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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Mas e a festa?

         E novamente aqui estou eu, sentada nessa sala com paredes vazias preenchidas com o vazio esboçado em meus quadros pintados com olhos ilustrativamente vigiantes. Minha barra de cereal sabor cookie é e sempre será a minha saída para dias tristes, para dias normais; para dias como estes.
    Não sei bem o que passa na TV, mas creio que seja alguma série; vejo Disney, sim, porque isso anda me distraindo. Um livro largado em cima do sofá, meu cobertor vintage ilustrando a saudade do passado preenche, assim como os quadros preenchem as paredes vazia, esse meu pensar triste de continuar sendo forte em todos os momentos.
          Eu preciso ilustrar a minha dor, já que um poema não é bom o bastante para me satisfazer.
 Solto meu sutiã antes de tudo e percebo que não há mais café descafeinado (riso) em meu copo, mas um liquido escuro e gelado; um Guaraná natural que, por acaso, não é tão natural assim.
 E se uma vida de magia me envolvesse e me pudesse me mover daqui.
Me mover dessa loucura louca que me enlouquece e vai enlouquecer a todos lentamente.
Preciso terminar algo que comecei há dez meses, senão é mais um louco.
         O amor, caramba! onde me sopra agora?
Minha sobrevivência não está assegurada debaixo de meu cobertor floral sem peixes.
E agora vou adormecendo com os confetes daquela festa que rolava numa cabeça distante desta. Confetes e um dizer. Confetes, adormecendo.
                       Confetes!
                                                             A dor
                                                                    me 
                                                                        sendo







segunda-feira, 16 de abril de 2012

No tempo a saudade castiga, viola na rua, cantar.

  Lamentamos muito que o dia de hoje contenha imprevistos, mas a vida não é sempre o que você quer - Disse o homem de longas barbas que, logo que cheguei, abrira as portas para mim.  E então vi que em cada ponta, havia uma mensagem. E em cada mensagem, um dia. E em cada dia, um minuto., E saberia lá o que esse homem saberia daqui a tanto tempo que esse dia se passaria, voaria, pereceria, não aconteceria. Ou aconteceria?
 O homem de barbas longas me olhou de cima à baixo e, enfim, me deixou entrar.
Sentei-me em tão bela cadeira, cadeira inexistente, na qual eu me apeguei mas logo caí. Ora, como sentei em uma cadeira inexistente? O velho batia três vezes por sobre sua mesa e me olhava.
" Você está batendo na mesma tecla. O canto cigano que você ouve é seu chamado?"
E olhei para trás, vi meu passado.
Pedras e musgo se estendiam e exploravam a neve. E não era meu sonho escorregar por ali? Mas tanta gente estava escorregada, abandonada. Esqueletos de mentes tão bisonhas que erraram por si mesmos. Por que não seguravam as mãos uns dos outros para voltarem para sua fortaleza? E meu sonho era ir lá ajuda-los com tão pequenas palavras...
  Agora o velho me olhava com ira. Saberia ele o meu passado? Sim. Sabia o velho o meu passado, tanto quanto sabia o que eu estava pensando. E o olhei com pudor. Sentia falta daquele miserável e ele sabia! Tão fundo escondi isso, tão fundo e tão longe que sempre estivera tão perto, me soprando cada palavra e atitude. Há algum tempo eu não era uma maquina! E pra onde foram meus pensamento?
 O velho não sabia me responder. O velho era a vida. E nem a vida tem todas as respostas.
"Encontra-se com ele, o meu fim" - Disse o velho - "que mais um pouco saberá. Mas antes saiba que nem a propria Morte de tudo pode provar".
 E voltei para onde estava. Esse foi meu leviano pensamento. Voltei para onde estava e me abracei, chorando. As canções do Serafim não eram, nunca foram, direcionadas à mim.