sábado, 30 de julho de 2011

O tempo e o gelo. - Você se entregou!

         O tempo passa..
Avenidas, asfalto, ao invés do puro barro aonde meu ancestrais pisou. Fábricas, gelo, trocando corporativamente a liberdade pela falsa liberdade em que caímos a todo momento. Balas: ilusão. E a morte se torna brincadeira para os pequenos que vivem - Tentam viver, arriscando suas cabeças, jogando-as para fora muito antes do tempo necessario-. A comida que antes era a esperança, somente brilha, encanta; radiação. Tudo se vai, mas há um ciclo completo. Não, não... Nunca iremos crer: "Não há um 'para sempre'"- Diz qualquer mãe - "Há morte, há violencia, não é paz.". "Há troco, há volta", - Pai. "Há dor, há sofrimento, há choro, há depressão"- Corre nas veias de qualquer um.
     Porém, se não há um para sempre, no que iremos crer? Vamos confiar essa alma doentia e compulsiva, quase elétrica, cosmo-magnética, à um futuro que não cremos que existe? Ao desejo de crescermos independentes por não querer sofrer? "Egoísmo". Ou puro medo?
     Mas, o tempo passa... O tempo passa - corre! -. A garota se torna independente, seguindo um rumo diferente do que poderia lhe ser o ideal. Ou isso é o melhor pra ela: a distância. Mas, causa dor. Faz chorar qualquer ser que a queira. Mas, a garota cansou? Cansou, sim. Ela chorou antes mesmo, ainda podiamos ver seu coração, um ponto humano. A garota caiu, mas rastejou-se para o outro canto, esperando o tempo passar. E o tempo passou, voando. E a esperança não se alimentou, mas mudou, apenas. Mas a vontade de quem a cercava, continua ser de abraça-la para sempre e chorar com ela, talvez. O asfalto é trocado por fio. As fábricas e o gelo, a casa. A solidão e o medo, um parente próximo. Ela se distancia quieta. O para sempre, na verdade não existe.
 A garota se tornou independente, sim! E as marcas do protesto ainda são vistas às ruas, abandonou.

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