quarta-feira, 29 de junho de 2022

Me assusto ao ver que estamos virando macacos mecânicos e acumulando hordas de produção 

TAC tac TAC, mais uma palavra se vai, estou digitando

E logo minha pele vai envelhecer, meus cabelos branquear e toda essa memória que hoje tenho irá embora

A vida é muito curta, efêmera, amiga

Amiga de mãos dadas com a morte

Fato esse que nos esquecemos que existe e que vivemos tanto no automático que esquecemos que chegaremos lá

Que estamos chegando lá

E que não fizemos nada

TAC TAC TAC TAC macacos viciados é seus computadores automáticos, digitando hora a hora e esperando inflamar

TAC TAC TAC TAC macacos brigando por  território imaginário, metafórico, virtual

Mas quem é que vive de verdade mesmo? Existe uma realidade que não seja 2D?

TAC TAC TAC TAC eu mesma virei o macaco surfando nessa ansiedade constante e vício por novidade


Como era antigamente, será? Como é não se sentir só?


Essa distância é proposital, passageira ou necessária? Ah, bem... se os dedos e lábios se tocassem novamente, ah! Daria tudo para sentir...


TAC TAC TAC consegues sentir a emoção por trás dessas letras frias que escrevo? Elas são de mentira, sequer existem porque nós na realidade não existimos. Co existimos virtualmente mas na realidade já viramos todos zumbis.



Can you hear me?

quinta-feira, 17 de junho de 2021

Relação cinema-mudo

 Tenho muito medo da morte mas parece não temer os fins. Na verdade são eles quem me motivam, o que desejo, almejo e penso no fundo para mim. Dizem que Deus é brasileiro e até ando pensando muito nisso...

Somos nós o reflexo desse deus despido de perfeição cores e sombras somente com a maldade incrustada ?

Eu queria poder ter tido uma conversa. Encaixar pontos na minha mente, ligar historias, traçar conexões e compreender melhor mas como sempre... tu tu tu... ocupado ou cortado demais preu compreender. 

As vezes eu penso em ir até a fonte e beber direto dessa agua. Compreender por outro angulo já que deste nao há como mas nao sei como serei entendida, vista ou quista. Não ha como saber. As vezes o melhor é deixar quieto.


Mas por que incomoda demais tanto tanto nao  falar uma historia? Eu sou bem resolvida demais ou as pessoas nao o sao? Eu sou intrusiva, fofoqueira demais?


Parece que estou com alguem ao qual pouco conheço o passado, o presente me é indiferente e o futuro... acho que apenas deus conseguiria dizer se e que tem. Porque eu mesma não consigo ver nem entender. Digerir ou relevar. É esquisito estar com alguém assim.


Alguns livros abertos, outros poemas queimados, diria eu. Faz lembrar o fulano-de-tal, aquele lá mesmo, o que devia estar morto mas por inconsequencia da vida está vivo. Pouco falava do passado, pouco conhec e me entreguei. Talvez seja isso que me cause a sensação de desconhecer o conhecido e no fim não tenha nada demais.


Eu nao me lembro a relação passada. Não lembro se eu queria tanto terminar como hoje quero. Se eu ameaçava tanto deixar quanto ameaço. E aonde começou porque eu sei que não é de hoje que sou assim, que não sei me firmar nas relações, que sinto cansaço-tédio e logo penso: cara é serio? Será que nao tem perspectiva melhor? E pluft pulo proutra relação. 


Tudo me parece pouco pois o muito que carrego comigo já me é suficiente mas eu nao me faço companhia, apenas a solidão quando estou só o faz. E é bom poder dividir algo com alguem.


Mas tinha que ser logo esse alguem? Alguem que por caralhos nenhum consegue conversar como um ser humano e sim com uma grosseria do caralho???? 


Enfim, levito e penso, digiro o impossível 

Sei que to partindo. Aos poucos. Mas to. 

quinta-feira, 29 de junho de 2017

queria voce me chamando de amor novamente.
tão perto.
sobre mim, quem sabe?

