Então andei pela mata aberta, de caminho simples e sem pedras grandes. Serpenteava em meu ouvido todo o farfalhar das folhas de arvores que se encontravam ao meu redor.
Ah, mas Deus, Tua criação é perfeita! Se não fosse, o que seria de nós?
Tirei as sandálias e passei a caminhar descalça na Terra. O barulho do girar da corda de um brinquedo me atormentava, junto com Ela, minha Cabeça, falando. As coordenadas me eram ditas, sempre foram, mas estavam mais fortes ali, naquele local, eu não sei bem o porquê. O que é isto que acontece comigo? Parei e olhei para a Lua, realçada pelos galhos que faziam uma linda moldura envolta da mesma e pedi explicações sinceras. Haviam poucas estrelas muito luminosas. Havia uma que era exuberante por demais. Nossos Pedidos são dela. E então as encontrei. Minhas Graças, minhas Esfinges contemporâneas, as Primas.
Dançamos para a Lua e deitamo-nos no chão já de concreto, sentindo a dimensão dos Céus e todo seu comprimento.
Ó, meu Deus, obrigada!
Por fim, lavamos o corpo com água do Mar, puramente concedida por Ele e a alma talvez fora limpa juntamente. Estávamos vestidas de céu. E acho que isto bastou.
Obrigada, Senhor.
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