito o que fazer.
   E que mundo?
Girou, 360º, demasiadamente sonolento, mas com a cabeça cheia de café.A carranca esboçada já expressava um novo ano para si - se estourou champanhe, não foi lembrado, mas tinha comida e disso lembrava. Era comida por algumas vezes em olhos, bocas e vida-. Expectativa: as cartas detonaram. Mas a força foi ilustre, mas tão ilustre, que até agora sente necessidade de que as sete faces de si mesma não sejam vistar.
                ... e que faces!

segunda-feira, 16 de abril de 2012

No tempo a saudade castiga, viola na rua, cantar.

  Lamentamos muito que o dia de hoje contenha imprevistos, mas a vida não é sempre o que você quer - Disse o homem de longas barbas que, logo que cheguei, abrira as portas para mim.  E então vi que em cada ponta, havia uma mensagem. E em cada mensagem, um dia. E em cada dia, um minuto., E saberia lá o que esse homem saberia daqui a tanto tempo que esse dia se passaria, voaria, pereceria, não aconteceria. Ou aconteceria?
 O homem de barbas longas me olhou de cima à baixo e, enfim, me deixou entrar.
Sentei-me em tão bela cadeira, cadeira inexistente, na qual eu me apeguei mas logo caí. Ora, como sentei em uma cadeira inexistente? O velho batia três vezes por sobre sua mesa e me olhava.
" Você está batendo na mesma tecla. O canto cigano que você ouve é seu chamado?"
E olhei para trás, vi meu passado.
Pedras e musgo se estendiam e exploravam a neve. E não era meu sonho escorregar por ali? Mas tanta gente estava escorregada, abandonada. Esqueletos de mentes tão bisonhas que erraram por si mesmos. Por que não seguravam as mãos uns dos outros para voltarem para sua fortaleza? E meu sonho era ir lá ajuda-los com tão pequenas palavras...
  Agora o velho me olhava com ira. Saberia ele o meu passado? Sim. Sabia o velho o meu passado, tanto quanto sabia o que eu estava pensando. E o olhei com pudor. Sentia falta daquele miserável e ele sabia! Tão fundo escondi isso, tão fundo e tão longe que sempre estivera tão perto, me soprando cada palavra e atitude. Há algum tempo eu não era uma maquina! E pra onde foram meus pensamento?
 O velho não sabia me responder. O velho era a vida. E nem a vida tem todas as respostas.
"Encontra-se com ele, o meu fim" - Disse o velho - "que mais um pouco saberá. Mas antes saiba que nem a propria Morte de tudo pode provar".
 E voltei para onde estava. Esse foi meu leviano pensamento. Voltei para onde estava e me abracei, chorando. As canções do Serafim não eram, nunca foram, direcionadas à mim.