O que sou? Qual meu nome? Quantos anos tenho?
Eu gostaria de poder pensar nisso enquanto me sinto assim, demasiadamente triste, infeliz, deprimida... Quem sabe um dia meus dedos consigam exprimir com palavras o que sinto de verdade? O que sinto exatamente?
Quem sabe um dia EU consiga olhar pra mim mesma e gritar pro meu interior parar de se importar?
Ora, pai, meu paizinho... Se não me querias, a lógica seria nem procurar, buscar, ter me feito... Agora que aqui estou, não me faça sentir o aborto de minha mãe. Te custa? Te custa pensar como humano, como gente, e conseguir sentir sua filha aqui, sozinha? Sua filha triste e reprimida?
Por que eu mentiria? - Pergunto ao gato de cheshire, quem sabe ele sabe.
Meu dia foi tão bom, sem oscilações... meu dia hoje foi tão eu... Custava-lhe deixar continuar sendo? Custava-lhe não me fazer chorar um dia na vida, que vem lhe seja?
EU não busco problemas, eu nunca busquei... Eu sou uma criança, uma criança sem pai, sem você, e prefiro continuar assim.
Mas por favor, pare.
Não me faça mais chorar. Não me faça sentir isso toda a vez que fala comigo. Sou seu erro e compreendo. Mas agora, ser brutal com as consequências, só levará-me a não conseguir me suturar todas as vezes que penso nisso. É o que realmente sinto?
Oscilatório.
Quero voltar... voltar 15 anos e dois meses. Voltar 18 anos e quatro meses.
Por que não posso? Porque n~]ao tem como.
Deus, que cruel... que criatura tão severa consigo mesma... Perdoa-a... Ela não queria ser isso, não queria ser assim.
Ela afunda.
Ela, na verdade, já afundou.
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