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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Livros e leitores

Um novo mundo foi feito, criado, manipulado. Cada vírgula, um passo. Cada passo, um gesto. Cada gesto a mudança permanente-pessoal da pessoa descrita, feita por você.
 Será ela teu reflexo? Será ela você mesma? A garota que tem nome diferente, aparência diferente mas manipulada por você?
 Viro a página, e lá vem todo o drama.
 Cada morte, menos um personagem. Cada morte, mais uma lágrima. Cada morte, a falta grande no peito do leitor, sentindo-se um sertão só, seja ele bom ou mau - O que é incrível: a adoração do anti-herói, do incomum, do vilão que, por tantas vezes, fora o mais inteligente, o mais astuto e agora está lá, no final de seu parágrafo, no final de suas linhas...
                                                          ... sua morte eminente. 
E então, o caminho se prossegue, viramos as páginas e descobrimos traços incríveis de cada personagem lentamente. Desejos, sabedorias, frases de impacto e um final surpreendente!
   Dói o coração saber que aquela, aquela folha de papel desenhada com letras, é a última. E ali acaba uma vida, uma história, um ideal realizado!
  E vem a surpresa.
Banhada de morte ou não, vem a surpresa.
Supresa, carência ou decepção.
Desejo, muitas vezes, entrar naquele livro e fazer que tudo aquilo que o escritor escreveu com tanto, mas tanto amor, se torne real;
Porque pra ele, é real. Pra quem lê, é real. Por que não realizar o real idealizado?
 Então voltamos às comprar, já que o mercado impõe a compra;
e sempre a pergunta:
 Qual é o seu preferido?
                                                                                                                   ... Indefinível.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Não foi por mal

Dança a vida a canção que brota-mente e congela corações. Ao fundo um ritmo sem tom e sem musica que balbucia em volumes nos ouvidos em cintilações estranhas- sonoras-. Todo aquele vácuo, afinal, na verdade não estava por ali.
   Era ouvir sem falar, mas falar por falar ouvindo por falar. Talvez não foi mal, foi mal, não foi por mal. Mas antes estava tudo tão triste que até o proprio mundo não sabia muito o que fazer.
   E que mundo?
Girou, 360º, demasiadamente sonolento, mas com a cabeça cheia de café.A carranca esboçada já expressava um novo ano para si - se estourou champanhe, não foi lembrado, mas tinha comida e disso lembrava. Era comida por algumas vezes em olhos, bocas e vida-. Expectativa: as cartas detonaram. Mas a força foi ilustre, mas tão ilustre, que até agora sente necessidade de que as sete faces de si mesma não sejam vistar.
                ... e que faces!