segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Cadê meu jardim!?

Queria eu saber quem vem me visitar. Meu jardim-cabeça me guarda, é regado quase todo dia, com amor espero que cresça.
Por que se aventuram a rolar na grama-crescente sabendo que logo vai começar a coçar?
E com a coceira, vai sair. E com a saída, vai doer.
Vou ter que podar outra vez, como fiz a um tempo atrás. Fazer queimata na floresta-criação e ver que na verdade, se está sozinho no jardim.
Seu jardim-mente de grama crescente, navalha cortante, cega, não dilacera mais pele alguma.
Estou em dúvida.
Dúvida sobre o futuro que me aguarda, sobre minhas conquistas e sobre minha perda.
Estou me aventurando a comer maçãs vermelhas num pomar culto, um pomar de maçãs brancas mas topo vermelho. E se me sujar, parece sangue?
Vai acabar?
Vai pomar podar?
Vou pomar podar?
Quero pomar podar?
Está crescendo, vai dar frutos? Será pomar? Será vermelho? É duvida.
Minha árvore-cranio foi bem plantada e mal cuidada. Deixei vacilar. Meu erro está me deixando com raiva, e raiva eu sem querer cultivo, deixo entrar, no jardim-cabeça.
Sai, raiva e ressentimento!
Sai medo, por favor!
Medo de deixar jardim-vontade procriar e fazerem queimada.
E me machucar.
Não quero mais me machucar. Eu queria não ser idiota. Eu quero parar mas quero arriscar.
Um dos jardineiros já me alertou: para com medo.
Mas eu sei que vou deixar crescer.
Minha roseira tem espinhos inteligentes.

"Inteligencia mata.
Pensamento mata.
Poesia mata.
Poesia nata."

Voar

Eu queria ser um passarinho
E poder abrir as asas
Asas essas não costadas
Que não carregassem cicatriz

Sei que numa escolha
Devemos medir tudo
O tempo da colheita
Vem do medo do futuro

Não queria eu partir
Se passarinho fosse
Mas queria olhar pra asa
Sem bandanas, sem estrados
Sem passados
Sem marca
Sem dor
Só asa

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Eu: - Cale a boca!

Dia dois ainda. cair em monólogo incessante já com vontade de chorar.
Menina, não, não chore. Ainda está no inicio, no inicio de tudo. Eu te obrigo, cale a boca, me deixe pensar, eu tenho a minha liberdade.
Vamos, menina, sem recaídas, não se sufoque. Não! não pense em morte, você é mais do que pensa e o mundo é cruel sim.
Concretiza suas vontades, fale o que precisar mas escute o que lhe falar pois o que lhe falar é o certo.
VAMOS, MENINA!
Cala essa boca, cala! Você se conhece melhor que ninguem e sabe que não é uma pessoa ruim, vamos! Espera mais de ti, sem recaídas! Você é melhor do que pensa, maior que esse seu pensamento.
Você é uma pessoa ruim, uma pessoa divida, com sentimentos mutantes. Vamos, sua fraca! É o que você é. Fraca! Tenha uma recaída, se retalhe e costure toda, vamos! Balance com o ritmo da musica e chore quando arder.
Cale a boca!
Sua esperança de melhora é doentia! Ninguem te ama! Nem você se ama, vamos... Atira-se de qualquer ponte, v´de cabeça com tudo. Aproveita e para de pensar, cala a porra dessa boca, cala a porra dessa mente, fecha os olhos do coração! Seja apática, fingida, dissimulada, seja tudo o que odeia. Puta. E se acaso ocorresse de alguem gostar de você, corra... Corra pra longe, menina... isso é impossivel e o mundo te quer mal.
Vamos, sua gorda. Vomita! (Mia está contigo, é sua unica amiga, porra!).
Já não é bonita, ainda é gorda? Que vá pro inferno esses 49 kgs, eu quero que se foda e me afundar em chocolate, em um abraço, quero que me calem a boca, quero sumir, quero que alguma coisa seja real nessa vida, para!
Quero que eu não suma, quero sumir, quero ser eu, não me quero.
Não quero que gostes de mim, nunca vão gostar, nunca vai gostar.
      - Porra, eu! Cala a boca!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

tomar um fora > me cansar amanha > usar isso como desculpa para quarta-feira > nunca mais vê-lo depois de tomar um fora desses que é brabo demais > me afogar num pote de sorvete porque dois foras num ano é fooooooooooooda

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

2012

Para e olha
Pelo menos, o que aconteceu, fez ser bom pra alguem. Se alguma parte desse ano foi ruim, sorri, garota... Graças a ele tem gente feliz... Graças a ele aconteceram boas coisas à outras, aconteceram algo... Graças à este momento tem gente feliz agora, completando um mês da sua dor, você está feliz tambem(?).
Para e olha, garota...
Sorri feito idiota, quanta coisa aconteceu, quando coisa você passou e tá viva, quantas coisas você pode contar pros seus netos se não perder a memória...
Olha!
Quanta coisa valeu a pena, quanta coisa você chorou e sorriu, quanta coisa que você viveu e agora está viva!
 Duas operações, duas anestesias gerais, duas tentativas de suicido, sua automutila, ana e mia, raiva atemporal...
Mari, muita coisa ruim aconteceu, sim, é certo, mas agora você sabe que Ele está com você, e que detrás de nuvens tem um sol enorme querendo brilhar, aparecer, só está esperando chover,  terra tem que molhar pra crescer vegetação....
Colhe agora, garota...
Você passou por muita conturbação, amigos e amores vem e vão, mas é o ciclo da vida... Você quer chorar mas seu sorriso de Graças é tão grande que muita coisa não importa.
Para e olha: eu te amo.
Eu finalmente me amo um pouquinho... Pouco o suficiente para reconhecer isso e sorrir nesse exato momento.
Obrigada, Deus, mãe, pai, psicologa, amigos, mundo, universo, vida, animais, pela chance que me deram de estar aqui, viva e hoje...
De estar aqui.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Melô do drama meu.

Melodrama meu.
Melô drama, meu.
Apago fogo sim sinhô, mas não deixa ter  avista pro que não é visivel, deixa sonhar eu com algo mais alto. Som de capô batendo na parece amarela, meu melodrama não se acaba, se adentra, enfisema, dilatante, dilata chances do que poderia ser um melô de nego pra bater. 
São são nós três e num quero mais fugir.
Melo drama?
Açucar, caramelo, batata, sem sal.