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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Como nas suas entranhas.

Um sorriso em um instante, um choro de outro. Rejeitada, reprimida, triste, solitária, se sente essa menina moça que vos escreve.
O que sou? Qual meu nome? Quantos anos tenho?
Eu gostaria de poder pensar nisso enquanto me sinto assim, demasiadamente triste, infeliz, deprimida... Quem sabe um dia meus dedos consigam exprimir com palavras o que sinto de verdade? O que sinto exatamente?
 Quem sabe um dia EU consiga olhar pra mim mesma e gritar pro meu interior parar de se importar?
Ora, pai, meu paizinho... Se não me querias, a lógica seria nem procurar, buscar, ter me feito... Agora que aqui estou, não me faça sentir o aborto de minha mãe. Te custa? Te custa pensar como humano, como gente, e conseguir sentir sua filha aqui, sozinha? Sua filha triste e reprimida?
 Por que eu mentiria? - Pergunto ao gato de cheshire, quem sabe ele sabe.
Meu dia foi tão bom, sem oscilações... meu dia hoje foi tão eu... Custava-lhe deixar continuar sendo? Custava-lhe não me fazer chorar um dia na vida, que vem lhe seja?
 EU não busco problemas, eu nunca busquei... Eu sou uma criança, uma criança sem pai, sem você, e prefiro continuar assim.
 Mas por favor, pare.
Não me faça mais chorar. Não me faça sentir isso toda a vez que fala comigo. Sou seu erro e compreendo. Mas agora, ser brutal com as consequências, só levará-me a não conseguir me suturar todas as vezes que penso nisso. É o que realmente sinto?
 Oscilatório.
Quero voltar... voltar 15 anos e dois meses. Voltar 18 anos e quatro meses.
 Por que não posso? Porque n~]ao tem como.
Deus, que cruel... que criatura tão severa consigo mesma... Perdoa-a... Ela não queria ser isso, não queria ser assim. 
 Ela afunda.
Ela, na verdade, já afundou.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Não foi por mal

Dança a vida a canção que brota-mente e congela corações. Ao fundo um ritmo sem tom e sem musica que balbucia em volumes nos ouvidos em cintilações estranhas- sonoras-. Todo aquele vácuo, afinal, na verdade não estava por ali.
   Era ouvir sem falar, mas falar por falar ouvindo por falar. Talvez não foi mal, foi mal, não foi por mal. Mas antes estava tudo tão triste que até o proprio mundo não sabia muito o que fazer.
   E que mundo?
Girou, 360º, demasiadamente sonolento, mas com a cabeça cheia de café.A carranca esboçada já expressava um novo ano para si - se estourou champanhe, não foi lembrado, mas tinha comida e disso lembrava. Era comida por algumas vezes em olhos, bocas e vida-. Expectativa: as cartas detonaram. Mas a força foi ilustre, mas tão ilustre, que até agora sente necessidade de que as sete faces de si mesma não sejam vistar.
                ... e que faces!