quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Ditar dura.

       A ditadura da felicidade é algo impõe a felicidade a qualquer custo, isto é, retirar os momentos complicados, passando por cima de tudo, ignorando o que sente (se não for a tal felicidade). Ir até o final de tudo (se só for carregado de momentos sem tristeza), correr atrás do que é preciso (sendo feliz, é claro), fazer sempre o necessário(desde que não se deixe entristecer) e um pouco mais.
       Meticulosamente criados, nós, seres humanos, somos dotados com o poder da emoção, com o poder de sentir, o poder de escolha (todos os seres), o livre arbítrio. Sentimos medo, temos incerteza. Sentimos felicidade, temos alegria. Sentimos desequilíbrio  temos insegurança. Então por que não podemos ser tristes? Claro que, de qualquer forma, é impossível dizer que estar feliz não é algo bom, algo resplandecedor, algo que preenche e enche - não discordo disso!-, só não entendo essa ditadura da felicidade, algo que te obriga a buscar ser feliz, ainda que seja um estado.
       A fuga da incerteza, da "infelicidade" faz grande parte de uma massa popular cair no "por que eu?" ao achar que a "falta de felicidade" é por mérito, acabando em entrar num estado mais infeliz ainda, sabendo que poderiam apenas se questionar "Por que não eu?", lembrando que momentos assim vão acrescentar, vão mudar.
       Se você foi posto nessa situação, pare, pense e reflita. Tente lembrar-se que de tudo se tira uma parte boa, um aprendizado. Dos momentos mais cruéis aos mais sensíveis  tudo vai ser decisório, tudo vai ser impulsionador, tudo vai ter algo a ensinar. Então passe pela situação completamente. Se fugir, é normal, vai ver acha que não pode com aquela situação no momento mas lembre-se: o que deixou pra trás, não fica pra trás. Tudo volta.
      Por fim, trago conclusão minha em uma frase, que, na verdade, é apenas mais um aprendizado:
"A gente não aprende com os anos, a gente aprende com os danos".



quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Res: pir ar

Afunde.
Afunde em si mesma e procure a areia pra ver se dá pé, se dá tempo, tempo de
 nada!
Vê o anzol e barco acima? Se preocupe para não empurrar
retorcer
afogar; v. t. Asfixiar, abafar. Impedir: afogar expansões . Ensopar.
Cuida para pensar nessas coisas mesquinhas enquanto entra agua por todo seu eu. Aproveita, corrente, leva.  Leva-me, carrega-me, arrasta-me, me faça pedir por ar!
Por que estou tão fundo? Por que não acho ar?
            Respire
Vê agora o que carrega consigo alem das roupas. A bagagem de memórias-papel que acaba por molh
ar!
 Retrocessão, queda, fitas e embrulho - embalo-, dou presente, furo dedo em espinho, desmaio em sono? É o delírio.
  Seu ultimo suspiro?
 Na água não dá para pegar ar.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Re-eu.

Passado aquele tempo, contei até trinta e parti. Parti para minha busca, busca ao necessário e aparentemente sábio; parti para um poço, mergulhar de ponta-cabeça - parti para fora de mim-.
Esse é meu pega-pega infinito, um jogo comigo mesmo por não saber mais o que sou. 
Na verdade, quem ou o que sou não me importa, afinal, posso ser de vadia à preservada e isso só dependerá de mim e de que escolhe ver quem me vê.
 Não me incomoda o fato de que, de outubro pra cá, mudei bastante (reparei isso hoje quando alguem falou que a diferença entre mim e ele, era que ele era caseiro), na verdade, fico contente por isso, finalmente venci o medo que eu tinha, ainda que eu não consigo ficar confortavel entre pessoas, mas já deixo de me desesperar.
O que agora me compõe é o que sempre me compôs, me sinto tão alegre, tão, mas tão alegre que precisei relatar isso. 
    Dessa vez, creio que fiz tudo na hora certa. Estou refeita, remontada, reerguida. Re-eu.
Enfim declaro que quero saber o que quero e nada mais me importa. Eu sou o que serei e o que me faz, importa-se é que importa. Agora, nessa confraria interior, as teclas brancas de piano começam a ser tocadas.
AgilIdade, venha, domina-me, componha-me, agora estou re-eu.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Anima-te! Está certa novamente - queria eu estar errada-. A ordem das coisas é essa e assim vai permanecer.
Talvez deva eu ouvir mais o que preciso me dizer, o que eu digo, o que eu grito, o que está claro. Loucura nenhuma me faz lendária estando distante de um abraço confortavel.
E chove.
Chove sem parar mas acho que deve ser assim. Quem disse que o ser-homem não pode não viver? Quem disse que é errado apenas existir?
Oscar Wilde que cale a boca, ainda que esteja sublinhado em minhas paredes!

Quarta parede que se abaixe, eu não quero é mais nada além de letras e um bom café.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Pessoa-lugar-comum-algodão

     O maravilhoso show enlouquecente nos faz rodopiar numa monótona via, numa faca de dois gumes. O que isso corta ou cortaria? O criado.
     Em uma parte, há um criador, quiçá de plantas ou orgânicos, sentimentos ou botânicos, projetos sem papel escrito ou desenhado que deliniam o que tem a nós. Como seguir projeto sem projetação ter? Não tem-se aula disso ou quem ensine. É uma mera denotação de si próprio.
     Um plano pode dar origem à várias vertigens quando põe-o em prática, chamada essas de consequências. Sem usar de maniqueísmo, não se define consequencias como boas ou ruins, justas ou injustas - se são consequências, algo as causou e não tem-se como defini-las ( de todo modo, bom e ruim é relativo)-.
     Em outrora, temos um conotação confusa de um plano com apenas criação, sem criador - mas de tudo precisa de um criador-, o que torna um paradoxo demonstrativo perfeito para perder-se em um pensamento deliberadamente louco.
     Feriados nos abraçam ou abrangem - isso é bom ou ruim?-.
     Afinal, quando o homem precisa de descanso? O homem realmente precisa de descanso?

Pequeno Vício Constante.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Glórias mofadas não criam novos fungos

Deixa calado, deixa quieto. O buraco que cavei, tapei com esperança. Atravessa-lo seria facil se não fosse a culpa que me envolve. É só dançar sem musica que vem a tristeza te agarrar.
 Nunca conseguirei deixar alguem confortavel ou bem na minha presença.
Talvez tenha eu pedido por isso, talvez assim seja melhor mesmo.
 O vazio é uma das presenças mais complexas na hora de representar.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

"Por que existem tantas flores jogadas ao cento?
Vai ver que existe sim a dor, mas não há sofrimento
Mas só se realmente sabe como funciona a vida
Diz o carma: que então, viva sem medida

E continue
O que deixou para o tempo
Que colham os lirios que se degradam sofrendo

Um dia vão todos se levantar
Um dia vão todos se reagravar
Um dia vão todos a maldade ver
Um dia todos terão que sofrer."