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Confesso

confesso que to bem cansada
exaus
ta
pela primeira vez eu notei minha alteração
e não to muito contente com isso
é como se eu nao tivesse um lugar certo no mundo
como se tudo de uma hora pra outra parasse de fazer sentindo
eu não quero acreditar nessas coisas
por isso eu me abandono toda hora
mas confesso que
estou exausta
bem exausta
nesse momento
o que me doi é saber que daqui a uma hora ou minutos eu vou me sentir perfeita
mas ja nao tenho autoestima ou cuidado proprio
eu vou me degradando ao vento
como dentes de leao soprados
cansaço é o que me define
chorei tanto ontem
e anteontem
e a semana inteira

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

fim?

As vezes o que eu queria mesmo é parar de me cortar
De me cortar de tudo, em tudo mas é a unica coisa que parece entender a minha dor. É a unica forma com a qual eu consigo por tudo pra voce. Eu sou um poço de problemas. Um problema vivo que precisa ser resolvido logo, com pressa. Eu sei como, só nao sei quando ou se realmente devo. Eu perdi minhas esperanças no ultimo segundo e sei bem como fazer. Eu tenho as ferramentas. Me falta somente, agora, o metodo.
Pode me chamar do que quiser, sequelada, louca, faminta, chorona, eu realmente sou. E tambem sou um fim sem um novo começo.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Prosa pra uma borboleta

Queria poder te entregar mil abraços, gritar com você e te bater só de raiva por tudo ter acontecido. Mas na verdade, de certa forma meu coração se alegra com essa dor que deixou. Por vezes, pensei em não pensar em voce, ou melhor, não lembrei de me lembrar do teu cheiro, mas de supetão eu acordei.
Queria de novo olhar a Lua, respirando as estrelas somente com um xale pra passar o frio, você e ele mas ainda assim nós. Queria me sentir cuidada, nao mais abandonada como me senti quando pude chorar nas matas do bosque, sua saia rodante acalentando-me e abrigando-me. Queria, ah, como queria poder ter mais tempo, mais um segundo pra viver com sua luz e seguir todo esse caminho. Mas agora voce se foi, não há mais pão, não há mais Lua, não há mais saia, só há lembrança.
Não estou triste, afinal, pois sei que Iansã balança seu leque, o vento surge e você consegue dançar nele. Você é o vento. Vento que ventou aqui, venta lá mas não volta aqui. Voce nao vai voltar.
Minha borboleta, saiu do seu casulo e se transformou em flor. Flor que enfeita caixão, desfaz na terra e volta ao pó. Mas como dizem, nada é infinito e o tempo em que aqui viveu parecia que havia um relogio nas suas costas. Cada segundo, tic e tac, contava. Obrigada e voa. Voa com tua força, leva a tristeza, traz a esperança! Espalha tuas sementes no ar, rega com teu amor e brotará, irmã, brotará.
Voe. Bata suas asas. A tristeza se vai mas você, eternamente, ficará.


sexta-feira, 5 de junho de 2015

Dourado Principe do pirata

Principe dourado, por favor
reflete teu fel dourado sob sol da manhã
em meu corpo dedilha nuances melodicas
a fim de que possa eu fazer um cado da parte tua

Teu mel espeço e branco
escorre sob meu corpo
sobre meu corpo
em qualquer angulo, de qualquer visão

Minha armadilha, seu Barba Ruiva, macário carcamano do inferno
Sua jaqueta de couro e cinto complicado
não se abrem, nao se fecham mas se mantem
em mim
na minha memoria

pois quero te sentir de novo
e novamente poder sentir
teus olhos verdes nos meus tao pretos
tua maçã rosada em minha lingua vermelha
lambo, reviro, chupo
em troca da vil memora dum dia qualquer

após, nunca mais ver-te-ei de novo
pois hei de ter sido o Principe nas Montanhas
difusor, separatista, poeta, sanguinario
que em meu sangue fundou teu reino
em minha mente, fez sua morada
em minha estrada, partiu.