E ela caminha. Seus passos firmes e sonoros, como ondas grandes e luxuriosas vem buscar a terra e trazer para si. A Terra e traz para si. Quer tudo e não quer nada; não sabe o que quer, mas tem necessidade de querer. Não fui subestimada, graças aos Deuses, por esta. Mas quantos aventureiros amigos conheço que foram arrastados para seu mar e depois jogados contra pedras até sangrar? Sim, até sangrar. Marujos! O que falo é certo! Ela não só os quer, mas ela quer à todos, mas à ninguem quer. Se levam joias e atiram-as em suas ondas, ela absorve. Se levam espelhos e trajes macios, ela pega. Se lhe dão dos mais finos panos, de cetim à veludo, ela aceita, mas torna-se cada vez mais intrigantes. Tudo lhe é bem-vindo. Mas quando atiram-se, hahaha!- Risadas, pois isto é ilustre e inesperado!- a rejeição é de tamanho indescritivel! De tudo eles, estes marujos perdidos e bobos, lhe deram - Mesmo que persistindo no mesmo erro, sabendo que este demonio dos mares já fizera isto com outros -. E o que ele faz? Sim, descartaveis.
Agora, aprendo uma lição. Não sento-me na areia, levada pela correnteza ou quase afundo-me. Não vejo um dos mais radiantes dias de sol ou dias de gloria. Não vejo a salvação no "fundo do poço" - O momento mais bonito que já me foi descrito por um aventureiro!- mas reconheço: É um perigo viver perante à isto. É um perigo viver perante à ele. Agora, sim. O parapeito da janela, frio- é marmore branco!- reflete minhas pulseiras de outro e minha pele morena. A vista me leva aos perigos mais irrecusaveis por aventureiros. Tolos! Eles dizem saber, mas não sabem o que fazem. Deus! Mais um aventureiro jogado nas pedras?! Dia 26 de dezembro.. Ó demônio sem piedade!
Nenhum comentário:
Postar um comentário