terça-feira, 12 de julho de 2011

Catorze anos.

Quanto tempo é preciso passar para voltarmos a pensar humanamente?
É impossivel nunca ter se parado, sequer momento algum, e levado-se à uma reflexão interior, a se pensar nas coisas da vida: Carro, casa, amigos, trabalho.. Por quanto tempo? Nossas mentes são imparáveis, automaticas, lembrando-se apenas de formulas e trechos, sempre trabalhando.
  O tempo passa - Tic, tac...-, catorze anos dentro de uma realidade , dentro da triste e "dura" vida que carregamos, dentro da preocupação, da melhora e o do miseravel sentimento de derrota que, é impossivel dizer que não, carregamos conosco, e da superação, quando não se pode voltar no tempo, lembrando-se que tudo o que era preciso era avançar nele.
  Nos perdemos no tempo, dormimos ser, acordamos homem, envelhecemos em um pensar automático; Choramos para nos libertar - Acreditando, sempre, que há liberdade!-, choramos por pena, choramos por dor e chorando por pena - Pena de nada...-, vendo como o mundo anda, como as gerações passam-se rapido, junto com o tempo.. Ahh, catorze anos! Entendemos um governo corrupto e mesmo assim nós o largamos, deixamos lá, estabilizado, parado, "irreversivel", tendo ainda o luxo de culpa-los, mesmo sendo nós quem os colocaram lá - E voltamos a chorar-.
  Tic, tac, logo cedo tinha nove pensamentos novos. Queria ter luxo, cuidar de animais. Achava que não era fácil - Crescemos assim-, mas, que nada é tão complicado. Logo cedo, tinha nove anos. Pensamento já longe, trabalhando desde aí; Queria  saber dos Astros, acreditava na manipulação do tempo. Comia Terra, já que o homem pode sair dela. E ainda diziam "Bah, tchê!", outros, "Futuro". E agora, quase impossivel de se parar, a máquina pensa e olha para trás:
                           Catorze anos,  já podendo falar "no meu tempo".
Parece tão pouco, catorze anos.. Mas há quem não chegou, há quem não chegará...
    Catorze anos  - Tic, tac-, a máquina volta a trabalhar.

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