terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

suas mãos tem perfume, para suas cartas consagrar. Seu carteado tem magia, para todo o povo socorrer. Se lhe faltar a sorte, ela devolve a esperança... Cigana de fé, que ajuda e não cansa. Abençoada pelo Pai Maior, Cigana cumpre sua missão. Em sua casa ela ensina, encaminha e acolhe. Com um sorriso nos lábios e uma palavra amiga, Cigana da Estrada, a todos ilumina.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Sobre a morte.

Engraçado é que nas horas de morte, os que são vivos rezam para seu alivio, os que são vivos REZAM, o que é mais engraçado quando podia ser evitado. O pior de tudo é que nunca aprenderão, nunca sentirão que, na verdade, o que era pra ser feito não foi feito e que reclamar agora é só fruto do acontecido.
 O mais estranho é saber que dizem ter Deus no coração.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Vestidas de Céu

Então andei pela mata aberta, de caminho simples e sem pedras grandes. Serpenteava em meu ouvido todo o farfalhar das folhas de arvores que se encontravam ao meu redor.
 Ah, mas Deus, Tua criação é perfeita! Se não fosse, o que seria de nós?
Tirei as sandálias e passei a caminhar descalça na Terra. O barulho do girar da corda de um brinquedo me atormentava, junto com Ela, minha Cabeça, falando. As coordenadas me eram ditas, sempre foram, mas estavam mais fortes ali, naquele local, eu não sei bem o porquê. O que é isto que acontece comigo? Parei e olhei para a Lua, realçada pelos galhos que faziam uma linda moldura envolta da mesma e pedi explicações sinceras. Haviam poucas estrelas muito luminosas. Havia uma que era exuberante por demais. Nossos Pedidos são dela. E então as encontrei. Minhas Graças, minhas Esfinges contemporâneas, as Primas.
Dançamos para a Lua e deitamo-nos no chão já de concreto, sentindo a dimensão dos Céus e todo seu comprimento.
Ó, meu Deus, obrigada!
Por fim, lavamos o corpo com água do Mar, puramente concedida por Ele e a alma talvez fora limpa juntamente. Estávamos vestidas de céu. E acho que isto bastou.
Obrigada, Senhor.

domingo, 24 de novembro de 2013

Te incomoda esse dia?
 Ah, que dia cansativo! E daí que não fiz nada? Claro, não tem muito sentido mas tem dias em que simplesmente vivo para o cansaço. Não o cansaço comunal que te faz dormir, mas um súbito cansaço que te faz querer dormir, e só dormir no dia inteiro. Perde-se tempo, perde-se vida. Vida essa que, particularmente, acho bobeira dizer que está sendo vivida. Quando se tem um ritmo (daqueles bem chatos mesmo) nada se torna empolgante. Exceto é claro pelo fato de conseguir voltar sentada no trem logo durante horario de pico, o qual eu volto todos os dias. Mas é o tipo de coisa que nunca acontece, só quando você desmaia, é claro. O que tambem acontece quase todos os dias. Eis que surge esse domingo preguiçoso. Tem muita matéria pra pôr em dia, inclusive algum seminário e provas chegando.
 O tal do cansaço não em deixa fazer nada. Me mantem nesse lugar, com minha companheira preguiça, lembrando-me a todo momento que tenho trabalho a fazer. E que provavelmente não vai ser feito.
 Ah, que dia cansativo! E estou cansada dessa dor de cabeça petulante, dessa ansiedade que me agonia e dessa necessidade de dormir pra ver se o tempo passa mais rapido.
 Em quanto tempo vai passar esse tempo? Espero que logo, porque nem minha querida preguicinha me aguenta mais.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Sem organizar

