domingo, 4 de maio de 2014

A Queda e Ascensão

De novo fui Ma.
Mari marte ma mah
Fui eu quando fui mim
A queda de mim só cabe a meu
Pensamento doido é esse que me bate de reforma?
Reforma aqui e acolá
Costumava ser rapido e facil mas agora estou sem
Ar e direção
O cambono anuncia predileção por poemas concretos
Sustentação de mim no eu
Mas quem disse que esse então não seria?
CompletArTe-fui
Não só sol maior mas miMenor que seja (me fiz)
(andei)
(pedi)
:: liguei. E desliguei contato com melodrAMA

"...eleva a dor neva mas vê se não congela por favor..."

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Tempo?

Essa anorexia criativa me deixa com os esboços de palavras que deveriam ser, de antemão, escritas. Nada tão importante que não possa ser deixado pra la e que, apesar de frio, não paralisa esses dedos meus que aqui estão a escrever.
De fato me afundo nos livros que tenho em mão- não os trago, puxo a fumaça compulsoriamente- e me lembro que ha tempo a se correr porque corrido é o tempo. Tempo (aquele contado no relógio, relativo a hora) Tempo esse que há dois anos atras me colocaria em uma maca com agulhas a me perfurar (risos do momento em que achava que a enfermeira ia colocar ar na minha veia porque a chamada toda hora) sem sentir meu corpo, apenas a dor que nele habitava. O tempo era o mesmo que esse (tempo; clima). Dia 28 me lembro que fora meu pai quem ficara comigo na UTI. Os dias seguintes calhava de chover sem parar. Tempos (época, data) sem luz. E agora, posso observar que é outro tempo (indica mudança de estado). O corte que foi feito não me doi mais quanto doía. As palavras que me foram ditas estão esquecidas e eu choro com dor na garganta que tanto cantou no dia anterior. Vejo aqueles que estavam ali, distantes.
Tempo (pessoa) faz isso.
Apesar do cítrico gosto da nostalgia, deixo aqui minha memória daqueles dias e dos dias anteriores a esse momento de agora. Meus olhos agora imploram: decifra-me? mas não te devoram.
Só devoram letras. Sigilos. Numeros. Coisas da roda morta que faz parte da vida.
Não espere nada de mim; espere o contrário do que espera porque em dias frios como esses não há carvalho que não se balance ou farfalhe.
Estou farfalhando.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Estou cansada de fugir de mim e da reforma interior que há tempo precisava fazer.
 O que preciso mudar em mim mesma eu sei, é real e claro mas dói mesmo saber que não sou perfeita, pelo contrario: estou longe de ser.
 Mas pelo menos me encontro contente por estar decidida a me mudar.
Mudei de lugar, mudei os modos e agora vou mudar a vida?
Tomara!
 Um beijo aos amigos que se vão e que estão se indo, um abraço gostoso aos que estão chegando, eu estou pronta, estou pronta pra ver vocês partindo e chegando, estou pronta pra aceitar as novas formas de ser, eu estou pronta, eu estou pronta, mas não me sinto pronta pra te esquecer ainda por saber que meu erro foi fatal, sinto falta do seu cabelo, das suas mãos e do seu carinho, das nossas conversas, dos nossos papos de noite, das vezes que tentei ir até você por sonho, eu sinto falta, eu sinto falta, não estou pronta mas vou me forçar a estar, Deus sabe o quanto eu poderia tentar faze-lo voltar a mim, Deus sabe que não faço por bondado ou só por medo do carma mas só por pensar em fazer ja me sinto injusta.
 Eu sou boa e sou má. Eu sou Marte, Marianna.

sábado, 8 de março de 2014

Se cada um de nós soubesse que o macrossomo e o microssomo são um só, não precisariam criar tantas teorias e modos de se fazer algo para obter-se algo tão simples, como a utilização da energia do todo; o todo somos nós e há esse ciclo de vibração. 
 É um tanto cômico ver que cultuam-se entidades e nomes mas não contemplam a si mesmos. Somos deuses no Olimpo em forma de Terra, ainda que isso não anule as energias Superiores, de que adianta fazer altar e cultos se não sabem a propria força, se autosabotam-se todos os dias, se não creem na propria capacidade e precisam das bengalas espirituais para poderem se mover?
Ai como é estranho esse senso de percepção.
 Vejamos que se a força do Interno fosse usada a utilização dos meios externos seria potencializads, usadas assim como catapulta, não como apoiador podendo realmente Evoluir com aquele feito.
 Magia é movimento, é Evolução.
Quando, então, isso vai ser posto em pratica? 
Reconheça sua força interior, todos somos deuses. Dê-se a mesma adoração que dá a outro externo e verá o quanto é sabio se amar.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

suas mãos tem perfume, para suas cartas consagrar. Seu carteado tem magia, para todo o povo socorrer. Se lhe faltar a sorte, ela devolve a esperança... Cigana de fé, que ajuda e não cansa. Abençoada pelo Pai Maior, Cigana cumpre sua missão. Em sua casa ela ensina, encaminha e acolhe. Com um sorriso nos lábios e uma palavra amiga, Cigana da Estrada, a todos ilumina.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Sobre a morte.

Engraçado é que nas horas de morte, os que são vivos rezam para seu alivio, os que são vivos REZAM, o que é mais engraçado quando podia ser evitado. O pior de tudo é que nunca aprenderão, nunca sentirão que, na verdade, o que era pra ser feito não foi feito e que reclamar agora é só fruto do acontecido.
 O mais estranho é saber que dizem ter Deus no coração.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Vestidas de Céu

Então andei pela mata aberta, de caminho simples e sem pedras grandes. Serpenteava em meu ouvido todo o farfalhar das folhas de arvores que se encontravam ao meu redor.
 Ah, mas Deus, Tua criação é perfeita! Se não fosse, o que seria de nós?
Tirei as sandálias e passei a caminhar descalça na Terra. O barulho do girar da corda de um brinquedo me atormentava, junto com Ela, minha Cabeça, falando. As coordenadas me eram ditas, sempre foram, mas estavam mais fortes ali, naquele local, eu não sei bem o porquê. O que é isto que acontece comigo? Parei e olhei para a Lua, realçada pelos galhos que faziam uma linda moldura envolta da mesma e pedi explicações sinceras. Haviam poucas estrelas muito luminosas. Havia uma que era exuberante por demais. Nossos Pedidos são dela. E então as encontrei. Minhas Graças, minhas Esfinges contemporâneas, as Primas.
Dançamos para a Lua e deitamo-nos no chão já de concreto, sentindo a dimensão dos Céus e todo seu comprimento.
Ó, meu Deus, obrigada!
Por fim, lavamos o corpo com água do Mar, puramente concedida por Ele e a alma talvez fora limpa juntamente. Estávamos vestidas de céu. E acho que isto bastou.
Obrigada, Senhor.