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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Livros e leitores

Um novo mundo foi feito, criado, manipulado. Cada vírgula, um passo. Cada passo, um gesto. Cada gesto a mudança permanente-pessoal da pessoa descrita, feita por você.
 Será ela teu reflexo? Será ela você mesma? A garota que tem nome diferente, aparência diferente mas manipulada por você?
 Viro a página, e lá vem todo o drama.
 Cada morte, menos um personagem. Cada morte, mais uma lágrima. Cada morte, a falta grande no peito do leitor, sentindo-se um sertão só, seja ele bom ou mau - O que é incrível: a adoração do anti-herói, do incomum, do vilão que, por tantas vezes, fora o mais inteligente, o mais astuto e agora está lá, no final de seu parágrafo, no final de suas linhas...
                                                          ... sua morte eminente. 
E então, o caminho se prossegue, viramos as páginas e descobrimos traços incríveis de cada personagem lentamente. Desejos, sabedorias, frases de impacto e um final surpreendente!
   Dói o coração saber que aquela, aquela folha de papel desenhada com letras, é a última. E ali acaba uma vida, uma história, um ideal realizado!
  E vem a surpresa.
Banhada de morte ou não, vem a surpresa.
Supresa, carência ou decepção.
Desejo, muitas vezes, entrar naquele livro e fazer que tudo aquilo que o escritor escreveu com tanto, mas tanto amor, se torne real;
Porque pra ele, é real. Pra quem lê, é real. Por que não realizar o real idealizado?
 Então voltamos às comprar, já que o mercado impõe a compra;
e sempre a pergunta:
 Qual é o seu preferido?
                                                                                                                   ... Indefinível.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

No tempo a saudade castiga, viola na rua, cantar.

  Lamentamos muito que o dia de hoje contenha imprevistos, mas a vida não é sempre o que você quer - Disse o homem de longas barbas que, logo que cheguei, abrira as portas para mim.  E então vi que em cada ponta, havia uma mensagem. E em cada mensagem, um dia. E em cada dia, um minuto., E saberia lá o que esse homem saberia daqui a tanto tempo que esse dia se passaria, voaria, pereceria, não aconteceria. Ou aconteceria?
 O homem de barbas longas me olhou de cima à baixo e, enfim, me deixou entrar.
Sentei-me em tão bela cadeira, cadeira inexistente, na qual eu me apeguei mas logo caí. Ora, como sentei em uma cadeira inexistente? O velho batia três vezes por sobre sua mesa e me olhava.
" Você está batendo na mesma tecla. O canto cigano que você ouve é seu chamado?"
E olhei para trás, vi meu passado.
Pedras e musgo se estendiam e exploravam a neve. E não era meu sonho escorregar por ali? Mas tanta gente estava escorregada, abandonada. Esqueletos de mentes tão bisonhas que erraram por si mesmos. Por que não seguravam as mãos uns dos outros para voltarem para sua fortaleza? E meu sonho era ir lá ajuda-los com tão pequenas palavras...
  Agora o velho me olhava com ira. Saberia ele o meu passado? Sim. Sabia o velho o meu passado, tanto quanto sabia o que eu estava pensando. E o olhei com pudor. Sentia falta daquele miserável e ele sabia! Tão fundo escondi isso, tão fundo e tão longe que sempre estivera tão perto, me soprando cada palavra e atitude. Há algum tempo eu não era uma maquina! E pra onde foram meus pensamento?
 O velho não sabia me responder. O velho era a vida. E nem a vida tem todas as respostas.
"Encontra-se com ele, o meu fim" - Disse o velho - "que mais um pouco saberá. Mas antes saiba que nem a propria Morte de tudo pode provar".
 E voltei para onde estava. Esse foi meu leviano pensamento. Voltei para onde estava e me abracei, chorando. As canções do Serafim não eram, nunca foram, direcionadas à mim.