Só queria dizer: obrigada, ao que me transpassa esses ultimos dias.
Menina complexa, sem entendimento e inteligivel nas mais devidas palavras. A vontade de abolir esses meus dias para aproveitar o fluido corporal que emano, talvez nunca tivera sido tão forte.
Talvez por ser errado. Talvez por ser complexo. Provavelmente por ser completo.
O que virá daqui pra frente? Uma pausa para meditar entre os meus dias de dedos coçantes. Um leve devaneio sobre o antes e o depois, como este que faço agora. Não teço o agora pois me dá puro azar.
 O que devo escrever ou dirigir a você é uma enorme incognita: decifra-te ou seja devorado. Não tem anistia ou perdão.
 Texto com frases de negação demais. Tomo um susto com algo que cai, mas o que importa nesse momento é que estou transpassando esses sentimentos confusos que estão alojados em mim. Não escrevo mais em ordem, como meus pensamentos.
Frívolos e surreais, eu não sei nem mais onde estou. Pra onde vamos agora? Tudo parece tão fim do caminho. Talvez eu reprove, não quero isso. Posso fazer um apelo à Ti? provavelmente não. Não sou merecedora de graça alguma.
 Me permita realizar algum projeto. Não o acaba-vidas. Agosto, "mês do desgosto" da passou. O que setembro traz de tão ruim então?
 Tão carregado, tão impossivel, tão... lunático.
Setembro treparia com o primeiro que visse?
 Talvez sim. Quero voltar a escrever como eu escrevia.

domingo, 11 de agosto de 2013

Agosto

Então aqui estou
Eu e eu
Eu e minha familia
Eu e esse domingo de plantio vazio
Não é um dia especial. Nem é final de semana. Talvez não sejja final de semana, talvez, nem tudo, vá ter fim.
 O que dói é saber que eu e eu, estou aqui. Estou aqui em pleno cultivo próprio, vendo medo e choro na televisão. Antes fossem filmes de terror. Antes me assustasse e me fizessem lembrar meus medos pequenos do invisivel. Antes que me fizesse me sentir, me abraçar, me fazer viva novamente. Viva do meu jeito, não menina de metal.
Vou enferrujar com o tempo e me afundar na terra aos poucos. O que está em mim, está morto tambem. Quero um dia de aprovação, mas me reprovo a cada dia que me vem à cabeça, na vida, nos vagões de trem tão mortos mas cheios de gente.
Em minha morte, tem uma vida. Acaba tudo isso. Acaba vida.
Eu não sou ninguem, apenas ilusão.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Reza por mim

De presente, gostaria de um pouco de paz, um pouco de ar pra respirar. Um oi bem-dito, um abraço que não doa e uma voz com presença que queira ali estar.
 De presente, ganhei uma oração, "feliz aniversário" e o dia de ignorância, indiferença; é só um aniversario, só o meu aniversario, de que importa?
 O que vivo, onde estamos, é um mundo de indiferenças e insignificâncias. O que vive não é teu corpo, é tua vida desesperada clamando por um lugar. O que cheiro, é o que me move: oxigênio. Outro indiferente ao meu corpo, à minha paz, inerente à minha vida mas que é necessidade mútua.
 Por que esse nojo? Por que tomo esse desgosto da vida? Agosto.
Me sufoca a vigilância, a falta de vivência que tenho e temo. Libertinagem, não liberdade. Sangue, não tinta. Música é o som do grito que ecoa nessa casa de ignorância e morte, maldade e assombro, paixão e fantasmas de um eu que aqui já morou.
Por mim e por todos.
Eu não quero estar aqui. Me sinto maldita, acabada. Me sinto otária, transparente. Um ser sem vontades, um ser sem  existência ou necessidades. Sou um pássaro. Um passaro que canta tristemente em suas paredes rabiscadas e clama por ser solto; precisa voar. Precisa de ar. Sou um passaro com as asas cortadas, lâmina na frente, quer cortar a propria cabeça. Por que me sinto assim?
Rasgo minha pele, me abro em soltura e tento me libertar das correntes que criei e que me são postas a ada dia. Preciso sair daqui.
  Um calafrio fúnebre cobre meu corpo. Estou novamente acompanhada?
Desleixo, eu odeio essa casa. Eu não sou desse lugar, não pertenço à minha escola, não sou de nenhum estado, não vivo essa vida de surpresas e revelações. De boas revelações.
A morte me cobre como se fosse um presente. Salvação, liberdade... Devo ouv-la?
A morte é um processo retilíneo.
Me livra de todo mal? amem.